O Rodrigo vem com o Marcus aqui em casa. Tinha marcado com eles. Eles me chamam para ir no Bob's (ou algo do tipo) só que na hora digo que não posso ir pois estou dando uma aula. Eles me perguntam se quero algo, e peço para eles trazerem um lanche de lá, para viagem. Depois que eles partem minha cabeça fica se perguntando "pra que os chamei se não posso acompanhá-los? o objetivo meu é comer ou a companhia deles?".
Estranhamente estou na fila do Bob's com eles. O Rodrigo está imediatamente antes de mim e conversa com a moça do caixa. Vejo a tabela de preços, e o meu lanche, creio que um Trio Big Bob, está por R$ 8,90.
Enquanto isso alguém se lembra, acho que o Marcus, de uma promoção passada no qual todo mundo que comprasse qualquer coisa ali ganharia uma porção pequena de batatas-fritas e que o Rodrigo foi pedir a dele, por ter comprado algum desses trios, para o rapaz que o atendia e que ficou em dúvida, ou deu uma resposta mal-educada do tipo "a promoção é para tudo", como se o quisesse chamá-lo de idiota ou algo do tipo. E por ter inventado tal promoção o mesmo cara que atendeu ao Rodrigo nessa promoção passada foi despedido com apenas 1 ou duas semanas de emprego.
Voltando ao "presente", e à fila do caixa com a moça, o Rodrigo diz a ela que sempre pede a mesma coisa, que se não me engano é a combinação mais cara entre os lanches. A mulher faz uma cara do tipo "sim, e daí?", mas Rodrigo nem se incomoda com ela e saca um cartão para pagar a conta e pergunta o que eu vou pedir. Digo-lhe que pedirei a tal promoção, enquanto olho para a tabela na direção lateral do caixa e para o balcão cinza prta. Estou no Bob's mas a mulher tem uniforme do Mc Donald's. Puxo uma nota de 10 reais para pagar e pergunto qual a diferença do meu pedido pro do Rodrigo. A mulher faz a mesma cara de "deixa de ser idiota" e diz que só mudam os tamanhos dos sanduíches, batatas e a quantidade de refrigerante. Decido então por esta promoção, que custa algo em torno de R$ 47,90 e a minha nota de R$ 10 se transforma em uma nota de R$50. O Marcus olha pra mim com uma cara de "Didi, você não está gastando muito?" mas digo-lhe que não é todo dia que faço aquilo.
Depois estou na casa do Marcus, com eles me trazendo o lanche em embalagens "para viagem"e ai sim, estou conversando com ele, olhando nos olhos e finalmente mais tranqüilo por saber que, de fato, estávamos ali para conversarmos.
Wednesday, August 01, 2007
Fast Food
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Wednesday, July 25, 2007
O cofre
Eu entro no Banco do Brasil da Rua do Catete. É um corredor estreito em um prédio e ali descubro que é uma agência especial em que são guardadas coisas de valor em um cofre e que há todo um aparato de segurança para isso. Quem me explica isso é um homem careca de uniforme cinza, como a cor do portão do prédio. Converso com ele como quem estivesse fazendo uma pesquisa e, enquanto isso entram alguns papéis em um cofre. Documentos importantes em folhas de papel de impressora matricial verde.
Pergunto ao careca como saio do banco e ele me diz que terei que fazer um caminho maior, porque não se sai pelo mesmo lugar onde entra. Depois disso estou em uma sala de reuniões com GB. Lemos uma série de papéis, umas perguntas de interpretação de texto relacionadas com o trabalho. Ele me diz "Odilon, a letra c do número 3 eu sei fazer, mas o resto tá difícil". le ainda fala de algumas questões para resolver com a Soraya, que era a pessoa que fazia dupla com ele. Eu não entendia nada, pois ele falava comigo como se eu soubesse da tarefa e da divisão das duplas para resolver aquelas questões, em duas cpopias de papel que parecem saídas do tal cofre. Eu estava sem a pessoa da minha dupla.
Desesperado em resolver aquelas questões e sem entender nada me vejo na mesma mesa com GB só que em uma sala de aula do Pedro II. A professora - meio parecida com a Soraya de química com a Judite de história- está sorridente e fala que sentiu a minha falta. Tenho a impressão de que matei muitas aulas...e ela vai falando sobre os trabalhos e as pessoas que já tinham entregado antes mesmo do semestre anterior terminar. Enquanto isso ela começa a tecer uma série de elogios ao meu texto, a minha interpretação que vai me deixando ruborizado, enquanto GB olha para mim com uma cara de contentamento.
Pergunto ao careca como saio do banco e ele me diz que terei que fazer um caminho maior, porque não se sai pelo mesmo lugar onde entra. Depois disso estou em uma sala de reuniões com GB. Lemos uma série de papéis, umas perguntas de interpretação de texto relacionadas com o trabalho. Ele me diz "Odilon, a letra c do número 3 eu sei fazer, mas o resto tá difícil". le ainda fala de algumas questões para resolver com a Soraya, que era a pessoa que fazia dupla com ele. Eu não entendia nada, pois ele falava comigo como se eu soubesse da tarefa e da divisão das duplas para resolver aquelas questões, em duas cpopias de papel que parecem saídas do tal cofre. Eu estava sem a pessoa da minha dupla.
Desesperado em resolver aquelas questões e sem entender nada me vejo na mesma mesa com GB só que em uma sala de aula do Pedro II. A professora - meio parecida com a Soraya de química com a Judite de história- está sorridente e fala que sentiu a minha falta. Tenho a impressão de que matei muitas aulas...e ela vai falando sobre os trabalhos e as pessoas que já tinham entregado antes mesmo do semestre anterior terminar. Enquanto isso ela começa a tecer uma série de elogios ao meu texto, a minha interpretação que vai me deixando ruborizado, enquanto GB olha para mim com uma cara de contentamento.
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Friday, June 29, 2007
Run to the sun
Estou na frente de um portão que dá acesso a um terreno baldio e reconheço que ali funciona uma universidade. Éa USP, embora nada se parecesse com ela. Alguém do lado de fora do portão pergunta a dois rapazes com uniforme de educação física - um calção azul e camiseta regata branca - se ali funciona o curso de Educação Física da USP. Os rapazes do lado de dentro confirmam. O que estava do lado de fora pergunta algo sobre o currículo, algo que tinha a ver com um currículo mais avançado, mas os meninos, com cara de estudantes secundaristas dizem que o ensino ali é técnico e com a aparência de uma aula de Educação Física comum, como as que acontecem nas escolas.
Enquanto isso percebo uma incoerência: no fim do terreno vejo o mar e digo aos rapazes que ali não pode ser São Paulo, pois existe a praia. Penso estar em Santos. Entro pelo portão, atravesso o terreno gramado - mal cuidado- e vejo a praia. Da areia observo o mar e fico com medo de um outro sonho meu recorrente: penso que virá um grande tsunami. Todavia o que ocorre é que as ondas vão atingindo distâncias maiores da faixa de areia à medida em que vou recuando. Me afasto e a água cobre mais areia, até não restar nenhuma faixa de areia e, então, começo a subir os degraus de pouca altura e bem largos que separam o terreno da praia.
