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Friday, July 08, 2011

White Palace



Ai só me lembro que andava naquele lugar cercado por palácios brancos e ao lado parecia ter quadras poliesportivas como as do Vasco, lá na Glória. E onde era para ter quadras de tênis, há cemitérios. E os palácios são igrejas onde ocorrem casamentos. Pessoas choram, pessoas contentes, parece que aquele é o lugar para isso acontecer. Lembro-me do filme "quatro casamentos e um funeral".

Eu o vejo se aproximando. Na verdade ele são três que conheço, dois atores e o Segundo Paulista ali hibridos em um só. Cabelos pretos encaracolados, lindo! Ali fora ele está para um casamento que não é o dele, pois ele já é casado com uma mulher. Há um mural do lado de fora da igreja-palácio com fotos do casamento dele, como aqueles que ficam na porta de estúdios fotográficos.

Entro em um desses palácios e lá dentro Fabiana me diz algo e vejo, pelo vidro, o mar de Cabo Frio. Parece que iremos para lá mais tarde, mas outra mulher me chama para uma das salas onde não sei se há um reunião ou velório. Sei que tenho que ir para uma outra sala exatamente igual a que eu estava no canto oposto. Lá há uma chave de energia que tenho que desligá-la e assim o faço. Off!

Friday, June 29, 2007

Run to the sun

Estou na frente de um portão que dá acesso a um terreno baldio e reconheço que ali funciona uma universidade. Éa USP, embora nada se parecesse com ela. Alguém do lado de fora do portão pergunta a dois rapazes com uniforme de educação física - um calção azul e camiseta regata branca - se ali funciona o curso de Educação Física da USP. Os rapazes do lado de dentro confirmam. O que estava do lado de fora pergunta algo sobre o currículo, algo que tinha a ver com um currículo mais avançado, mas os meninos, com cara de estudantes secundaristas dizem que o ensino ali é técnico e com a aparência de uma aula de Educação Física comum, como as que acontecem nas escolas.

Enquanto isso percebo uma incoerência: no fim do terreno vejo o mar e digo aos rapazes que ali não pode ser São Paulo, pois existe a praia. Penso estar em Santos. Entro pelo portão, atravesso o terreno gramado - mal cuidado- e vejo a praia. Da areia observo o mar e fico com medo de um outro sonho meu recorrente: penso que virá um grande tsunami. Todavia o que ocorre é que as ondas vão atingindo distâncias maiores da faixa de areia à medida em que vou recuando. Me afasto e a água cobre mais areia, até não restar nenhuma faixa de areia e, então, começo a subir os degraus de pouca altura e bem largos que separam o terreno da praia.

Cansado de sentir medo, olho para o mar e digo "ei, peraê, esse sonho é meu, então sei que este mar sou eu". Comparo com o sonho dos ets, e decido encará-lo de frente e então o mar se abre em duas colunas, como a mítica passagem de Moisés pelo Mar Vermelho. Passo, mesmo com o receio de que as colunas se desfaçam e eu morra afogado. Vou em direção ao sol, no fim do horizonte. Quando me aproximo do sol vejo uma bola escura , com alguns pontos brancos, se assemelhando ao mapa celeste. Decido entrar dentro desse buraco-sol. De repente acordo em uma cama de hospital em um cenário que lembra a cozinha da casa da minha tia em Anchieta. Os médicos dizem que eu saí do coma. Tiro o tubo que está em minha boca e decido andar até outros cômodos do tal hospital, mesmo sabendo que deveria ficar em observação. Encontro outros homens negros em uma espécie de box, nus e enquanto eles respondem a algumas perguntas de alguém -seriam médicos? - vamos nos tocando, até a pessoa que faz as perguntas sair e ficarmos os três nos tocando.

Monday, July 10, 2006

Perto de Deus


Chego no alto de um terraço coberto com colunas brancas, estilo grego. Alguém está comigo. Olho para baixo e tenho vontade de pular. Mas fico com medo. O meu "outro eu" diz que não há problema porque ali eu fluturarei. Já estou com o corpo no espaço voando e eu digo "mas comigo eu sempre caio, sempre acontece comigo nos meus sonhos". A paisagem é deslumbrante: um mar muito azul, montanhas grandes cobertas por verde tipicamente da Mata Atlântica. Ao sentir que vou cair meu outro eu me diz: "não há porquê ter medo: essas montanhas, o mar, tudo isso é você mesmo". Ao olhar para baixo vejo meu rosto em várias fotos 3x4 refletido no mar. Aquilo me acalma e sinto que estou subindo cada vez mais e olho em direção ao sol. Sinto que estou cada vez mais perto do paraíso e que se eu chegar lá é sinal de que terei morrido. Por isso, acordei!

Wednesday, January 18, 2006

Antes de viajar


Entardecer na Estação das Barcas. A memória volta em forma de flashback e me lembra de um passeio que fiz, ao mesmo tempo, pro Corcovado e para o Pão-de-Açúcar. Pegamos uma catamarã até o corcovado, eu e Luis. E nas barcas estava ele ali ao meu lado para repetir o passeio, embora a falta de grana só desse para ir ao Pão-de-Açúcar.

Ainda na estação alguém pergunta para onde estamos indo e eu respondo que é para Londres. Uma viagem de lua de mel, parece. No cume do Pão-de-Açúcar a gente pegaria uma condução para lá. Me esqueci de quem fez essa pergunta mas era alguém que também iria viajar e achou chique a nossa escolha.

Luis ainda me diz que aquela hora era boa para aproveitar o pôr do sol.

Andamos em direção ao cume do morro, e no caminho eu vejo as catamarãs indo em direção ao Corcovado e o céu já escurecido. A rampa de acesso ao morro tem o mesmo piso do corredor que leva até as barcas, só que ele é mais íngreme. Num dado momento o Luis se põe a andar na minha frente e eu peço para ele me esperar lá em cima.

No meio do caminho encontro uma mulher, morena de cabelos encaracolados e de blusa branca com babados e calça comprida jeans. Ela me chama para seguir por uma série de estacas que flutuam sobre o mar. Os seguranças tentam impedi-la mas alguém dá ordens para que não parem ela pois ela está no momento de inspiração poética.

É justo nesse momento que estou vendo, em pé nas estacas, ela debruçada sobre o parapeito junto ao corredor escrevendo um texto, dizendo-se inspirada, e ela descreve algo belo sobre aquela noite, olhando para o Corcovado.

Depois eu retomo o caminho enquanto o Luis já disparou lá em cima. Encontro algumas figuras conhecidas e uma delas me elogia bastante e me abraça, supostamente em sinal de amizade, mas sinto que ele me toca. Ele me dá um beijo no rosto e não me dá chance de falar que sou comprometido. Depois disso ele roça a bunda no meu pau e me mostra ela, baixando a calça. E dou uma risada e sigo o meu caminho em direção ao cume, cheio de satisfação pelo gesto do cara.