O Rodrigo vem com o Marcus aqui em casa. Tinha marcado com eles. Eles me chamam para ir no Bob's (ou algo do tipo) só que na hora digo que não posso ir pois estou dando uma aula. Eles me perguntam se quero algo, e peço para eles trazerem um lanche de lá, para viagem. Depois que eles partem minha cabeça fica se perguntando "pra que os chamei se não posso acompanhá-los? o objetivo meu é comer ou a companhia deles?".
Estranhamente estou na fila do Bob's com eles. O Rodrigo está imediatamente antes de mim e conversa com a moça do caixa. Vejo a tabela de preços, e o meu lanche, creio que um Trio Big Bob, está por R$ 8,90.
Enquanto isso alguém se lembra, acho que o Marcus, de uma promoção passada no qual todo mundo que comprasse qualquer coisa ali ganharia uma porção pequena de batatas-fritas e que o Rodrigo foi pedir a dele, por ter comprado algum desses trios, para o rapaz que o atendia e que ficou em dúvida, ou deu uma resposta mal-educada do tipo "a promoção é para tudo", como se o quisesse chamá-lo de idiota ou algo do tipo. E por ter inventado tal promoção o mesmo cara que atendeu ao Rodrigo nessa promoção passada foi despedido com apenas 1 ou duas semanas de emprego.
Voltando ao "presente", e à fila do caixa com a moça, o Rodrigo diz a ela que sempre pede a mesma coisa, que se não me engano é a combinação mais cara entre os lanches. A mulher faz uma cara do tipo "sim, e daí?", mas Rodrigo nem se incomoda com ela e saca um cartão para pagar a conta e pergunta o que eu vou pedir. Digo-lhe que pedirei a tal promoção, enquanto olho para a tabela na direção lateral do caixa e para o balcão cinza prta. Estou no Bob's mas a mulher tem uniforme do Mc Donald's. Puxo uma nota de 10 reais para pagar e pergunto qual a diferença do meu pedido pro do Rodrigo. A mulher faz a mesma cara de "deixa de ser idiota" e diz que só mudam os tamanhos dos sanduíches, batatas e a quantidade de refrigerante. Decido então por esta promoção, que custa algo em torno de R$ 47,90 e a minha nota de R$ 10 se transforma em uma nota de R$50. O Marcus olha pra mim com uma cara de "Didi, você não está gastando muito?" mas digo-lhe que não é todo dia que faço aquilo.
Depois estou na casa do Marcus, com eles me trazendo o lanche em embalagens "para viagem"e ai sim, estou conversando com ele, olhando nos olhos e finalmente mais tranqüilo por saber que, de fato, estávamos ali para conversarmos.
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Wednesday, August 01, 2007
Fast Food
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Wednesday, July 25, 2007
O cofre
Eu entro no Banco do Brasil da Rua do Catete. É um corredor estreito em um prédio e ali descubro que é uma agência especial em que são guardadas coisas de valor em um cofre e que há todo um aparato de segurança para isso. Quem me explica isso é um homem careca de uniforme cinza, como a cor do portão do prédio. Converso com ele como quem estivesse fazendo uma pesquisa e, enquanto isso entram alguns papéis em um cofre. Documentos importantes em folhas de papel de impressora matricial verde.
Pergunto ao careca como saio do banco e ele me diz que terei que fazer um caminho maior, porque não se sai pelo mesmo lugar onde entra. Depois disso estou em uma sala de reuniões com GB. Lemos uma série de papéis, umas perguntas de interpretação de texto relacionadas com o trabalho. Ele me diz "Odilon, a letra c do número 3 eu sei fazer, mas o resto tá difícil". le ainda fala de algumas questões para resolver com a Soraya, que era a pessoa que fazia dupla com ele. Eu não entendia nada, pois ele falava comigo como se eu soubesse da tarefa e da divisão das duplas para resolver aquelas questões, em duas cpopias de papel que parecem saídas do tal cofre. Eu estava sem a pessoa da minha dupla.
Desesperado em resolver aquelas questões e sem entender nada me vejo na mesma mesa com GB só que em uma sala de aula do Pedro II. A professora - meio parecida com a Soraya de química com a Judite de história- está sorridente e fala que sentiu a minha falta. Tenho a impressão de que matei muitas aulas...e ela vai falando sobre os trabalhos e as pessoas que já tinham entregado antes mesmo do semestre anterior terminar. Enquanto isso ela começa a tecer uma série de elogios ao meu texto, a minha interpretação que vai me deixando ruborizado, enquanto GB olha para mim com uma cara de contentamento.