Cansado de sentir medo, olho para o mar e digo "ei, peraê, esse sonho é meu, então sei que este mar sou eu". Comparo com o sonho dos ets, e decido encará-lo de frente e então o mar se abre em duas colunas, como a mítica passagem de Moisés pelo Mar Vermelho. Passo, mesmo com o receio de que as colunas se desfaçam e eu morra afogado. Vou em direção ao sol, no fim do horizonte. Quando me aproximo do sol vejo uma bola escura , com alguns pontos brancos, se assemelhando ao mapa celeste. Decido entrar dentro desse buraco-sol. De repente acordo em uma cama de hospital em um cenário que lembra a cozinha da casa da minha tia em Anchieta. Os médicos dizem que eu saí do coma. Tiro o tubo que está em minha boca e decido andar até outros cômodos do tal hospital, mesmo sabendo que deveria ficar em observação. Encontro outros homens negros em uma espécie de box, nus e enquanto eles respondem a algumas perguntas de alguém -seriam médicos? - vamos nos tocando, até a pessoa que faz as perguntas sair e ficarmos os três nos tocando.
Enquanto isso percebo uma incoerência: no fim do terreno vejo o mar e digo aos rapazes que ali não pode ser São Paulo, pois existe a praia. Penso estar em Santos. Entro pelo portão, atravesso o terreno gramado - mal cuidado- e vejo a praia. Da areia observo o mar e fico com medo de um outro sonho meu recorrente: penso que virá um grande tsunami. Todavia o que ocorre é que as ondas vão atingindo distâncias maiores da faixa de areia à medida em que vou recuando. Me afasto e a água cobre mais areia, até não restar nenhuma faixa de areia e, então, começo a subir os degraus de pouca altura e bem largos que separam o terreno da praia.
Cansado de sentir medo, olho para o mar e digo "ei, peraê, esse sonho é meu, então sei que este mar sou eu". Comparo com o sonho dos ets, e decido encará-lo de frente e então o mar se abre em duas colunas, como a mítica passagem de Moisés pelo Mar Vermelho. Passo, mesmo com o receio de que as colunas se desfaçam e eu morra afogado. Vou em direção ao sol, no fim do horizonte. Quando me aproximo do sol vejo uma bola escura , com alguns pontos brancos, se assemelhando ao mapa celeste. Decido entrar dentro desse buraco-sol. De repente acordo em uma cama de hospital em um cenário que lembra a cozinha da casa da minha tia em Anchieta. Os médicos dizem que eu saí do coma. Tiro o tubo que está em minha boca e decido andar até outros cômodos do tal hospital, mesmo sabendo que deveria ficar em observação. Encontro outros homens negros em uma espécie de box, nus e enquanto eles respondem a algumas perguntas de alguém -seriam médicos? - vamos nos tocando, até a pessoa que faz as perguntas sair e ficarmos os três nos tocando.
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Tuesday, April 10, 2007
Faxina
Estou no apartamento da dona Nina, mas na realidade é o novo lar do Luis e a Lena. Estou com ele em momento completamente romântico, troca de carinhos, afagos e beijos na sala de jantar próximo ao carrinho de chá que ela tinha. A Lena aparece com uma vassoura na mão e diz para sairmos dali pois ela está fazendo uma faxina - consigo ver a poeira acumulada dos outros cômodos- e que vai precisar limpar ali. Me sinto inútil por não estar ajudando-a, mas ela faz a faxina com vontade. Dou-lhe um abraço e olho nos olhos dela e digo o quanto ela é bonita. Ao mesmo tempo ela fica maravilhada pelo fato de eu ter expressado afeto de uma forma tão espontânea, coisa com a qual não estava acostumado a fazer...
Monday, April 09, 2007
Fachada

Espero o ônibus no ponto aqui de casa. Há 2 ou três idosas comigo no ponto. Quero ir para Copacabana, mas em princípio espero pelo ônibus que vai pela orla porque é mais rápido. Um ônibus passa por fora e o 572 - que não vai pela orla - pára porque as senhoras fizeram sinal, embora ele pare um pouco mais na frente. Elas vão para o ônibus, que está um pouco cheio mas com lugar para sentar e decido ir com elas. O motorista abre a porta de trás para elas entrarem mas elas decidem entrar pela frente, passar pela roleta usando o RioCard. Faço o mesmo. Olho para o ônibus e percebo que há um lugar vazio com a alça de trás pintada em vermelho - que é assento especial para idosos, gestantes e deficientes- e tem outros lugares vazios na parte de trás do ônibus. Retiro o meu RioCard do bolso que está em forma de bexiga de aniversário e decido colocar no bolso e não na carteira enquanto sento. Ao meu lado vejo a Suzy ajeitando a "bexiga RioCard" dela enquanto vejo um video explicativo sobre como conservar aquele cartão. Fala que devemos sempre puxar a ponta superior da bexiga para evitar que a mesma resseque, e vejo a Suzy fazendo isso. Fala que devemos conservar o cartão na carteira para evitar ressecamento e decido fazer isso, enquanto na rua vejo um homem que aparentemente cortou a sua bexiga sem danificar o chip interno que permite a leitura do cartão.
Enquanto o ônibus passa vejo uma fila enorme e pessoas revoltadas próximo ao Edifício Seabra na Praia do Flamengo. Dois prédios antes do Seabra para ser exato. Ali funciona uma repartição - será que é para retirar o RioCard? - que se encontra fechada. Ao que parece as obras no edifício Seabra- que apresenta uma janela no último andar estilhaçada- acabaram forçando ao abandono do outro prédio onde funciona a tal repartição.
Do ônibus eu fito a paisagem da orla de prédios e me lembro do Alex falando de como o "skyline" do Rio é cinza embora sejamos uma cidade tropical. Olho para a parte de trás do ônibus e vejo o Centro da cidade com a vista panorâmica cinza. E comento com alguém que aquilo era para imitar americanos sem respeitar a nossa identidade. Mais à frente no edifício branco perto da farmácia há pedreiros retirando o reboco branco do prédio e mostrando o colorido original (vermelho). Alguém dá entrevista para uma emissora de TV, algo como o RJTV e fala da iniciativa da prefeitura em recuperar a estrutura original dos prédios. Ele comenta que não pode fazer de todos os prédios de forma imediata, mas que essas reformas darão um novo visual para a orla da praia, aproveitando a luz solar que refletirão bem as cores, já que se trata de um país tropical e o colorido dos prédios tem mais a ver com as nossas características.
Em seguida estou em casa digitando um texto para colocar no blog criticando um hábito carioca de dizer que São Paulo é uma cidade cinzenta e que nós com todo o sol, diferente da outra capital, não aproveitamos o potencial e deixamos tudo cinza. E que mesmo em São Paulo que tem uma aparência cinza vi uma presença maior de prédios coloridos do que no Rio. Na minha cabeça vem a imagem de um prédio moderno com uma pilastra inclinada vermelha, um pouco parecido com o MASP, só que menor e em uma rua bem arborizada.
Sunday, April 01, 2007
Entertainment Tonight

Planejo o meu novo programa. Fofocas de celebridades. Penso em traduzir direto do Entertainment Tonight (ET), por causa da logomarca em colocar uma frase em português com ET que fizesse sentido...algo iniciado com "eu". Lembro-me do TV Fama e digo que quero um programa diferente, apesar de ser o mesmo tema. Nada de imagens vagabundas em slow-motion do Big Brother Brasil. Um outro lado meu pensa em filmar as imagens direto do computador, via you tube, mas digo que não. Todas essas idéias passam em uma televisão em uma casa. Digo que quero comentários sobre jogadores de futebol, pois isso atrairia o telespectador do sexo masculino...quero fazer algo diferente e ao que me parece o programa passará na Band.
