Estou na rodoviária indo em direção ao Sul. Eu escolhi a última poltrona do ônibus. Vejo algumas mulheres sentadas esparsamente lá atrás também e um homem bonito, narigudo, baixinho de corpo parrudo. Entro no ônibus e vejo que infelizmente ele não está tão perto de mim.
Ao sentar nas poltronas vejo apenas ele e os lugares ao meu redor vazio. Ele olha pra mim e não sei como começamos a puxar papo. Já está sentado do meu lado enquanto na poltrona em diagonal do lado oposto há sua tia conversando comigo também.
Descubro que ele é de Curitiba, mas que morou um tempo em alguma cidade do interior do Sul. Ele me fala da sua vinda para o Rio atrás de trabalho, mas que estava indo de volta para Paranaguá, onde tinha oportunidade de trabalho. A tia dele pergunta se estou fazendo o mesmo, supondo que sou de lá também. Dou uma gargalhada e digo-lhe que sou carioca, mas que tenho parentes nos extremos do Paraná: em Paranaguá e Foz do Iguaçu. A conversa prossegue.
Ele solta umas insinuações, mas não me deixa claro o que ele quer.
Daí estamos em um prédio, subindo escadas, como se desse acesso a uma cobertura. No caminho ele diz que tem vergonha de fazer pegação no banheiro e eu dou uma risada no estilo "me engana que eu gosto". Então, quando estou quase descobrindo o interesse real dele, ele continua a contar os degraus e sua fala inicia no número 69.
Na cobertura há uma pequena piscina. Ele se apresenta à instrutora, uma mulher gorda, baixa de meia idade. Ele diz de onde é e então me apresento a ela. Digo-lhe meu nome e ela já me diz "Ah, eu já te conheço. Eu também sou de Araruama". Aí eu a reconheço e começamos a conversar. Daí já estamos em um navio de cruzeiro e ela me diz que tinha arrumado um trabalho ali. No momento ela está com crianças em uma pequena piscina, mas ela garante que é possível praticar natação ali. E sorri feliz por saber que tanto eu e o narigudo gostamos do mesmo esporte. Saimos juntos, rindo como dois namorados com interesses em comum.
Ps: Ao acordar noto que o homem do sonho tem o rosto muito parecido com o do Pedrinho, ex jogador do Vasco nos anos 90.
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Saturday, September 27, 2014
Thursday, July 19, 2012
No apartamento
Estou em um apartamento. Meu apartamento novo em algum ponto do Rio que desconheço. Tem um aluno meu lá e quero mostrar-lhe o local, mas ele já está cansado e com sono e decide dormir na poltrona, mesmo sabendo que havia mais cômodos e com cama onde ele poderia descansar.
Olho a janela da frente da casa e vejo que tem uma vista bonita. Minha mãe está em um dos quartos e minha irmã em outro. Ela pede a minha companhia. Fico um pouco com ela e depois vou ver o resto do apartamento.
Olho a vista dos fundos e há uma paisagem plana, sem nada. Aquilo me faz sentir bem, a paisagem é bonita e tudo o mais.
Depois ergue-se um novo empreendimento imobiliário em frente à janela dos fundos. É um imenso conjunto residencial em Guarulhos voltado para a nova classe C. No andar de baixo há um centro comercial, acima dele os apartamentos e na esquerda vários túbulos gigantes, como os do Moinho Atlântico. Pergunto a um arquiteto amigo meu para que servem e não me lembro exatamente da resposta.
Em seguida aparecem umas bichas deslumbradas falando que esse meu amigo pegará as obras dos dois prédios, pois o que eu moro vai passar por reforma e pintura. De repente noto que a parte dos fundo onde estou é um corredor muito estreito e a visão do novo prédio e dos tubos me causam certa claustrofobia combinada com um medo de cair, já que a perspectiva dos tubos me dão uma noção maior de profundidade. As bichas dizem que cor deve estar a parte da minha varanda de trás e eu as olho com reprovação, achando aquilo de uma futilidade absurda. O arquiteto disse que se pegar aquelas obras, algo que ele não tem certeza (só as bichas) não vai mudar as cores, para não descaracterizar o projeto original do prédio que moro, que é antigo. Fico feliz e me dou conta que, de fato, aquele espaço é meu.