Pergunto ao careca como saio do banco e ele me diz que terei que fazer um caminho maior, porque não se sai pelo mesmo lugar onde entra. Depois disso estou em uma sala de reuniões com GB. Lemos uma série de papéis, umas perguntas de interpretação de texto relacionadas com o trabalho. Ele me diz "Odilon, a letra c do número 3 eu sei fazer, mas o resto tá difícil". le ainda fala de algumas questões para resolver com a Soraya, que era a pessoa que fazia dupla com ele. Eu não entendia nada, pois ele falava comigo como se eu soubesse da tarefa e da divisão das duplas para resolver aquelas questões, em duas cpopias de papel que parecem saídas do tal cofre. Eu estava sem a pessoa da minha dupla.
Desesperado em resolver aquelas questões e sem entender nada me vejo na mesma mesa com GB só que em uma sala de aula do Pedro II. A professora - meio parecida com a Soraya de química com a Judite de história- está sorridente e fala que sentiu a minha falta. Tenho a impressão de que matei muitas aulas...e ela vai falando sobre os trabalhos e as pessoas que já tinham entregado antes mesmo do semestre anterior terminar. Enquanto isso ela começa a tecer uma série de elogios ao meu texto, a minha interpretação que vai me deixando ruborizado, enquanto GB olha para mim com uma cara de contentamento.
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Friday, June 29, 2007
Run to the sun
Estou na frente de um portão que dá acesso a um terreno baldio e reconheço que ali funciona uma universidade. Éa USP, embora nada se parecesse com ela. Alguém do lado de fora do portão pergunta a dois rapazes com uniforme de educação física - um calção azul e camiseta regata branca - se ali funciona o curso de Educação Física da USP. Os rapazes do lado de dentro confirmam. O que estava do lado de fora pergunta algo sobre o currículo, algo que tinha a ver com um currículo mais avançado, mas os meninos, com cara de estudantes secundaristas dizem que o ensino ali é técnico e com a aparência de uma aula de Educação Física comum, como as que acontecem nas escolas.
Enquanto isso percebo uma incoerência: no fim do terreno vejo o mar e digo aos rapazes que ali não pode ser São Paulo, pois existe a praia. Penso estar em Santos. Entro pelo portão, atravesso o terreno gramado - mal cuidado- e vejo a praia. Da areia observo o mar e fico com medo de um outro sonho meu recorrente: penso que virá um grande tsunami. Todavia o que ocorre é que as ondas vão atingindo distâncias maiores da faixa de areia à medida em que vou recuando. Me afasto e a água cobre mais areia, até não restar nenhuma faixa de areia e, então, começo a subir os degraus de pouca altura e bem largos que separam o terreno da praia.
Cansado de sentir medo, olho para o mar e digo "ei, peraê, esse sonho é meu, então sei que este mar sou eu". Comparo com o sonho dos ets, e decido encará-lo de frente e então o mar se abre em duas colunas, como a mítica passagem de Moisés pelo Mar Vermelho. Passo, mesmo com o receio de que as colunas se desfaçam e eu morra afogado. Vou em direção ao sol, no fim do horizonte. Quando me aproximo do sol vejo uma bola escura , com alguns pontos brancos, se assemelhando ao mapa celeste. Decido entrar dentro desse buraco-sol. De repente acordo em uma cama de hospital em um cenário que lembra a cozinha da casa da minha tia em Anchieta. Os médicos dizem que eu saí do coma. Tiro o tubo que está em minha boca e decido andar até outros cômodos do tal hospital, mesmo sabendo que deveria ficar em observação. Encontro outros homens negros em uma espécie de box, nus e enquanto eles respondem a algumas perguntas de alguém -seriam médicos? - vamos nos tocando, até a pessoa que faz as perguntas sair e ficarmos os três nos tocando.
Enquanto isso percebo uma incoerência: no fim do terreno vejo o mar e digo aos rapazes que ali não pode ser São Paulo, pois existe a praia. Penso estar em Santos. Entro pelo portão, atravesso o terreno gramado - mal cuidado- e vejo a praia. Da areia observo o mar e fico com medo de um outro sonho meu recorrente: penso que virá um grande tsunami. Todavia o que ocorre é que as ondas vão atingindo distâncias maiores da faixa de areia à medida em que vou recuando. Me afasto e a água cobre mais areia, até não restar nenhuma faixa de areia e, então, começo a subir os degraus de pouca altura e bem largos que separam o terreno da praia.