Em seguida estão anunciando, fazendo uma propaaganda de uma nova TV por assiatura, dentro do banheiro, a Suzy Rego e o Celso Portioli em estilo SBT. Eles anunciam que você paga a assinatura por 4 reais e ganha uma cartela tipo telesena que corre pela Loteria Esportiva todo sábado. Enquanto isso eu faço xixi em um mictório que parece um grande porta-sabonete líquido quebrado, enquanto ele vai falando. Elogio o fato de do lado do mictório ter uma saboneteira (essa sim funcionando) para lavar as mãos. De repente há um outro homem moreno sem camisa - os apresentadores da propaganda sumiram- fazendo xixi ali. Beijo-lhe o pescoço e digo a ele que sairei dali pra ele ficar mais à vontade. Ele diz que não faz diferença e me faz segurar no pau duro dele dizendo-me que estava louco precisando fuder. Dou uma risada e me lembro que ele tem um grupo de amigos - são três ou quatro- e que eu já transei com todos.

Vou com ele para a cama grande em um quarto. Já não é mais o moreno, mas um cara alto, musculoso, careca (cabeça raspada). Estamos transando loucamente quando ouvimos o barulho do portão da casa. Ele diz para não me preocupar porque deve ser a Mariana, faxineira da casa. Peço para ele confirmar isso e de longe espiando pela varanda- que na realidade é um grande terraço- é de fato a Mariana. Ele vê de longe para que ela não possa vê-lo nu.
De repente ele corre do quarto e desce as escadas de madeira escuras até a sala, antes que Mariana o veja e volta com uma toalha. "Esqueci deste detalhe" ele me diz, como se a toalha fosse pra ser usada depois que a gente gozasse. A toalha tem um pedaço que emperra na porta de vidro mas ele consegue dar um jeito.
Ouvimos passos de Mariana subindo as escadas e como o vidro é transparente precisamos cobrir com algo para que ela não nos veja transando. Cubrimos o vidro com redes, puxando as varandas das redes para que ela não veja nada. Mesmo assim ela sobe e eu fujo para o pequeno banheiro que há no quarto.
Mariana cisma com o cara de que começaria a faxina no banheiro. Para que ela não me veja eu vou me afastando e tentando me esconder por trás de varandas de rede. Em vão...porque ela se aproxima cada vez mais. A minha solução final é lançar um raio desintegrador nela que a envia para uma chamada quarta dimensão, onde não há nem comprimento, nem largura nem altura. Ela se desintegra e o cara fica preocupado. Eu digo-lhe que ela ficará ali temporariamente e que depois que terminássemos ela voltaria e se esqueceria de toda a cena voltando para o mesmo ponto em que ela estava antes, isto é, o momento em que ela entra na casa. Digo a ele que ainda poderia usar outro raio, mas que como ainda estava lendo o manual de instruções eu só sabia usar aquele raio desintegrador. E voltamos para a transa.
Friday, March 30, 2007
A casa de paredes amarelas
Estou na sala grande de uma casa e alguém parecido com meu pai diz que a casa a partir de agora é minha e terei que cuidar dela. Existem instruções que depois vou me lembrando na medida em que arrumo a janela da sala: ajeitar bem as cortinas e depois passar o vidro translúcido com aquele relevo "sanfonado" para que não fique nenhuma fresta. A única fresta possível é de um buraco em forma de losango no alto, quase chegando no teto bem acima da janela. Ele é fechado por uma madeira que roda e devo deixá-la "meio aberta" para deixar a luz do sol passar. Na medida em que vou fazendo isso o dia está clareando. No momento em que vou ajeitar a tal madeira - depois de ajeitar as cortinas e a tal janela de vidro- sinto que a peça está frágil. Tento recolocá-la mal emporcamente e consigo, ainda que esteja tosca...e a luz do sol entra pela janela...
Sunday, March 25, 2007
Pilhas inclusas

Estou andando pelo Centro do Rio, uma grande avenida, muito movimentada. Penso em como fazer meus exercícios, 3 vezes por semana na acdemia e dois dias de caminhada. Estou caminhando com A. quando um mulato alto sem camisa – está calor – passa e o cumprimenta. Ele é seco ao responder a saudação, pois o cara manda um beijo ou algo do tipo como gracinha e A. não gosta.
A partir deste ponto a avenida parece com a Almirante Barroso só que mais larga e estou na companhia do meu pai. Penso em fazer as caminhadas todos os dias, mesmo no frio – consigo me ver no Aterro caminhando com uma estranha roupa de frio vermelha- será bom pois me manterá desperto. Sigo com ele por ali naquele ponto mais tranqüilo pois penso que será melhor pegarmos um táxi ali com tranqüilidade para irmos para casa já que meu pai não pode fazer muito esforço por conta da operação.
Atravessamos e chegamos do outro lado. Passamos por algumas lojas de materiais eletrônicos e meu pai pergunta “está precisando de pilhas?” . Eu falo “não pai, já tenho lá em casa”. Depois hesito e olho para a vitrine da loja do meio “Pai acho que vou querer pilhas novas sim, feito as tuas que é da Sony, marca melhor que as Leadership que eu tenho”. Decidimos entrar na loja do meio (eram 3 lojas justapostas).
Na loja pergunto o preço do carregador com as pilhas e o rapaz com má vontade fala um preço que é impossível entendê-lo. Algo como 300. Pedimos para ele repetir 3 vezes o preço, a última estou com meu pai na porta da loja quase saindo, quando meu pai diz que está muito caro e assim viramos a esquerda e fomos para loja vizinha.
Na loja da esquerda, bem parecida com a loja anterior os produtos são mais baratos e os vendedores atendem melhor. Porém eu encontro um carregador preto de parede pequeno, mas com tamanho para pilhas minúsculas e não para as pilhas AAA que eu quero. Decidimos então ir para a primeira loja, a que fica à direita da loja do meio. Eu cismo com meu pai que já deveríamos ter começado pela loja vizinha para seguir uma seqüência, sendo que ele me diz que foi pela lógica dos preços, algo assim, pois já conhece aquela área tradicional em vender esse tipo de produto.
A loja tem um corredor estreito longo. Este corredor termina em um grande salão térreo com vista para a avenida. No salão existem várias baias como as de firma de telemarketing, como moças atendendo com headsets. Quando procuro pelo meu pai para ver o preço eu já o vejo sentando no lugar de uma das moças com um scanner de mão vendo o preço das pilhas no computador dela. A moça sai como quem vai buscar as pilhas, que custam, com o carregador R$ 99,90.
De repente vejo a mesma moça na frente da loja, que é a Kalunga, com uma série de pastas vermelhas e pequenas caixas de cartolina. Meu pai fala que a moça foi buscar as pilhas no depósito na parte superior da loja. Quando a moça regressa – é outra mas é a mesma – ela chega com uma embalagem transparente contendo uma pilha Leadership – justamente a marca que eu não queria – em tamanho maior que as que eu tenho. Pergunto pelo carregador e ela diz que não tem, enquanto no fundo da loja alguns vendedores testam pilhas da mesma marca em um carregador parecido com o que eu tenho em casa.
