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Friday, May 03, 2013
Paraquedista
Estou no Catete, em algum ponto da rua Correa Dutra e olho para o céu. Há duas luas nele, uma em fase minguante e outra cheia. Dali penso que na verdade é uma lua só e que a "cheia" é reflexo da "verdadeira".
Daí a lua "falsa" murcha como um balão e vejo a silhueta de um homem descendo de pára-quedas. No começo parece que ele vai cair direto no chão, mas uma pausa me indica que o pára-quedas vai se abrir e é o que acontece. Uma linha da "lua" falsa passa pelo meio da verdadeira.
Vou em direção ao provável local da queda, que presumo ser perto de onde eu morava. Ao chegar lá, estou na antiga rua em que eu morava e há uma grupo de pequenas pessoas. Eu mais alto aceno para o paraquedista, que faz um sinal de que está tudo bem. Mas tento me aproximar dele enquanto pessoas do grupo o cumprimentam. São taxistas e caras da Rádio Globo que estão bem próximos à esquina da Ladeira de Nossa Senhora da Glória.
Então consigo chegar perto do paraquedista, que tira o capacete. Diferente da silhueta, que me mostrava um homem magro, vejo um homem de cerca de 40 anos, narigudo, forte, parrudo, como quem fizesse musculação. E ele está vestido com macacão parecido com os de piloto de corrida, com patrocínio da Red Bull (o touro vermelho é evidente). Ele me cumprimenta e diz que essas coisas são que dão estímulo para o trabalho dele. Comento algo sobre heroísmo e ele me abraça. Sinto o toque do pau dele na minha perna e percebo que tem "volume". Ele vai embora e volto pra casa, dessa vez já em Araruama, no trevo da Vassourama em direção pela estrada.
Thursday, June 03, 2010

Estou passando pelo Largo do Machado à noite. Olho para um grupo com muitos rapazes jovens, fazendo arruaça. Na minha cabeça, uma série de considerações filosóficas, antropológicas sobre a cena, sobre o Brasil quando mais a frente, ali mesmo na praça, tem um carro da PM parado. A molecada começa a zoar.
Um policial solta na minha frente, me barrando. Digo-lhe que não devo nada e que não faço parte do grupo, mas mesmo assim ele quer averiguar. Ele deve ter uns 30 anos, moreno claro, cabelos pretos, estatura mediana. Bonito. Vejo que ele se garante pelo fato de carregar um fuzil na mão e começamos a discutir. Ele reclama pelo fato de não querer mostrar-lhe a identidade, e digo-lhe que foi orientação do meu advogado.
Na discussão falo de que a exigência é algo de um lei autoritária, que não existe mais, desde que a Constituição foi aprovada. Ele toma aquilo como pessoal e eu lhe digo que o que ele faz faz parte do serviço dele e que ele está servindo a um sistema que o obriga a fazer as coisas daquele jeito. Ele continua me pertubando e dali a molecada se revela ser um grupo de traficantes armados e ordeno que eles fuzilem o policial sem piedade. Eles cumprem a minha ordem.
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