Na sala de aula a professora repreende alguns alunos. Algo nela me lembra a professora Maria Luisa de Matemática, apelidada na época como "cachorrinho", mas esse apelido no sonho não aparece. Enfim, enquanto ela repreende um aluno, a pessoa sentada atrás de mim na fileira da direita faz uma brincadeira de morder o meu braço. A professora vê a cena e começa a querer me humilhar em sala de aula. Diante disso, armo um barraco, e xingo-a e a desautorizo, dizendo que a ação dela é completamente arbitrária e que a lei está do meu lado.
Ela me expulsa da sala, mas a ameaço, dizendo que meu pai é advogado e que entende de lei o suficiente para entrar em uma ação na justiça contra ela. Saio de sala de cabeça erguida e com uma calça preta e uma camisa cinza "modernete" e cabelos para cima.
Encontro meu pai com supostos diretores do colégio, dizendo que ele está certo e que a tal professora se ferrou, será expulsa do colégio. Enquanto eles elogiam meu pai, os tais homens de terno e gravata, enquanto ele está lavrando uma terra gramada com uma enxada. Ele está na Amazônia, e quero ficar por lá, mas minha mãe me chama para a casa dela em Campos.
Estou em Campos, penso na mudança que eu fiz e me animo com a idéia de estar em uma casa que é minha. Me lembro de que a mudança foi fácil, mas me vejo preso em um quarto olhando para balões coloridos e parados por trás de uma janela de vidro um tanto sujo. Aquela imagem estática me deprime e digo a minha mãe que a presença perto do meu pai será fundamental para o meu documentário, que justamente fala das nossas origens e sobre a Amazônia. Ao mesmo tempo comento, aborrecido, que era horrível vê-lo trabalhando pesado em um lugar longe, visto que ele já era aposentado e precisava fazer aquilo para complementar a renda.
Depois anuncia na televisão um documentário, dirigido por um nome diferente, mas sinto que era o meu. Olho para a tela e me vejo em um terminal de ônibus. Dois rapazes saem de um ônibus laranja e reconheco um deles, que é o E.A de cabelos compridos.
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Monday, January 14, 2008
Justiça
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Sunday, March 25, 2007
Pilhas inclusas

Estou andando pelo Centro do Rio, uma grande avenida, muito movimentada. Penso em como fazer meus exercícios, 3 vezes por semana na acdemia e dois dias de caminhada. Estou caminhando com A. quando um mulato alto sem camisa – está calor – passa e o cumprimenta. Ele é seco ao responder a saudação, pois o cara manda um beijo ou algo do tipo como gracinha e A. não gosta.
A partir deste ponto a avenida parece com a Almirante Barroso só que mais larga e estou na companhia do meu pai. Penso em fazer as caminhadas todos os dias, mesmo no frio – consigo me ver no Aterro caminhando com uma estranha roupa de frio vermelha- será bom pois me manterá desperto. Sigo com ele por ali naquele ponto mais tranqüilo pois penso que será melhor pegarmos um táxi ali com tranqüilidade para irmos para casa já que meu pai não pode fazer muito esforço por conta da operação.
Atravessamos e chegamos do outro lado. Passamos por algumas lojas de materiais eletrônicos e meu pai pergunta “está precisando de pilhas?” . Eu falo “não pai, já tenho lá em casa”. Depois hesito e olho para a vitrine da loja do meio “Pai acho que vou querer pilhas novas sim, feito as tuas que é da Sony, marca melhor que as Leadership que eu tenho”. Decidimos entrar na loja do meio (eram 3 lojas justapostas).
Na loja pergunto o preço do carregador com as pilhas e o rapaz com má vontade fala um preço que é impossível entendê-lo. Algo como 300. Pedimos para ele repetir 3 vezes o preço, a última estou com meu pai na porta da loja quase saindo, quando meu pai diz que está muito caro e assim viramos a esquerda e fomos para loja vizinha.
Na loja da esquerda, bem parecida com a loja anterior os produtos são mais baratos e os vendedores atendem melhor. Porém eu encontro um carregador preto de parede pequeno, mas com tamanho para pilhas minúsculas e não para as pilhas AAA que eu quero. Decidimos então ir para a primeira loja, a que fica à direita da loja do meio. Eu cismo com meu pai que já deveríamos ter começado pela loja vizinha para seguir uma seqüência, sendo que ele me diz que foi pela lógica dos preços, algo assim, pois já conhece aquela área tradicional em vender esse tipo de produto.