A partir deste ponto a avenida parece com a Almirante Barroso só que mais larga e estou na companhia do meu pai. Penso em fazer as caminhadas todos os dias, mesmo no frio – consigo me ver no Aterro caminhando com uma estranha roupa de frio vermelha- será bom pois me manterá desperto. Sigo com ele por ali naquele ponto mais tranqüilo pois penso que será melhor pegarmos um táxi ali com tranqüilidade para irmos para casa já que meu pai não pode fazer muito esforço por conta da operação.
Atravessamos e chegamos do outro lado. Passamos por algumas lojas de materiais eletrônicos e meu pai pergunta “está precisando de pilhas?” . Eu falo “não pai, já tenho lá em casa”. Depois hesito e olho para a vitrine da loja do meio “Pai acho que vou querer pilhas novas sim, feito as tuas que é da Sony, marca melhor que as Leadership que eu tenho”. Decidimos entrar na loja do meio (eram 3 lojas justapostas).
Na loja pergunto o preço do carregador com as pilhas e o rapaz com má vontade fala um preço que é impossível entendê-lo. Algo como 300. Pedimos para ele repetir 3 vezes o preço, a última estou com meu pai na porta da loja quase saindo, quando meu pai diz que está muito caro e assim viramos a esquerda e fomos para loja vizinha.
Na loja da esquerda, bem parecida com a loja anterior os produtos são mais baratos e os vendedores atendem melhor. Porém eu encontro um carregador preto de parede pequeno, mas com tamanho para pilhas minúsculas e não para as pilhas AAA que eu quero. Decidimos então ir para a primeira loja, a que fica à direita da loja do meio. Eu cismo com meu pai que já deveríamos ter começado pela loja vizinha para seguir uma seqüência, sendo que ele me diz que foi pela lógica dos preços, algo assim, pois já conhece aquela área tradicional em vender esse tipo de produto.
A loja tem um corredor estreito longo. Este corredor termina em um grande salão térreo com vista para a avenida. No salão existem várias baias como as de firma de telemarketing, como moças atendendo com headsets. Quando procuro pelo meu pai para ver o preço eu já o vejo sentando no lugar de uma das moças com um scanner de mão vendo o preço das pilhas no computador dela. A moça sai como quem vai buscar as pilhas, que custam, com o carregador R$ 99,90.
De repente vejo a mesma moça na frente da loja, que é a Kalunga, com uma série de pastas vermelhas e pequenas caixas de cartolina. Meu pai fala que a moça foi buscar as pilhas no depósito na parte superior da loja. Quando a moça regressa – é outra mas é a mesma – ela chega com uma embalagem transparente contendo uma pilha Leadership – justamente a marca que eu não queria – em tamanho maior que as que eu tenho. Pergunto pelo carregador e ela diz que não tem, enquanto no fundo da loja alguns vendedores testam pilhas da mesma marca em um carregador parecido com o que eu tenho em casa.
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Friday, February 16, 2007
Segunda Chance

O homem está parado no caminho que ladeia a praça. Tem o rosto do mesmo ator famoso que sonhei no fim de 2003 em outra situação. Ele está vestido de preto, morto e os 3 anjos atrás dele dão uma chance dele voltar à vida exatamente no dia que ele iria conhecê-la pela primeira vez. Foi um encontro marcado, mas parece que em vida ele não foi conhecê-la. Era uma nova oportunidade dada pelos 3, de terno, gravata, altos, magros, um branco e dois negros. O homem hesita um pouco, o carro dela parado no cruzamento que sai da minha rua e que vai em direção à Avenida Beira-Mar. Ela parada espera. As imagens têm um tom um tanto cinza, como vídeo de fita gasta. Ele finalmente decide ir ao encontro dela.
Sunday, February 11, 2007
Supermercado II
O jornal na televisão anuncia com um certo estardalhaço que jovens de classe média encontraram um novo point para o tráfico de drogas: o supermercado. Aparecem imagens de circuito interno de TV dentro do supermercado e de alguma forma consigo ver a fachada do supermercado Zona Sul de Ipanema, o da Praça General Osório. Em meio a imagens de jovens comprando maconha e ecstasy no corredor que vende comidas congeladas, vejo imagens de outras pessoas passando no caixa, mas comendo chocolates e biscoitos sem pagar. A reportagem muda de assunto e fala do prejuízo que esse tipo de prática dá aos supermercados.
Enquanto isso já estou no mesmo supermercado com meu pai. Ele quer passar um vasilhame branco pelo caixa sem pagar. "Pai, o senhor não viu a reportagem? Isso não está correto!". Quando meu pai passa pelo caixa a moça fala que ele vai ter que pagar pelo vasilhame, alegando que se ele estivesse vazio ele não pagaria, mas o vasilhame está cheio de gasolina e por isso deveria pagar. Ela me mostra dois cupons fiscais em amarelo, um com o preço da compra sem o vasilhame que ela tinha batido inicialmente, em torno de 33 reais, e outra com o preço da gasolina, que aumentou a conta para 53 reais. Do lado dos preços dos produtos na nota há uma descrição detalhada sobre eles e ela me diz: quando for fazer compra não se deve pensar só no
aspecto quantitativo, o preço, mas também no qualitativo: as palavras. Depois meu pai dá para moça do caixa 10 reais pra caixinha de natal , e tanto eu quanto ela pensamos que estamos em dezembro. Mas depois nos damos conta que já estamos em janeiro. A saída do mercado lembra o das Sendas do Flamengo.
Tenho que arrumar as comprar e enquanto estou na expectativa de pegar algumas sacolas e meu pai outras, me dou conta que, por conta da operação dele terei que carregar todas. Em princípio coloco 2 sacolas na mão esquerda e 3 na mão direita. Só que percebo que na mão esquerda tem muita sacola pra pouco peso, então decido colocar a alface, que estava sozinha em uma sacola, dentro de outra e consigo pegar uma das sacolas da mão direita e equilibro, assim, o peso delas.
Vou andando com meu pai por um estacionamento na Tijuca. Um calor forte. Penso que pegaremos um taxi, mas ele decide ir de metrô, para minha insatisfação. Na parte lateral há uma igreja e vemos, no estacionamento, um camelô vendendo água. Reclamo da sede. Meu pai pergunta se não quero comprar água, mas digo que não senão vai me dar vontade de fazer xixi.
Prefiro beber a espuma que está em uma das sacolas, e ela mata minha sede.
No caminho para o metrô, temos que passar por uma velha galeria. Dentro dela há uma loja que vende chocolates. Meu pai oferece uma caixa de bombom serenata de amor, mas opto por uma barra de chocolate branco com castanha de caju. Quando eu vou pegar a barra, que está sob várias outras barras de chocolate, a pilha quase desaba. Meu pai se estressa, mas consigo evitar a queda e pegar o chocolate que eu quero.