Cansado de sentir medo, olho para o mar e digo "ei, peraê, esse sonho é meu, então sei que este mar sou eu". Comparo com o sonho dos ets, e decido encará-lo de frente e então o mar se abre em duas colunas, como a mítica passagem de Moisés pelo Mar Vermelho. Passo, mesmo com o receio de que as colunas se desfaçam e eu morra afogado. Vou em direção ao sol, no fim do horizonte. Quando me aproximo do sol vejo uma bola escura , com alguns pontos brancos, se assemelhando ao mapa celeste. Decido entrar dentro desse buraco-sol. De repente acordo em uma cama de hospital em um cenário que lembra a cozinha da casa da minha tia em Anchieta. Os médicos dizem que eu saí do coma. Tiro o tubo que está em minha boca e decido andar até outros cômodos do tal hospital, mesmo sabendo que deveria ficar em observação. Encontro outros homens negros em uma espécie de box, nus e enquanto eles respondem a algumas perguntas de alguém -seriam médicos? - vamos nos tocando, até a pessoa que faz as perguntas sair e ficarmos os três nos tocando.
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Tuesday, April 10, 2007
Faxina
Estou no apartamento da dona Nina, mas na realidade é o novo lar do Luis e a Lena. Estou com ele em momento completamente romântico, troca de carinhos, afagos e beijos na sala de jantar próximo ao carrinho de chá que ela tinha. A Lena aparece com uma vassoura na mão e diz para sairmos dali pois ela está fazendo uma faxina - consigo ver a poeira acumulada dos outros cômodos- e que vai precisar limpar ali. Me sinto inútil por não estar ajudando-a, mas ela faz a faxina com vontade. Dou-lhe um abraço e olho nos olhos dela e digo o quanto ela é bonita. Ao mesmo tempo ela fica maravilhada pelo fato de eu ter expressado afeto de uma forma tão espontânea, coisa com a qual não estava acostumado a fazer...
Friday, February 16, 2007
Segunda Chance

O homem está parado no caminho que ladeia a praça. Tem o rosto do mesmo ator famoso que sonhei no fim de 2003 em outra situação. Ele está vestido de preto, morto e os 3 anjos atrás dele dão uma chance dele voltar à vida exatamente no dia que ele iria conhecê-la pela primeira vez. Foi um encontro marcado, mas parece que em vida ele não foi conhecê-la. Era uma nova oportunidade dada pelos 3, de terno, gravata, altos, magros, um branco e dois negros. O homem hesita um pouco, o carro dela parado no cruzamento que sai da minha rua e que vai em direção à Avenida Beira-Mar. Ela parada espera. As imagens têm um tom um tanto cinza, como vídeo de fita gasta. Ele finalmente decide ir ao encontro dela.
Sunday, February 11, 2007
Supermercado II
O jornal na televisão anuncia com um certo estardalhaço que jovens de classe média encontraram um novo point para o tráfico de drogas: o supermercado. Aparecem imagens de circuito interno de TV dentro do supermercado e de alguma forma consigo ver a fachada do supermercado Zona Sul de Ipanema, o da Praça General Osório. Em meio a imagens de jovens comprando maconha e ecstasy no corredor que vende comidas congeladas, vejo imagens de outras pessoas passando no caixa, mas comendo chocolates e biscoitos sem pagar. A reportagem muda de assunto e fala do prejuízo que esse tipo de prática dá aos supermercados.
Enquanto isso já estou no mesmo supermercado com meu pai. Ele quer passar um vasilhame branco pelo caixa sem pagar. "Pai, o senhor não viu a reportagem? Isso não está correto!". Quando meu pai passa pelo caixa a moça fala que ele vai ter que pagar pelo vasilhame, alegando que se ele estivesse vazio ele não pagaria, mas o vasilhame está cheio de gasolina e por isso deveria pagar. Ela me mostra dois cupons fiscais em amarelo, um com o preço da compra sem o vasilhame que ela tinha batido inicialmente, em torno de 33 reais, e outra com o preço da gasolina, que aumentou a conta para 53 reais. Do lado dos preços dos produtos na nota há uma descrição detalhada sobre eles e ela me diz: quando for fazer compra não se deve pensar só no
aspecto quantitativo, o preço, mas também no qualitativo: as palavras. Depois meu pai dá para moça do caixa 10 reais pra caixinha de natal , e tanto eu quanto ela pensamos que estamos em dezembro. Mas depois nos damos conta que já estamos em janeiro. A saída do mercado lembra o das Sendas do Flamengo.