A loja tem um corredor estreito longo. Este corredor termina em um grande salão térreo com vista para a avenida. No salão existem várias baias como as de firma de telemarketing, como moças atendendo com headsets. Quando procuro pelo meu pai para ver o preço eu já o vejo sentando no lugar de uma das moças com um scanner de mão vendo o preço das pilhas no computador dela. A moça sai como quem vai buscar as pilhas, que custam, com o carregador R$ 99,90.
De repente vejo a mesma moça na frente da loja, que é a Kalunga, com uma série de pastas vermelhas e pequenas caixas de cartolina. Meu pai fala que a moça foi buscar as pilhas no depósito na parte superior da loja. Quando a moça regressa – é outra mas é a mesma – ela chega com uma embalagem transparente contendo uma pilha Leadership – justamente a marca que eu não queria – em tamanho maior que as que eu tenho. Pergunto pelo carregador e ela diz que não tem, enquanto no fundo da loja alguns vendedores testam pilhas da mesma marca em um carregador parecido com o que eu tenho em casa.
A partir deste ponto a avenida parece com a Almirante Barroso só que mais larga e estou na companhia do meu pai. Penso em fazer as caminhadas todos os dias, mesmo no frio – consigo me ver no Aterro caminhando com uma estranha roupa de frio vermelha- será bom pois me manterá desperto. Sigo com ele por ali naquele ponto mais tranqüilo pois penso que será melhor pegarmos um táxi ali com tranqüilidade para irmos para casa já que meu pai não pode fazer muito esforço por conta da operação.
Atravessamos e chegamos do outro lado. Passamos por algumas lojas de materiais eletrônicos e meu pai pergunta “está precisando de pilhas?” . Eu falo “não pai, já tenho lá em casa”. Depois hesito e olho para a vitrine da loja do meio “Pai acho que vou querer pilhas novas sim, feito as tuas que é da Sony, marca melhor que as Leadership que eu tenho”. Decidimos entrar na loja do meio (eram 3 lojas justapostas).
Na loja pergunto o preço do carregador com as pilhas e o rapaz com má vontade fala um preço que é impossível entendê-lo. Algo como 300. Pedimos para ele repetir 3 vezes o preço, a última estou com meu pai na porta da loja quase saindo, quando meu pai diz que está muito caro e assim viramos a esquerda e fomos para loja vizinha.
Na loja da esquerda, bem parecida com a loja anterior os produtos são mais baratos e os vendedores atendem melhor. Porém eu encontro um carregador preto de parede pequeno, mas com tamanho para pilhas minúsculas e não para as pilhas AAA que eu quero. Decidimos então ir para a primeira loja, a que fica à direita da loja do meio. Eu cismo com meu pai que já deveríamos ter começado pela loja vizinha para seguir uma seqüência, sendo que ele me diz que foi pela lógica dos preços, algo assim, pois já conhece aquela área tradicional em vender esse tipo de produto.
A loja tem um corredor estreito longo. Este corredor termina em um grande salão térreo com vista para a avenida. No salão existem várias baias como as de firma de telemarketing, como moças atendendo com headsets. Quando procuro pelo meu pai para ver o preço eu já o vejo sentando no lugar de uma das moças com um scanner de mão vendo o preço das pilhas no computador dela. A moça sai como quem vai buscar as pilhas, que custam, com o carregador R$ 99,90.
De repente vejo a mesma moça na frente da loja, que é a Kalunga, com uma série de pastas vermelhas e pequenas caixas de cartolina. Meu pai fala que a moça foi buscar as pilhas no depósito na parte superior da loja. Quando a moça regressa – é outra mas é a mesma – ela chega com uma embalagem transparente contendo uma pilha Leadership – justamente a marca que eu não queria – em tamanho maior que as que eu tenho. Pergunto pelo carregador e ela diz que não tem, enquanto no fundo da loja alguns vendedores testam pilhas da mesma marca em um carregador parecido com o que eu tenho em casa.
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Sunday, February 11, 2007
Supermercado II
O jornal na televisão anuncia com um certo estardalhaço que jovens de classe média encontraram um novo point para o tráfico de drogas: o supermercado. Aparecem imagens de circuito interno de TV dentro do supermercado e de alguma forma consigo ver a fachada do supermercado Zona Sul de Ipanema, o da Praça General Osório. Em meio a imagens de jovens comprando maconha e ecstasy no corredor que vende comidas congeladas, vejo imagens de outras pessoas passando no caixa, mas comendo chocolates e biscoitos sem pagar. A reportagem muda de assunto e fala do prejuízo que esse tipo de prática dá aos supermercados.