Depois entramos em uma saleta onde há varias pessoas assistindo à Sessão da Tarde na televisão. Estão reprisando Cocoon e vejo vários velhos como Don Ameche e Jessica Tandy saindo da televisão como se fossem espíritos. Sai também uma mulher loira, mais nova, e estranho, pois achei que só os velhos poderiam ter aquele poder. Eu os sigo e vejo um portal em estilo romano, quadrado, de portas fechadas e os espíritos passam pela porta, entram no portal sem precisar abrí-lo. Fico parado olhando para os dizeres em estranho latim do portal enquanto vários espíritos, não só o dos velhos passam por ele.
Enquanto isso já estou no mesmo supermercado com meu pai. Ele quer passar um vasilhame branco pelo caixa sem pagar. "Pai, o senhor não viu a reportagem? Isso não está correto!". Quando meu pai passa pelo caixa a moça fala que ele vai ter que pagar pelo vasilhame, alegando que se ele estivesse vazio ele não pagaria, mas o vasilhame está cheio de gasolina e por isso deveria pagar. Ela me mostra dois cupons fiscais em amarelo, um com o preço da compra sem o vasilhame que ela tinha batido inicialmente, em torno de 33 reais, e outra com o preço da gasolina, que aumentou a conta para 53 reais. Do lado dos preços dos produtos na nota há uma descrição detalhada sobre eles e ela me diz: quando for fazer compra não se deve pensar só no
aspecto quantitativo, o preço, mas também no qualitativo: as palavras. Depois meu pai dá para moça do caixa 10 reais pra caixinha de natal , e tanto eu quanto ela pensamos que estamos em dezembro. Mas depois nos damos conta que já estamos em janeiro. A saída do mercado lembra o das Sendas do Flamengo.
Tenho que arrumar as comprar e enquanto estou na expectativa de pegar algumas sacolas e meu pai outras, me dou conta que, por conta da operação dele terei que carregar todas. Em princípio coloco 2 sacolas na mão esquerda e 3 na mão direita. Só que percebo que na mão esquerda tem muita sacola pra pouco peso, então decido colocar a alface, que estava sozinha em uma sacola, dentro de outra e consigo pegar uma das sacolas da mão direita e equilibro, assim, o peso delas.
Vou andando com meu pai por um estacionamento na Tijuca. Um calor forte. Penso que pegaremos um taxi, mas ele decide ir de metrô, para minha insatisfação. Na parte lateral há uma igreja e vemos, no estacionamento, um camelô vendendo água. Reclamo da sede. Meu pai pergunta se não quero comprar água, mas digo que não senão vai me dar vontade de fazer xixi.
Prefiro beber a espuma que está em uma das sacolas, e ela mata minha sede.
No caminho para o metrô, temos que passar por uma velha galeria. Dentro dela há uma loja que vende chocolates. Meu pai oferece uma caixa de bombom serenata de amor, mas opto por uma barra de chocolate branco com castanha de caju. Quando eu vou pegar a barra, que está sob várias outras barras de chocolate, a pilha quase desaba. Meu pai se estressa, mas consigo evitar a queda e pegar o chocolate que eu quero.
Depois entramos em uma saleta onde há varias pessoas assistindo à Sessão da Tarde na televisão. Estão reprisando Cocoon e vejo vários velhos como Don Ameche e Jessica Tandy saindo da televisão como se fossem espíritos. Sai também uma mulher loira, mais nova, e estranho, pois achei que só os velhos poderiam ter aquele poder. Eu os sigo e vejo um portal em estilo romano, quadrado, de portas fechadas e os espíritos passam pela porta, entram no portal sem precisar abrí-lo. Fico parado olhando para os dizeres em estranho latim do portal enquanto vários espíritos, não só o dos velhos passam por ele.
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Wednesday, January 31, 2007
O Corvo
Há uma pornochanchada na TV. Aliás acho que estou dentro do filme e não sei. Há um homem na beira do rio feliz porque 3 mulheres estão prestes a ficarem desnudas. Elas tiram a roupa, sendo que uma delas fica só de calcinha e sutiã. Ela está grávida. Eu me impressiono e pergunto para mim mesmo como a Censura deixou passar aquilo? Ao mesmo tempo há uma sensação de curiosidade e as três tomam banho.
Entro no Rio e lá longe vejo C. nadando, de sunga vermelha, e me chama para fazer companhia a ele. Eu fico preocupado porque há uma correnteza e uma queda d'água (retílinea, quadrada como as de cascatas de hotel/motel) prestes a levá-lo e ele não se dá conta disso. Eu decido salvá-lo e uma das mulheres diz algo como "vai lá, socorra ele". As águas criam uma espécie de resistência contra minha caminhada, mas sigo em frente.
Enquanto caminho, M se transforma em um corvo, me pega pelo bico e me suspende dizendo "você vai precisar da minha ajuda". Junto resgatamos C. , mas ao deixá-lo no alto do morro com sinais de afogamento não é mais C. que está lá, mas sim meu ex, com um bigode. Quando afirmo para M (agora na forma humana) quem ele era, eu, ele e uma série de pessoas que estavam em volta do corpo decidimos abandoná-lo.
Entro no Rio e lá longe vejo C. nadando, de sunga vermelha, e me chama para fazer companhia a ele. Eu fico preocupado porque há uma correnteza e uma queda d'água (retílinea, quadrada como as de cascatas de hotel/motel) prestes a levá-lo e ele não se dá conta disso. Eu decido salvá-lo e uma das mulheres diz algo como "vai lá, socorra ele". As águas criam uma espécie de resistência contra minha caminhada, mas sigo em frente.
Enquanto caminho, M se transforma em um corvo, me pega pelo bico e me suspende dizendo "você vai precisar da minha ajuda". Junto resgatamos C. , mas ao deixá-lo no alto do morro com sinais de afogamento não é mais C. que está lá, mas sim meu ex, com um bigode. Quando afirmo para M (agora na forma humana) quem ele era, eu, ele e uma série de pessoas que estavam em volta do corpo decidimos abandoná-lo.
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Tuesday, December 26, 2006
Perto de Deus II
Subo as escadas, degrau por degrau com pressa. São verdes como as daqui do prédio. Chego no topo próximo ao terraço onde há uma espécie de ante-sala, um limbo. Deus me aparece na forma de um adolescente mulato magrelo que como algo, não estou bem certo e de certa forma sarcástico. Eu pergunto a ele se ali era o paraíso e ele me confirma, dizendo algo a respeito do dia do juízo. Ele me mostra o paraíso por detrás da porta do terraço onde pessoas comem de forma voraz e excessiva um monte de comida, creio que a maioria é bolo cremoso. Pergunto sobre mim mesmo e ele diz “a tendência é só descer” e me aponta para baixo e para o grande vão que se forma pelas escadas. Ele me diz que o inferno é lá embaixo onde as pessoas passam fome e lutam para pegar os restos de comida que caem (ou são atiradas) do paraíso pelos glutões e que para isso eles brigam para obter o alimento que cai. Ameaço a descer as escadas e tento perguntar para ele, já na forma de Jesus Cristo, algo sobre pecado mas ele diz que é incapaz de responder. Sinto como se tivesse ressuscitado, livre para fazer as minhas escolhas.