Tenho que arrumar as comprar e enquanto estou na expectativa de pegar algumas sacolas e meu pai outras, me dou conta que, por conta da operação dele terei que carregar todas. Em princípio coloco 2 sacolas na mão esquerda e 3 na mão direita. Só que percebo que na mão esquerda tem muita sacola pra pouco peso, então decido colocar a alface, que estava sozinha em uma sacola, dentro de outra e consigo pegar uma das sacolas da mão direita e equilibro, assim, o peso delas.
Vou andando com meu pai por um estacionamento na Tijuca. Um calor forte. Penso que pegaremos um taxi, mas ele decide ir de metrô, para minha insatisfação. Na parte lateral há uma igreja e vemos, no estacionamento, um camelô vendendo água. Reclamo da sede. Meu pai pergunta se não quero comprar água, mas digo que não senão vai me dar vontade de fazer xixi.
Prefiro beber a espuma que está em uma das sacolas, e ela mata minha sede.
No caminho para o metrô, temos que passar por uma velha galeria. Dentro dela há uma loja que vende chocolates. Meu pai oferece uma caixa de bombom serenata de amor, mas opto por uma barra de chocolate branco com castanha de caju. Quando eu vou pegar a barra, que está sob várias outras barras de chocolate, a pilha quase desaba. Meu pai se estressa, mas consigo evitar a queda e pegar o chocolate que eu quero.
Depois entramos em uma saleta onde há varias pessoas assistindo à Sessão da Tarde na televisão. Estão reprisando Cocoon e vejo vários velhos como Don Ameche e Jessica Tandy saindo da televisão como se fossem espíritos. Sai também uma mulher loira, mais nova, e estranho, pois achei que só os velhos poderiam ter aquele poder. Eu os sigo e vejo um portal em estilo romano, quadrado, de portas fechadas e os espíritos passam pela porta, entram no portal sem precisar abrí-lo. Fico parado olhando para os dizeres em estranho latim do portal enquanto vários espíritos, não só o dos velhos passam por ele.
Enquanto isso já estou no mesmo supermercado com meu pai. Ele quer passar um vasilhame branco pelo caixa sem pagar. "Pai, o senhor não viu a reportagem? Isso não está correto!". Quando meu pai passa pelo caixa a moça fala que ele vai ter que pagar pelo vasilhame, alegando que se ele estivesse vazio ele não pagaria, mas o vasilhame está cheio de gasolina e por isso deveria pagar. Ela me mostra dois cupons fiscais em amarelo, um com o preço da compra sem o vasilhame que ela tinha batido inicialmente, em torno de 33 reais, e outra com o preço da gasolina, que aumentou a conta para 53 reais. Do lado dos preços dos produtos na nota há uma descrição detalhada sobre eles e ela me diz: quando for fazer compra não se deve pensar só no
aspecto quantitativo, o preço, mas também no qualitativo: as palavras. Depois meu pai dá para moça do caixa 10 reais pra caixinha de natal , e tanto eu quanto ela pensamos que estamos em dezembro. Mas depois nos damos conta que já estamos em janeiro. A saída do mercado lembra o das Sendas do Flamengo.
Tenho que arrumar as comprar e enquanto estou na expectativa de pegar algumas sacolas e meu pai outras, me dou conta que, por conta da operação dele terei que carregar todas. Em princípio coloco 2 sacolas na mão esquerda e 3 na mão direita. Só que percebo que na mão esquerda tem muita sacola pra pouco peso, então decido colocar a alface, que estava sozinha em uma sacola, dentro de outra e consigo pegar uma das sacolas da mão direita e equilibro, assim, o peso delas.
Vou andando com meu pai por um estacionamento na Tijuca. Um calor forte. Penso que pegaremos um taxi, mas ele decide ir de metrô, para minha insatisfação. Na parte lateral há uma igreja e vemos, no estacionamento, um camelô vendendo água. Reclamo da sede. Meu pai pergunta se não quero comprar água, mas digo que não senão vai me dar vontade de fazer xixi.
Prefiro beber a espuma que está em uma das sacolas, e ela mata minha sede.
