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Wednesday, June 03, 2020

Mayo 14


Estou em casa, mas de repente estou em um dos quartos de um edifício vizinho, onde morava um amigo, na minha infância.

Eis que aparece R, sem camisa e de cueca branca, marcando a rola. Eu me surpreendo ao vê-lo chegando perto de mim e me abraçando. Notamos que não há ninguém no apartamento. Ele chega perto de mim e me abraça.

Fico hesitante e ao mesmo tempo com tesão. Ele fica de frente pra mim e se esfrega em mim, insinuando beijo. Ele me olha profundamente, com muio desejo e eu fico intimidado, duvidando se aquele olhar é verdadeiro. Temo que aquilo acabe. Ele diz que sou lindo . Eu digo que acho o mesmo dele e reparo que ele está sem barba. Noto cada detalhe do rosto dele e digp-lhe que, ao contrário do que ele pensava antes, ele era muito bonito sem barba. Ele sorri.

Ps: Acordei com Controller do Hercules and the Love Affair na cabeça, essa música parecia estar no sonho também.

Saturday, April 04, 2015

Soft Porn

Estou na casa da minha amiga junto com C.E. Percebo que ele me olha o tempo todo e não me lembro ao certo se a esposa dele está por ali ou não.

Ele se aproxima de mim, me olha me desejando, mas ao mesmo tempo se esquiva. Passo por uma série de cômodos do apartamento, que agora se parece com uma casa na beira da praia, com espaços abertos. Nós dois observamos se há mais alguém por perto.

C.E está sem camisa e reparo que, diferentemente da realidade, seu corpo é peludo. Eu começo de leve a tocar na gordura que ele tem para os lados da barriga até começar a alisá-lo na barriga e no peito. Ele faz um sinal de estranhamento no começo, mas percebo que é um jogo, que ele realmente quer aquilo de mim. Continuo alisando-o até que ele finalmente ele me olha e o beijo. Rimos, porque ele se lembra de que já tínhamos nos beijado uma vez antes, sendo aquele o primeiro beijo que ele deu em um outro homem (havia perguntado a ele como ele se sentia em beijar um homem). Depois volto a beijá-lo de novo e dessa vez o beijo é bem mais intenso.

Thursday, July 19, 2012

No apartamento

Estou em um apartamento. Meu apartamento novo em algum ponto do Rio que desconheço. Tem um aluno meu lá e quero mostrar-lhe o local, mas ele já está cansado e com sono e decide dormir na poltrona, mesmo sabendo que havia mais cômodos e com cama onde ele poderia descansar.

Olho a janela da frente da casa e vejo que tem uma vista bonita. Minha mãe está em um dos quartos e minha irmã em outro. Ela pede a minha companhia. Fico um pouco com ela e depois vou ver o resto do apartamento.

Olho a vista dos fundos e há uma paisagem plana, sem nada. Aquilo me faz sentir bem, a paisagem é bonita e tudo o mais.

Depois ergue-se um novo empreendimento imobiliário em frente à janela dos fundos. É um imenso conjunto residencial em Guarulhos voltado para a nova classe C. No andar de baixo há um centro comercial, acima dele os apartamentos e na esquerda vários túbulos gigantes, como os do Moinho Atlântico. Pergunto a um arquiteto amigo meu para que servem e não me lembro exatamente da resposta.

Em seguida aparecem umas bichas deslumbradas falando que esse meu amigo pegará as obras dos dois prédios, pois o que eu moro vai passar por reforma e pintura. De repente noto que a parte dos fundo onde estou é um corredor muito estreito e a visão do novo prédio e dos tubos me causam certa claustrofobia combinada com um medo de cair, já que a perspectiva dos tubos me dão uma noção maior de profundidade. As bichas dizem que cor deve estar a parte da minha varanda de trás e eu as olho com reprovação, achando aquilo de uma futilidade absurda. O arquiteto disse que se pegar aquelas obras, algo que ele não tem certeza (só as bichas) não vai mudar as cores, para não descaracterizar o projeto original do prédio que moro, que é antigo. Fico feliz e me dou conta que, de fato, aquele espaço é meu.