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Wednesday, October 04, 2006
This must be the place I waited years to leave
O taxista careca aqui em casa conversa com meu pai. Peço a ela a minha irmã a máquina digital e juntos vamos para o Parque Lage. É um dia de primavera e o sol está radiante na copa das árvores fechadas. A mata é exuberante e em um determinado ponto, antes de chegar ao casarão do parque há uma clareira onde o sol bate com mais luminosidade. Tiro algumas fotos e Raquel comenta alguns lugares com detalhes. Luis me lega ao telefone e digo a ele onde estou. Pergunto a ele se ele já esteve lá e ele me diz "não". Penso na próxima viagem dele e em levá-lo para conhecer o parque. Falo com ele e aponto, como se ele estivesse ao meu lado os locais que eu já conhecia do parque no tempo em que estudava no CPII. Passeio pela clareira e ao olhar para o céu escuto a voz do meu pai conversando com o taxista falando dos bens que o sol traz para o corpo desde que protegido pela mata. Como se a mata fosse uma proteção para os raios solares, enquanto a observo subindo por pequenas colinas no parque. Tiro algumas fotos, mostro para Raquel. Acho que estão muito parecidas com as que ela já havia tirado em outra visita ao parque e depois envio as fotos pro Luis.
Tuesday, July 11, 2006
Bia falcão é o poder

Há uma confusão na hora de sair de casa. Minha mãe está fora e meu pai está prestes a sair comigo e com a Raquel, sempre enrolada como de costume. E eu louco procurando o meu caderno para por na mochila e cato o meu Atlas do Corpo Humano como forma de ilustrar a apresentação sobre digestão que farei no colégio. Luis e o Bispo esperam por mim no colégio e fazem parte do meu grupo. Meu pai disse que mais tarde fará um macarrão. Acho a receita repetitiva mas me agrada a idéia.
Não carrego nenhuma anotação comigo, só abro o livro na página onde há o esquema da epiderme/derme como forma de ilustrar o trabalho. Passar o livro para os demais colegas durante a apresentação.
No esquema da derme uma área dela é descrita assim: “aqui não passam mais formigas, devido aos hábitos de higiene atuais. Todavia o que pode existir são resíduos fecais e micróbios presentes nas unhas que passam por aqui”. Dou uma risada com aquilo e meu pai chama a minha atenção sobre como é importante manter os hábitos higiênicos.
Raquel sai na minha frente cansada de me esperar. Eu ainda enrolado coloco o caderno e o livro na pasta cinza (igual a que eu usava no terceiro ano) e saio de casa vestido com o uniforme do Pedro II com o escudo das três estrelas que indicam eu ser aluno do terceiro ano do ensino médio.
No caminho para sair de casa deparo com um morador antipático do prédio falando alto no celular. Estou decidido a fazer carão e ele faz a mesma coisa. Sigo pelo corredor e ele vem atrás ainda falando alto no celular.
Meu pai me entrega um guarda-chuva grande de cabo marrom e fala que vai chover. Eu estranho pois o dia não me parecia chuvoso, mesmo assim sigo o conselho dele pois ele sabe quando o tempo vai virar e parece que isso vai acontecer no fim do dia.
O tempo está garoando, mas ao passar por baixo da copa das árvores na praça a chuva é mais intensa. Longe eu vejo Raquel pegar o 409 apressada desviando-se da água que os ônibus jogam pelo fato da pista estar alagada. Até tento correr para alcançá-la, mas não consigo. Logo atrás vem um ônibus que eu tento identificar com dificuldade seu número para ver se me serve, pois já são 10 para 8 da manhã. O ônibus é o 183 (Estrada de Ferro – Laranjeiras que não existe) e vejo que ele não me serve. E estranho porque nunca tinha visto ônibus daquele número ali, mas acredito que era uma linha especial que circula durante as manhãs.
Na pista do outro lado um ônibus vem na contramão e um cara de jaleco branco e de óculos grita “CP2! CP2!”. Eu tento alcançá-lo também, mas me parece impossível. Até que alguém no ponto de ônibus assobia e ele recua, parando no sinal já na pista do mesmo lado do ponto. Percebo que são dois alunos do colégio e eu me aproximo cautelosamente para saber se aquele ônibus de fato é o ônibus do colégio. Ao ver o motorista vejo que é o César Maluco, com o uniforme do colégio. Percebo que assim posso pegar o ônibus, mesmo sem graça de ver o césar pois há muito tempo eu não o vejo, ou quando o vejo de vista na rua o evito. E ele me diz, pegando no meu braço: “Há quanto tempo Odilon, você está bonito!”
Dentro do ônibus não há lugares para sentar e me sinto um tanto nervoso por não dar tempo de eu ler o resumo do trabalho. No banco da frente há dois meninos mal vestidos que eu julgo ser pivetes. Embora uma placa na frente do ônibus e uma outra na frente da fábrica indicam que há um bom número de dias não há assaltos por pivetes reincidentes (ou coisa do tipo) ali. Um dos moleques passa a mão por fora da camisa, onde parece esconder uma arma. Penso em descer no mesmo ponto que eles na entrada de Taboão, pois também julgava que o colégio fosse ali. De repente me dou conta de que não sei onde é o colégio. Um passageiro desce e outro fica em pé, como que para descer no próximo ponto. Depois vejo que os meninos estão acompanhados da mãe, parecida com Tia Lucinha e em seguida um dos garotos desce com ela no outro ponto. Só que o garoto em questão já é um adulto agora.
Descubro um lugar vago no ônibus para sentar e pego os meus papéis com as anotações sobre o endereço do colégio. Lá está o endereço certo e me lembro de que o Luis me fala para descer no mesmo ponto da casa dele. O trânsito está um pouco engarrafado mas por alguns instantes. Olho o relógio e vejo que já passa das oito e imagino os meus colegas de grupo preocupados.
Desço no ponto indicado, que é igual ao ponto em que eu descia em Bangu, e sigo andando para descobrir onde é o Wandic (nome do colégio que o Luis estudou). Ainda na rua há um comitê de recepção. Sento em uma carteira e um japonês maluco começa a falar das dificuldades que teremos aquele ano com exercícios difícieis. Fala contas absurdas com números decimais e depois vem com uma charada como:
“Quantas vezes o número 2 aparece entre 1 e 100?”
Sem deixar tempo para responder ele mesmo dá a resposta que é surpreendente apesar de simples, mostrando todos os números entre 1 e 100 em que aparecem ou o 1 ou o 2 ou os dois ao mesmo tempo. Depois o japonês coloca uma forma maluca no quadro com potências como forma de resolver aquele problema, com expoentes negativos e o número imaginário “i” mas completamente fora de contexto. Depois ele autoriza a entrada dos alunos.
Estou sentado na primeira fila e a menina da outra fila levanta e vamos todos em direção à sala de aula. Um aluno passa correndo na minha frente (ele parecia ser o Gianechinni) e logo percebo que há duas salas, uma para meninos e outra para meninas e eu estava quase indo para a das meninas. Fico com vergonha de alguém reparar que estou indo para a sala errada mas isso não acontece.
Ao chegar na sala as carteiras são pequenas e eu sento. Parece que terá aula de inglês. Na sala há meninos e meninas. Tento ver qual a melhor disposição das carteiras, se é sentar em círculos ou em pequenos grupos conforme a orientação da professora. Decido chegar com minha carteira pra mais perto da mesa da professora, que é a cara da Sandra Brea, e digo-lhe que sou aluno novo, de outra cidade, ali e que por isso meu dever não está pronto.