No caminho para o metrô, temos que passar por uma velha galeria. Dentro dela há uma loja que vende chocolates. Meu pai oferece uma caixa de bombom serenata de amor, mas opto por uma barra de chocolate branco com castanha de caju. Quando eu vou pegar a barra, que está sob várias outras barras de chocolate, a pilha quase desaba. Meu pai se estressa, mas consigo evitar a queda e pegar o chocolate que eu quero.
Depois entramos em uma saleta onde há varias pessoas assistindo à Sessão da Tarde na televisão. Estão reprisando Cocoon e vejo vários velhos como Don Ameche e Jessica Tandy saindo da televisão como se fossem espíritos. Sai também uma mulher loira, mais nova, e estranho, pois achei que só os velhos poderiam ter aquele poder. Eu os sigo e vejo um portal em estilo romano, quadrado, de portas fechadas e os espíritos passam pela porta, entram no portal sem precisar abrí-lo. Fico parado olhando para os dizeres em estranho latim do portal enquanto vários espíritos, não só o dos velhos passam por ele.
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Monday, January 16, 2006
Corredores, ruas e cidades

Eu estava na casa do meu avô, em um corredor igual ao da casa do meu tio Paulo no Paraná. Há 3 cômodos: o primeiro é uma cozinha onde minha tia Zilda prepara algo (ela está em pé em frente ao fogão mexendo algo com a colher de pau), o segundo é um depósito para guardar coisas velhas e amontoadas e o terceiro é um quarto limpo, bonito. A minha bolsa com minhas roupas estão nesse quarto. Meu tio Geraldo se aproxima da casa junto com seu filho Ricardo e a faxineira começa a limpar a casa, inclusive o tal depósito. A impressão que eu tenho é que meu tio bebeu cerveja e está um tanto bêbado, mas mantém-se firme. Vou para o quarto pegar as coisa para tomar um banho, mas o banheiro (que era fora do corredor) está prestes a ser ocupado pelo meu tio que está no tal quarto com meu primo. E minhas coisas não estão mais nesse quarto, estão no depósito.
Ao chegar no depósito encontro minhas coisas e uma toalha azul em cima da minha bolsa. O depósito está limpo transformado em quarto. Ação da faxineira. De repente percebo que há um cano na parede que serve como chuveiro. Tomo meu banho ali mesmo, me seco e saio de cueca pela casa.
(...)
Já estou vestido e ouço comentários sobre Brasília. Meu pai comenta algo enquanto minha mãe fala de como chegou no Cristo Redentor subindo uma rua no Jardim Botânico. Vejo imagens de Brasília: dois prédios finos como o do Congresso, sendo que um é bem maior que o outro. Na entrada deles há um portão com o número quatro e vejo ao fundo a torre de tv. Meu pai comenta algo sobre ela.
Luis Antônio aparece e eu falo mal de Irreversível para ele. Ele some e vou para a rua.
Andando pela rua entro em uma lanchonete. Estou em São Paulo e um rapaz com o sotaque me pergunta como vou querer o cachorro quente. Pergunta pelo tipo de pão e se o molho é de um jeito que desconheço ou piri-piri. Escolho pelo piri-piri pois desconheço o outro, mesmo sabendo que piri-piri é um tipo de molho apimentado que os portugueses usam nas sardinhas. Ele prepara, coloca a lingüiça partida no meio (uma parte para cada metade do pão) e coloca ali o que falta. Eu estranho a falta de purê de batata, já que em São Paulo eles colocam purê no cachorro-quente, mas o rapaz fala que ali não há.
Meu pai aparece e diz que é para eu comer um só sanduíche. E elogia um sundae feito pela minha irmã antes de eu chegar lá. Ele avisa que eu perdi o sundae porque cheguei tarde, e eu vejo uma imagem de sorvete sobre um copo, como na propaganda do Mc Donald's. Parece que o sorvete ficou bom porque foi servido com um molho apimentado.
Saio da lanchonete e continuo caminhando pela rua. Estou na Visconde de Pirajá e tenho que ir até a Anibal de Mendonça. Estranho em princípio o fato de estar a poucos quarteirões da Anibal, pois quando era criança desci no começo da Prudente de Morais e andei muito para chegar lá. Comento isso com meu pai e eu digo que quando a gente e criança ás distâncias parecem maiores do que elas são.
Minha mãe andando na frente com o meu pai e eles entram na Sebastião de Lacerda em direção ao Corcovado. Eu olho a rua, que mais parece a Rua Faro no Jardim Botânico só que invertida e no alto vejo a estátua do Cristo sobre o Corcovado e , na rua pequenos prédios brancos.