Enquanto isso já estou no mesmo supermercado com meu pai. Ele quer passar um vasilhame branco pelo caixa sem pagar. "Pai, o senhor não viu a reportagem? Isso não está correto!". Quando meu pai passa pelo caixa a moça fala que ele vai ter que pagar pelo vasilhame, alegando que se ele estivesse vazio ele não pagaria, mas o vasilhame está cheio de gasolina e por isso deveria pagar. Ela me mostra dois cupons fiscais em amarelo, um com o preço da compra sem o vasilhame que ela tinha batido inicialmente, em torno de 33 reais, e outra com o preço da gasolina, que aumentou a conta para 53 reais. Do lado dos preços dos produtos na nota há uma descrição detalhada sobre eles e ela me diz: quando for fazer compra não se deve pensar só no
aspecto quantitativo, o preço, mas também no qualitativo: as palavras. Depois meu pai dá para moça do caixa 10 reais pra caixinha de natal , e tanto eu quanto ela pensamos que estamos em dezembro. Mas depois nos damos conta que já estamos em janeiro. A saída do mercado lembra o das Sendas do Flamengo.
Tenho que arrumar as comprar e enquanto estou na expectativa de pegar algumas sacolas e meu pai outras, me dou conta que, por conta da operação dele terei que carregar todas. Em princípio coloco 2 sacolas na mão esquerda e 3 na mão direita. Só que percebo que na mão esquerda tem muita sacola pra pouco peso, então decido colocar a alface, que estava sozinha em uma sacola, dentro de outra e consigo pegar uma das sacolas da mão direita e equilibro, assim, o peso delas.
Vou andando com meu pai por um estacionamento na Tijuca. Um calor forte. Penso que pegaremos um taxi, mas ele decide ir de metrô, para minha insatisfação. Na parte lateral há uma igreja e vemos, no estacionamento, um camelô vendendo água. Reclamo da sede. Meu pai pergunta se não quero comprar água, mas digo que não senão vai me dar vontade de fazer xixi.
Prefiro beber a espuma que está em uma das sacolas, e ela mata minha sede.
No caminho para o metrô, temos que passar por uma velha galeria. Dentro dela há uma loja que vende chocolates. Meu pai oferece uma caixa de bombom serenata de amor, mas opto por uma barra de chocolate branco com castanha de caju. Quando eu vou pegar a barra, que está sob várias outras barras de chocolate, a pilha quase desaba. Meu pai se estressa, mas consigo evitar a queda e pegar o chocolate que eu quero.
Depois entramos em uma saleta onde há varias pessoas assistindo à Sessão da Tarde na televisão. Estão reprisando Cocoon e vejo vários velhos como Don Ameche e Jessica Tandy saindo da televisão como se fossem espíritos. Sai também uma mulher loira, mais nova, e estranho, pois achei que só os velhos poderiam ter aquele poder. Eu os sigo e vejo um portal em estilo romano, quadrado, de portas fechadas e os espíritos passam pela porta, entram no portal sem precisar abrí-lo. Fico parado olhando para os dizeres em estranho latim do portal enquanto vários espíritos, não só o dos velhos passam por ele.
Enquanto isso já estou no mesmo supermercado com meu pai. Ele quer passar um vasilhame branco pelo caixa sem pagar. "Pai, o senhor não viu a reportagem? Isso não está correto!". Quando meu pai passa pelo caixa a moça fala que ele vai ter que pagar pelo vasilhame, alegando que se ele estivesse vazio ele não pagaria, mas o vasilhame está cheio de gasolina e por isso deveria pagar. Ela me mostra dois cupons fiscais em amarelo, um com o preço da compra sem o vasilhame que ela tinha batido inicialmente, em torno de 33 reais, e outra com o preço da gasolina, que aumentou a conta para 53 reais. Do lado dos preços dos produtos na nota há uma descrição detalhada sobre eles e ela me diz: quando for fazer compra não se deve pensar só no
aspecto quantitativo, o preço, mas também no qualitativo: as palavras. Depois meu pai dá para moça do caixa 10 reais pra caixinha de natal , e tanto eu quanto ela pensamos que estamos em dezembro. Mas depois nos damos conta que já estamos em janeiro. A saída do mercado lembra o das Sendas do Flamengo.