Wednesday, July 18, 2012

O velho



Parece cena de novela. Há dois homens em uma saleta de um apartamento de um velho rico. Eles conspiram algo e ao mesmo discutem. São comparsas.

De repente, em meio a uma discussão, um deles deixa cair do carpete um cristal. Parece ser bem caro, é feito de pedras preciosas. Um deles recolhe os pedaços e coloca-os dentro de um copo de vidro. E ele diz ao o outro: caia fora daqui. Estava excluindo-o do plano de ter a fortuna do velho rico.

Neste exato momento aparece o velho: "por que você está expulsando-o?". O que estava par ser expulso está perto de uma lareira com o copo na mão fingindo que bebe água. E o velho diz: "sei muito bem que vocês estão tramando contra mim e de mim não levarão nada".

O velho olha para o que está com o copo. Ele diz que está bebendo água, mas o velho sabe que ele está mentindo e que ali há os cristais. Então ele como para disfarçar, diz ao velho que estava protegendo os cacos ali para depois dar ao velho e evitar que ele fosse pego por espertalhões.

O velho pega o copo e diz que nenhum deles há de ficar com a fortuna dele. E que aqueles cristais valem milhões. E antes que alguém pense em pegá-los após a sua morte ele diz que deixou em testamento a sua vontade. E ele olha para mim.

Faz algumas perguntas sobre duas pessoas que estão comigo, onde elas moravam. E me faz a mesma pergunta e eu lhe respondo "Na Glória!". Ele olha surpreso para mim "Na Glória?" E eu digo "sim, do lado fo Hotel Glória, o sr deve conhecer". Ele diz que nunca esteve no hotel por dentro, mas o conhecia e acertou o nome do prédio onde morei bem como se recordava de meu pai. Daí ele faz qualquer pergunta sobre o tempo e restrinjo a resposta: "Morei lá durante 30 anos na verdade  e isso inclui o período de sua pergunta, de 18 a 27 anos. Hoje eu moro em Araruama". Daí ele me pergunta: "E não era exótico morar ali do lado do Hotel, de frente para o Aterro, praia..."

Eu lhe respondo: "Senhor, quando se mora em um lugar desde que eu nasci, nada me parece estranho, nada é exótico."  Resta ao velho, resignado, concordar.

Saturday, April 28, 2012

O show


Estou no ônibus 433. Ele corre em alta velocidade. Dou o sinal assim que ele passa pela curva em frente à amurada em frente ao prédio que morei. Temo que ele vai passar do ponto, já que a luz que indica pra descer apaga, não se mantém. Isso só acontece quando aperto a cigarra pela segunda vez, mas ele já está passando do ponto.

O ônibus para e para minha surpresa em frente à cabine da PM que ficava no próprio ponto de ônibus que eu tinha que descer. Desço e penso na possibilidade de agradecer ao motorista, pois na minha lembrança o ônibus já estava para sair quando o peguei e ele me esperou. No entanto, não o faço, pelo fato de não ter parado direito.

Sigo pela rua e vejo uma kombi com um palco montado tocando algo como forró ou tecnobrega, sei lá. Tem um pessoal bebendo e dançando. Paro perto pensando que teria algo divertido, mas não tem. Só algumas pessoas bebendo cerveja e o meu estranhamento pensando como os moradores daquela rua ainda não tinham impedido aquele show ou algo do tipo. E muitas tags aparecem na minha frente, todas em inglês para se referir àquele show.

Chego em frente ao prédio e vejo a janela do apartamento 12 aberta. Parece ser onde moro e escrevo com o dedo no ar uma das tags "4th floor". Só que escrevo ao contrário para que a pessoa que visse, meu pai, pudesse entender na ordem certa.

Meu pai aparece na portaria, com o uniforme, mas dá a volta e abre o portão de serviço. Penso em entrar por ali, quando o vejo já dobrando no fim do corredor, mas o meu medo em encontrar baratas no corredor me faz voltar para portaria.

Ao chegar lá meu pai vagarosamente abre a porta. Eu digo como foi a prova do concurso que fiz e porque estava chegando ás 21:30. Aquela prova estranhamente tinha começado só no fim da tarde, por isso levei um tempo maior. Mas na minha mente eu já tinha terminado às 18:00hs e fiquei fazendo algo na rua que eu não me lembrava do que era.