Um rapaz loiro está sentado ao meu lado e atrás de mim uma menina alisa a minha cabeça e meu cabelo raspado a máquina 1. Gosto daquela sensação e acho que o fato da menina me fazer carinho mesmo sem me conhecer era uma diferença dos paulistas em relação aos cariocas.
A TV mostra uma novela e o rapaz loiro comenta algo relativo à beleza de um dos atores e eu concordo com ele. Trocamos rápidos sorrisos discretos como se disséssemos um para o outro que somos do mesmo time.
Do lado de fora da sala está sentada Bia Falcão. Me aproximo dela e digo-lhe uma série de ironias e ela tenta ser irônica da mesma forma. Depois eu falo para ela “A senhora não tem vergonha em ficar perseguindo meu pai, um senhor de 70 anos, nordestino. Justo a senhora que se acha tão chique fica discutindo, batendo boca com ele!”. Ela se faz de vítima dizendo que a briga com o meu pai era invenção dele e aquilo me deixa com mais raiva, pois sei que ela o tentou humilhar. Tiro os óculos dela e quebro, xingo-lhe palavrões e puxo-lhes os poucos cabelos. Eu tiro os óculos mas novos óculos aparecem na cara dela. Isso me irrita e no final eu digo a ela: “Enquanto eu estiver nesse colégio você não terá um minuto de paz, Bia Falcão, porque eu não vou te dar descanso e não temo as suas represálias”. Volto para a sala de aula e tento rebobinar a fita do sonho.Eu estou na carteira no mesmo momento em que a vejo, mas fico na minha só olhando-a com ódio. Depois avanço a fita para o mesmo ponto de antes como forma de não apagar a parte em que eu ameaçava.
* momentos antes de acordar percebo uma espécie de bifurcação no sonho no ponto em que aparece o ônibus. Eu chego no Pedro II e falo para Maria Helena que estou sem o RioCard. E como forma de ter um cartão eu vou pagando a passagem do ônibus que entro com um RioCard comum, não com o de estudantes, mas ninguém repara nisso e eu me sinto bem até que um dia o RioCard de estudantes realmente está em minhas mãos.
Monday, July 10, 2006
Perto de Deus

Chego no alto de um terraço coberto com colunas brancas, estilo grego. Alguém está comigo. Olho para baixo e tenho vontade de pular. Mas fico com medo. O meu "outro eu" diz que não há problema porque ali eu fluturarei. Já estou com o corpo no espaço voando e eu digo "mas comigo eu sempre caio, sempre acontece comigo nos meus sonhos". A paisagem é deslumbrante: um mar muito azul, montanhas grandes cobertas por verde tipicamente da Mata Atlântica. Ao sentir que vou cair meu outro eu me diz: "não há porquê ter medo: essas montanhas, o mar, tudo isso é você mesmo". Ao olhar para baixo vejo meu rosto em várias fotos 3x4 refletido no mar. Aquilo me acalma e sinto que estou subindo cada vez mais e olho em direção ao sol. Sinto que estou cada vez mais perto do paraíso e que se eu chegar lá é sinal de que terei morrido. Por isso, acordei!
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Wednesday, May 24, 2006
Gatos e Gatos (que nadam)

O Bush na televisão mostra as suas novas armas contra o terror. Uma matilha infinita de pastores-alemães segurados por soldados. Eu vejo isso em uma Tv tela plana grande em um quarto branco, em cima de uma cama grande, confortável, de lençóis brancos bonitos e começo a esbravejar contra o Bush pois ele quer que os cachorros comam os gatos, verdadeiros terroristas. Acho um absurdo até o momento em que vejo um carneiro em cima da minha cama e um gato o devora. Fico revoltado com o gato e em seguida um cachorro devora o gato.
E começa uma confusão de gatos fugindo de cachorros e carneiros correndo. Um gato sai debaixo da cama, penso que é um rato. Mas ao olhá-lo escondido na cômoda do lado da cama vejo que é um gato vira-lata de olhos grandes. Faço o chiado para chamar gatos e noto que embaixo da cama há mais gatos, mas em cima da cômoda há um belo gato grande branco bem peludo e manso. Pego-o no colo e acaricio.
O quarto tem uma porta de vidro e do lado de fora há um jardim com um piscina. Em seguida chegam no quarto vários nadadores, competidores de uma equipe, todos altos, bonitos e, obviamente, chamam a minha atenção.Alguém está sentado do meu lado, em princípio é o Luis mas depois é um outro nadador, não sei ao certo. Sei que um dos nadadores está de sunga vermelha, pele queimada do sol, loiro, alto e esquio senta-se com uma banda da bunda na minha perna e a outra na perna do cara ao meu lado, pois o quarto estava cheio.
Depois o nadador está no meu colo completamente e começo a acaraciá-lo. Passo a mão pelo seu corpo, noto que há uma minúscula barriga e elogio o corpo dele e dos outros nadadores, falando o quanto a natação deixa os corpos deles bonitos. Ele agradece o elogio e deixa passar a mão nele, mesmo eu sabendo que ele é hetero. Mas ao notar a minha evidente excitação ele me diz que está com medo de mim pois tenho cara de quem vai (sexualmente) comê-lo. Eu dou uma risada e digo que ele não sairá do meu colo porque naquele momento a minha excitação é evidente e obviamente não quero levantar de pau duro.
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Tuesday, April 04, 2006
The prisoner

Após uma sucessão de fatos estranhos, entendendo como estar um um lugar pequeno com jovens ao fundo do que parecia ser um bar eu decido ir para a Igreja de São João Batista em Botafogo. Sei que M estará lá, preciso falar algo com ele e, ao mesmo tempo é domingo e terei que ir de fato ao culto.
Chegando lá a igreja está cheia e parece estar na hora da comunhão. As pessoas ao invés de formarem uma única fila para tomar a hóstia, vão por fileiras das cadeiras até o padre que está ali próximo. Como estou em pé atrás do último banco e sou um dos poucos nesta posição, apesar de a igreja estar muito cheia, fico sem entender esse esquema.
A Igreja de São João Batista é grande e tem a mesma fachada que a sua versão real em Botafogo. No entanto tem escadarias maiores, com detalhes em mármore branco e no meio do adro que fica em frente a ela há uma espécie de escada em caracol também em mármore e ao lado um local que parece uma praça de alimentação. A igreja por dentro é ampla e em tons de branco e amarelo.
Consigo ver de longe M que acena para mim e peço para esperar. Reparo que há mais pessoas. Enquanto isso uma menina de cabelo grande cacheado e colorido nas pontas comenta algo comigo. Ela tem pinta de clubber. Isso foi após eu entrar na igreja de onde saíam dois caras "gordos-fortes" peludos sem camisa, dizendo que não poderiam ficar na igreja pois estavam com calor e que não era permitido ficar sem camisa lá dentro. Eu mesmo estou de bermuda colorida e tênis e me preocupo se não posso ficar na igreja desse jeito. Talvez a menina tenha me tranquilizado em relação a isso.
Depois eu vejo M saindo na companhia de H. e D e mais algumas pessoas, entre elas um rapaz sarará conhecido meu com o cabelo pintado de loiro grande. Ele está com uma blusa vermelha e suado e é o primeiro que eu cumprimento ao descermos as escadas que dão acesso a praça. Depois passo direto por H. com uma espécie de aceno e vou falar com M, que parece mais interessado em conversar com D. Isso me causa estranheza pois até então M não suporta D e tenho a impressão de que eles estão ficando.