Tenho que arrumar as comprar e enquanto estou na expectativa de pegar algumas sacolas e meu pai outras, me dou conta que, por conta da operação dele terei que carregar todas. Em princípio coloco 2 sacolas na mão esquerda e 3 na mão direita. Só que percebo que na mão esquerda tem muita sacola pra pouco peso, então decido colocar a alface, que estava sozinha em uma sacola, dentro de outra e consigo pegar uma das sacolas da mão direita e equilibro, assim, o peso delas.
Vou andando com meu pai por um estacionamento na Tijuca. Um calor forte. Penso que pegaremos um taxi, mas ele decide ir de metrô, para minha insatisfação. Na parte lateral há uma igreja e vemos, no estacionamento, um camelô vendendo água. Reclamo da sede. Meu pai pergunta se não quero comprar água, mas digo que não senão vai me dar vontade de fazer xixi.
Prefiro beber a espuma que está em uma das sacolas, e ela mata minha sede.
No caminho para o metrô, temos que passar por uma velha galeria. Dentro dela há uma loja que vende chocolates. Meu pai oferece uma caixa de bombom serenata de amor, mas opto por uma barra de chocolate branco com castanha de caju. Quando eu vou pegar a barra, que está sob várias outras barras de chocolate, a pilha quase desaba. Meu pai se estressa, mas consigo evitar a queda e pegar o chocolate que eu quero.
Depois entramos em uma saleta onde há varias pessoas assistindo à Sessão da Tarde na televisão. Estão reprisando Cocoon e vejo vários velhos como Don Ameche e Jessica Tandy saindo da televisão como se fossem espíritos. Sai também uma mulher loira, mais nova, e estranho, pois achei que só os velhos poderiam ter aquele poder. Eu os sigo e vejo um portal em estilo romano, quadrado, de portas fechadas e os espíritos passam pela porta, entram no portal sem precisar abrí-lo. Fico parado olhando para os dizeres em estranho latim do portal enquanto vários espíritos, não só o dos velhos passam por ele.
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Wednesday, October 04, 2006
This must be the place I waited years to leave
O taxista careca aqui em casa conversa com meu pai. Peço a ela a minha irmã a máquina digital e juntos vamos para o Parque Lage. É um dia de primavera e o sol está radiante na copa das árvores fechadas. A mata é exuberante e em um determinado ponto, antes de chegar ao casarão do parque há uma clareira onde o sol bate com mais luminosidade. Tiro algumas fotos e Raquel comenta alguns lugares com detalhes. Luis me lega ao telefone e digo a ele onde estou. Pergunto a ele se ele já esteve lá e ele me diz "não". Penso na próxima viagem dele e em levá-lo para conhecer o parque. Falo com ele e aponto, como se ele estivesse ao meu lado os locais que eu já conhecia do parque no tempo em que estudava no CPII. Passeio pela clareira e ao olhar para o céu escuto a voz do meu pai conversando com o taxista falando dos bens que o sol traz para o corpo desde que protegido pela mata. Como se a mata fosse uma proteção para os raios solares, enquanto a observo subindo por pequenas colinas no parque. Tiro algumas fotos, mostro para Raquel. Acho que estão muito parecidas com as que ela já havia tirado em outra visita ao parque e depois envio as fotos pro Luis.
Monday, March 20, 2006
Sofá-Cama

Como eu poderia estar ao mesmo tempo na minha casa e na casa do meu avô? Pois era bem isso o que aconteceu no sonho do qual quero me lembrar agora e foi mais ou menos assim: eu na casa do meu avô, conversando com ele e com meus pais. Dona Lúcia como sempre está preparando um monte de comida mas eu estava louco para chegar em casa.
Eu em casa transo com um cara, sei que ele é estrangeiro mas não sei seu nome e ele vai embora.
Na casa do meu avô na panela há milho cozido e ele me diz que não precisa eu ir naquela hora pois o almoço já está quase pronto, e eu decido, portanto ficar. Ao mesmo tempo consigo ver pela janela da sala da casa dele uma luz e de fundo a minha própria casa.
Em casa minha mãe está na sala e eu em um sofá em um cômodo que não existe. O estrangeiro volta e eu já o reconheço. Ele é alto, forte, tronco largo. Veste uma camiseta por dentro da calça jeans realçando o seu corpão barbie. Ele tem a pele da mesma cor da minha, tem cavanhaque, cabelo grande liso, rosto largo e olhos negros. Lábios carnudos. Nos beijamos e ficamos nos roçando enquanto fico preocupado em não deixar a coisa ir mais longe por medo de minha mãe nos dar flagrante.