Continuo a minha caminhada pela rua e na saída do metrô há alguns camelôs vendendo coisas, mas escondendo sob a camisa quando aparece a Guarda Municipal. Mas alguns guardas me parecem coniventes com o camelôs.
Ao passar por um deles que está na frente de um tapume de madeira, ele me dá um sinal como se me avisasse quando um doido apareceria. Eu confirmo e continuo a caminhada e olho para trás. Vejo que o louco se aproxima para dar um susto nele por trás do tapume mas não tenho tempo de avisá-lo. Mas nada acontece. Continuo a caminhada tentando disfarçar o olhar das velhas que passam na rua, com medo de estar sendo cúmplice do camelô e de algo errado, embora as velhas sequer me reparam.
Chego na parte alta da rua e encontro o Guto. É aniversário dele e vou lá dar um abraço nele. Ele fica feliz pois não esperava me encontrar ali. Ele me abraça quando aparece um amigo dele e ficamos os três abraçados. Aparece também o irmão gêmeo do Guto, aliás já o tinha visto antes, mas conseguira distinguí-los. O Laerte pede para tirar uma foto de nós quatro quando vejo um antigo colega de colégio. Guto me diz que ele falara que me conhecia. Eu cumprimento mas suspendo o corpo dele, rodo e atiro longe, pois o Guto me dissera antes que ele fizera piada sobre a minha preferência sexual.
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Monday, December 26, 2005
Barbarizando

Há uma família feliz vestida formalmente, em uma noite, como nos anos 50. Eles vêm pelo metrô do Largo do Machado. Não me lembro direito da música, mas a letra era algo inocentemente feliz, até besta e zoava com as adversidades. Na subida da escada rolante do metrô a música fala que eles continuarão cantando mesmo que apareça uma cobra, e ainda dirão olá para ela. E eis que de fato aparece uma jibóia pelo corrimão da escada que abre a boca com dentes enormes para a família mais nada acontece.
Eles vão em direção a Galeria Condor que na realidade é um teatro. A família vai naquela direção mas não é mais ela. Estou com a minha família. O teatro tem um tema retrô dos anos 50, em que até os ingressos e o programa da peça vêm em papel amarelado, dando aspecto mesmo de antigo. Há uma cara de bigodinho a receber o dinheiro para os ingressos e meu pai tira um bolo de dinheiro, em notas de R$ 10, para pagar a nossa entrada. Parece que o total dá R$180 reais e meu pai fala dos preços serem mais baixos por estar levando mais 3 pessoas. Mas ai o cara diz que o preço do ingresso mais barato é o que está escrito no programa deles e não os R$ 2,50 que estava no jornal (de aspecto antigo amarelado). Eu digo para o meu pai, deixa eles, pague o preço mais caro porque eles vão se ver comigo.
Aparece a bicha diretora do espetáculo com o cabelo mal pintado de loiro parecendo Walter Mercado. Eu digo para ela, que segura um amontoado de algodão, que eu era crítico da Tribuna da Tarde e que estava ali alguém pior que a Barbara Heliodora. O cara dos ingressos me reconhece dizendo que adora as críticas das novelas e quando vou para dentro a bicha respira aliviada me subestimando, dizendo que alguém que assiste novelas jamais terá capacidade para criticar uma peça.
Pois e peça começa e nela há um elenco fazendo papel de retirantes. As crianças do elenco bem como os pais estão fora do palco. Elas começam a brigar e criar caso com outras crianças que parecem ser parentes meus. A bicha dá um “piti” e os atores voltam para suas posições enquanto eu anoto tudo em um caderno, já com raiva detonando a peça. Em especial uma ráfia vagabunda que passa pelo teto do teatro simbolizando a nuvem em que eu escrevo: ráfia vagabunda das Casas Turuna enfeitam o cenário.
Depois aparecem as críticas e nisso a mulher humilde da peça está fazendo alguns recortes de cenário e a bicha dá dicas para ela onde ela errou. As folhas de papel têm recortes internos em formas geométricas e sinuosas formando a copa de uma árvore. Só que para o caule ela usa formas geométricas retas. Pergunto para a bicha se ela implica com a moça por conta das formas não serem convencionais. A bicha me diz que até para parecer não-convencional há de se seguir uma regra: formas sinuosas com formas sinuosas, formas geométricas com formas geométricas.
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