* este sonho foi ao som de "Prisoner" dos Tears for Fears cuja letra é:
"Here behind the wall
I feel so small
Breathing but not perceiving
Here anger is me
Love sets me free
Feeling and not believing"
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Monday, March 20, 2006
Sofá-Cama

Como eu poderia estar ao mesmo tempo na minha casa e na casa do meu avô? Pois era bem isso o que aconteceu no sonho do qual quero me lembrar agora e foi mais ou menos assim: eu na casa do meu avô, conversando com ele e com meus pais. Dona Lúcia como sempre está preparando um monte de comida mas eu estava louco para chegar em casa.
Eu em casa transo com um cara, sei que ele é estrangeiro mas não sei seu nome e ele vai embora.
Na casa do meu avô na panela há milho cozido e ele me diz que não precisa eu ir naquela hora pois o almoço já está quase pronto, e eu decido, portanto ficar. Ao mesmo tempo consigo ver pela janela da sala da casa dele uma luz e de fundo a minha própria casa.
Em casa minha mãe está na sala e eu em um sofá em um cômodo que não existe. O estrangeiro volta e eu já o reconheço. Ele é alto, forte, tronco largo. Veste uma camiseta por dentro da calça jeans realçando o seu corpão barbie. Ele tem a pele da mesma cor da minha, tem cavanhaque, cabelo grande liso, rosto largo e olhos negros. Lábios carnudos. Nos beijamos e ficamos nos roçando enquanto fico preocupado em não deixar a coisa ir mais longe por medo de minha mãe nos dar flagrante.
Enquanto o beijo eu pergunto-lhe: qual o seu nome? Mahammed Mahan. Não é Mohammed como Maomé? Não, é com "a" mesmo.
Depois ele me diz que veio da Guiana, seu pai é mulçumano e a mãe é indiana católica. E agora me dou conta de que estamos sobre o sofá cama vermelho que ficava aqui no corredor.
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Tuesday, February 21, 2006
Um psicanalista nacionalista na biblioteca

Marcelo está junto comigo caminhando para algum lugar na Tijuca. Decidimos cortar caminho por um velho prédio, muito bonito e cheio de detalhes. É como se a construção fosse uma galeria onde há duas portas e uma de suas saídas dá para outra rua.
No caminho eu observo uma sigla em alto relevo dentro da construção e ao traduzi-la percebeo que é algo relacionado com registro de direitos autorais de música. Eu digo para o Marcelo: “olha onde estamos, tem tudo a ver com você”. Ele me diz “meeeeeedo” se referindo à burocracia que é para registrar uma música composta por ele. E eu ainda digo: pior do que isso só a Bibliex (Biblioteca do Exército) e ele repete o mesmo “meeeeedo”.
A saída parece estar fechada pois é tarde da noite. E viramos para uma sala à direita onde há uma biblioteca. O Marcelo sacaneia dizendo que ali só deve ter gente velha. E vejo um coroa alto de barba branca usando calça jeans orientando as pessoas a buscarem seus livros. Marcelo vai falar com ele enquanto procuro o bibliotecário que está em sua mesa específica.
Ao falar com o bibliotecário percebo que ele é o Joel Birman que parece dar uma orientação para alguma amiga minha a respeito de psicanálise. Eu fico atento prestando a atenção e passo os olhos nos livros da Biblioteca para inventar uma desculpa sobre que livro eu vou pegar. Depois fico agachado ao lado da cadeira onde está minha amiga e presto a atenção no que diz o professor.
“Eu agora vou contar uma piada, mas o Odilon já conhece ela da aula”.
Fico feliz em ele ter me reconhecido e ele conta a tal piada. Em seguida ele me diz: “Odilon você não deve ter achado graça pois você é um psicanalista nacionalista”. E eu sequer etendi o motivo dele ter dito isso.
Lá pelas tantas estou olhando os livros sobre masculinidade do Sócrates Nolasco e o Joel comenta algo sobre ele e que ele tinha falado a respeito de meus estudos para ele. Eu digo que gosto do Sócrates e ele dá uma risada irônica e me cumprimenta com ar de satisfação. Também digo a ele sobre os assuntos que pesquiso tal como masculinidades. Depois ele me pede para eu esperar do lado de fora enquanto ele termina a orientação.
O lado de fora são as escadas de acesso a minha casa. E a amiga também é colocada pra fora pois há um grupo de pessoas chegando em casa e na mesa há talheres e livros. A minha amiga volta lá e ele diz que o livro dela deve ser devolvido até às 10:30 da manhã do dia seguinte e que ela tem um dever pra fazer. Ao pegar a ficha dela a minha amiga não é mais amiga, mas um amigo e ao consultar o nome dele, ele diz Wolverine. E o Joel fala e mostra a ficha que fica atrás dos livros que ele foi a penúltima pessoa a pegar aquele livro.
Enquanto isso estou indo embora com alguns livros na mão e Joel me interrompe dizendo que há tarefa para mim. Ele mostra o mesmo livro que está folheando para uma garota e diz para eu pegar os conceitos que tem no livro e classificá-los. Perplexo eu pergunto: “classificar como?”. Ele responde apontando os tais critérios, algo como se aquele conceito é um conceito natural, se o conceito foi criado por Freud, se é um conceito psicanalítco geral ou se era um conceito era algo já existente. E nisso ele continua folheando o tal livro de capa amarela envolvida com um plástico e letras marrons chamado “Fundamentos de Psicanálise”. É um livro já usado, rabiscado e o Joel aponta exemplos de como se dá tal classificação de acordo com as palavras encontradas no texto, tais como morte, inconsciente, foraclusão entre outras. Aquilo me deixa muito apreensivo.
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Thursday, February 09, 2006
Companheiro é companheiro...

Estou com um amigo de colégio e tomamos um ônibus em Botafogo. Entramos pela porta de trás. O trocador, um nordestino de sotaque forte me entrega a mais três moedas de R$0,25 no troco em cima de uma folha de papel branco junto com o resto do troco. Entrego pra ele o dinheiro a mais.
Estamos vestidos com a camisa do mesmo tipo das do tempo de colégio, mas não era exatamente um uniforme. E por baixo estamos com camisetas convencionais, tal como fazia nos tempos de colégio. O trocador se oferece para pendurar as camisas brancas por trás da cadeira do ônibus como se fossem paletós, mas depois eu o vejo embrulhando uma manta marrom e colocando em uma caixa plástica. Como aquelas de roupa suja.
Falo com ele qualquer coisa criticando o comportamento de carioca, dizendo que somos mais desconfiados e bestas que os nordestinos e o trocador ri.
De repente começa a tocar “Companheiro é companheiro, fédaputa é fédaputa” da Banda Genéricos mas o trocador é impedido de escutar o rádio. Nesse momento o Luis Antônio está do meu lado e amigo de colégio no banco da frente. Começamos, eu o trocador e o amigo a cantar o refrão da música, como sinal de protesto e diversão ao mesmo tempo enquanto o Luis olha pra mim sem entender nada.
E o ônibus sai da Voluntários da Pátria em direção a Praia de Botafogo.
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