Enquanto o beijo eu pergunto-lhe: qual o seu nome? Mahammed Mahan. Não é Mohammed como Maomé? Não, é com "a" mesmo.
Depois ele me diz que veio da Guiana, seu pai é mulçumano e a mãe é indiana católica. E agora me dou conta de que estamos sobre o sofá cama vermelho que ficava aqui no corredor.
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Thursday, February 09, 2006
Fim de tarde

Está quase anoitecendo e os passarinhos estão indo para seus ninhos nas árvores dos oitizeiros na frente do prédio. Eu os observo mas estranho um certo pássaro voando no céu. De repente percebo que não é um pássaro e sim um morcego. Quem me informa é meu pai. Eu acho estranho ele voar no céu que está azulado e que ainda não escureceu. Mesmo assim eu contemplo o bicho voando por cima do corredor de serviço do prédio.
Monday, January 16, 2006
Corredores, ruas e cidades

Eu estava na casa do meu avô, em um corredor igual ao da casa do meu tio Paulo no Paraná. Há 3 cômodos: o primeiro é uma cozinha onde minha tia Zilda prepara algo (ela está em pé em frente ao fogão mexendo algo com a colher de pau), o segundo é um depósito para guardar coisas velhas e amontoadas e o terceiro é um quarto limpo, bonito. A minha bolsa com minhas roupas estão nesse quarto. Meu tio Geraldo se aproxima da casa junto com seu filho Ricardo e a faxineira começa a limpar a casa, inclusive o tal depósito. A impressão que eu tenho é que meu tio bebeu cerveja e está um tanto bêbado, mas mantém-se firme. Vou para o quarto pegar as coisa para tomar um banho, mas o banheiro (que era fora do corredor) está prestes a ser ocupado pelo meu tio que está no tal quarto com meu primo. E minhas coisas não estão mais nesse quarto, estão no depósito.
Ao chegar no depósito encontro minhas coisas e uma toalha azul em cima da minha bolsa. O depósito está limpo transformado em quarto. Ação da faxineira. De repente percebo que há um cano na parede que serve como chuveiro. Tomo meu banho ali mesmo, me seco e saio de cueca pela casa.
(...)
Já estou vestido e ouço comentários sobre Brasília. Meu pai comenta algo enquanto minha mãe fala de como chegou no Cristo Redentor subindo uma rua no Jardim Botânico. Vejo imagens de Brasília: dois prédios finos como o do Congresso, sendo que um é bem maior que o outro. Na entrada deles há um portão com o número quatro e vejo ao fundo a torre de tv. Meu pai comenta algo sobre ela.
Luis Antônio aparece e eu falo mal de Irreversível para ele. Ele some e vou para a rua.
Andando pela rua entro em uma lanchonete. Estou em São Paulo e um rapaz com o sotaque me pergunta como vou querer o cachorro quente. Pergunta pelo tipo de pão e se o molho é de um jeito que desconheço ou piri-piri. Escolho pelo piri-piri pois desconheço o outro, mesmo sabendo que piri-piri é um tipo de molho apimentado que os portugueses usam nas sardinhas. Ele prepara, coloca a lingüiça partida no meio (uma parte para cada metade do pão) e coloca ali o que falta. Eu estranho a falta de purê de batata, já que em São Paulo eles colocam purê no cachorro-quente, mas o rapaz fala que ali não há.
Meu pai aparece e diz que é para eu comer um só sanduíche. E elogia um sundae feito pela minha irmã antes de eu chegar lá. Ele avisa que eu perdi o sundae porque cheguei tarde, e eu vejo uma imagem de sorvete sobre um copo, como na propaganda do Mc Donald's. Parece que o sorvete ficou bom porque foi servido com um molho apimentado.
Saio da lanchonete e continuo caminhando pela rua. Estou na Visconde de Pirajá e tenho que ir até a Anibal de Mendonça. Estranho em princípio o fato de estar a poucos quarteirões da Anibal, pois quando era criança desci no começo da Prudente de Morais e andei muito para chegar lá. Comento isso com meu pai e eu digo que quando a gente e criança ás distâncias parecem maiores do que elas são.
Minha mãe andando na frente com o meu pai e eles entram na Sebastião de Lacerda em direção ao Corcovado. Eu olho a rua, que mais parece a Rua Faro no Jardim Botânico só que invertida e no alto vejo a estátua do Cristo sobre o Corcovado e , na rua pequenos prédios brancos.
Continuo a minha caminhada pela rua e na saída do metrô há alguns camelôs vendendo coisas, mas escondendo sob a camisa quando aparece a Guarda Municipal. Mas alguns guardas me parecem coniventes com o camelôs.
Ao passar por um deles que está na frente de um tapume de madeira, ele me dá um sinal como se me avisasse quando um doido apareceria. Eu confirmo e continuo a caminhada e olho para trás. Vejo que o louco se aproxima para dar um susto nele por trás do tapume mas não tenho tempo de avisá-lo. Mas nada acontece. Continuo a caminhada tentando disfarçar o olhar das velhas que passam na rua, com medo de estar sendo cúmplice do camelô e de algo errado, embora as velhas sequer me reparam.
Chego na parte alta da rua e encontro o Guto. É aniversário dele e vou lá dar um abraço nele. Ele fica feliz pois não esperava me encontrar ali. Ele me abraça quando aparece um amigo dele e ficamos os três abraçados. Aparece também o irmão gêmeo do Guto, aliás já o tinha visto antes, mas conseguira distinguí-los. O Laerte pede para tirar uma foto de nós quatro quando vejo um antigo colega de colégio. Guto me diz que ele falara que me conhecia. Eu cumprimento mas suspendo o corpo dele, rodo e atiro longe, pois o Guto me dissera antes que ele fizera piada sobre a minha preferência sexual.
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Monday, December 26, 2005
Barbarizando

Há uma família feliz vestida formalmente, em uma noite, como nos anos 50. Eles vêm pelo metrô do Largo do Machado. Não me lembro direito da música, mas a letra era algo inocentemente feliz, até besta e zoava com as adversidades. Na subida da escada rolante do metrô a música fala que eles continuarão cantando mesmo que apareça uma cobra, e ainda dirão olá para ela. E eis que de fato aparece uma jibóia pelo corrimão da escada que abre a boca com dentes enormes para a família mais nada acontece.
Eles vão em direção a Galeria Condor que na realidade é um teatro. A família vai naquela direção mas não é mais ela. Estou com a minha família. O teatro tem um tema retrô dos anos 50, em que até os ingressos e o programa da peça vêm em papel amarelado, dando aspecto mesmo de antigo. Há uma cara de bigodinho a receber o dinheiro para os ingressos e meu pai tira um bolo de dinheiro, em notas de R$ 10, para pagar a nossa entrada. Parece que o total dá R$180 reais e meu pai fala dos preços serem mais baixos por estar levando mais 3 pessoas. Mas ai o cara diz que o preço do ingresso mais barato é o que está escrito no programa deles e não os R$ 2,50 que estava no jornal (de aspecto antigo amarelado). Eu digo para o meu pai, deixa eles, pague o preço mais caro porque eles vão se ver comigo.
Aparece a bicha diretora do espetáculo com o cabelo mal pintado de loiro parecendo Walter Mercado. Eu digo para ela, que segura um amontoado de algodão, que eu era crítico da Tribuna da Tarde e que estava ali alguém pior que a Barbara Heliodora. O cara dos ingressos me reconhece dizendo que adora as críticas das novelas e quando vou para dentro a bicha respira aliviada me subestimando, dizendo que alguém que assiste novelas jamais terá capacidade para criticar uma peça.
Pois e peça começa e nela há um elenco fazendo papel de retirantes. As crianças do elenco bem como os pais estão fora do palco. Elas começam a brigar e criar caso com outras crianças que parecem ser parentes meus. A bicha dá um “piti” e os atores voltam para suas posições enquanto eu anoto tudo em um caderno, já com raiva detonando a peça. Em especial uma ráfia vagabunda que passa pelo teto do teatro simbolizando a nuvem em que eu escrevo: ráfia vagabunda das Casas Turuna enfeitam o cenário.
Depois aparecem as críticas e nisso a mulher humilde da peça está fazendo alguns recortes de cenário e a bicha dá dicas para ela onde ela errou. As folhas de papel têm recortes internos em formas geométricas e sinuosas formando a copa de uma árvore. Só que para o caule ela usa formas geométricas retas. Pergunto para a bicha se ela implica com a moça por conta das formas não serem convencionais. A bicha me diz que até para parecer não-convencional há de se seguir uma regra: formas sinuosas com formas sinuosas, formas geométricas com formas geométricas.
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