Olho a janela da frente da casa e vejo que tem uma vista bonita. Minha mãe está em um dos quartos e minha irmã em outro. Ela pede a minha companhia. Fico um pouco com ela e depois vou ver o resto do apartamento.
Olho a vista dos fundos e há uma paisagem plana, sem nada. Aquilo me faz sentir bem, a paisagem é bonita e tudo o mais.
Depois ergue-se um novo empreendimento imobiliário em frente à janela dos fundos. É um imenso conjunto residencial em Guarulhos voltado para a nova classe C. No andar de baixo há um centro comercial, acima dele os apartamentos e na esquerda vários túbulos gigantes, como os do Moinho Atlântico. Pergunto a um arquiteto amigo meu para que servem e não me lembro exatamente da resposta.
Em seguida aparecem umas bichas deslumbradas falando que esse meu amigo pegará as obras dos dois prédios, pois o que eu moro vai passar por reforma e pintura. De repente noto que a parte dos fundo onde estou é um corredor muito estreito e a visão do novo prédio e dos tubos me causam certa claustrofobia combinada com um medo de cair, já que a perspectiva dos tubos me dão uma noção maior de profundidade. As bichas dizem que cor deve estar a parte da minha varanda de trás e eu as olho com reprovação, achando aquilo de uma futilidade absurda. O arquiteto disse que se pegar aquelas obras, algo que ele não tem certeza (só as bichas) não vai mudar as cores, para não descaracterizar o projeto original do prédio que moro, que é antigo. Fico feliz e me dou conta que, de fato, aquele espaço é meu.
Payback
É noite e tenho que ir pro Osmar para Jacarepaguá. Ele me diz que temos que ir por São Cristóvão, pegar uma kombi em um determinado ponto e seguir até a estação de metrô. Depois ele me informa que deve descer em frente a um supermercado. Eu desconheço tudo, então deixo por conta dele o fato de saber onde devemos descer.
Carrego uma mochila preta mais cheia e entre algumas coisas há uma banda de melancia dentro dela.
Quando a Kombi chega, eu me sento no banco do carona, por estar com a mochila e achar que ali tem mais espaço. O motorista já alerta que não tem troco. Osmar lhe dá o dinheiro certo da passagem e tento ver se tenho trocado, mas não tenho. Dali eu peço 10 centavos restantes que faltam para o Osmar e ele me entrega um maço com 4 notas de 10 reais. pergunto o preço da passagem ao Osmar e ao motorista, que é R$5,75, que eu acho caro para uma distãncia curta. No entanto penso que se esperássemos o ônibus demoraríamos muito e justamente os motoristas das kombis cobravam esse preço por conta da demora dos ônibus. Devolvo-lhe trinta e digo-lhe que usarei os 10 para inteirar. De repente vem uma sequência de trocos e arranjos que no fim das contas consigo pagar a passagem e devolvo integralmente o dinheiro de Osmar.
Depois partimos por São Cristóvão, com ruas estreitas e cheias de prédios velhos. Depois ao descermos a sua mãe está no ponto de carro nos esperando só que ao entrar no carro na verdade estou sozinho com Alexandrina. Ela fala da dificuldade que é andar por ali a pé, pois sempre tem um cobrador da Kombi enchendo o saco querendo passageiros. E para quem está de carro, eles fazem a vez de flanelinhas e, para evitar o assédio delas, ela diz que está indo para o trabalho. Assim eles pensam que ela vai estacionar o carro na própria empresa, quando na verdade ela dá voltas no quarteirão, enquanto eu não chegava, como forma de despistar esses flanelinhas.
Thursday, April 19, 2012
Eu me encontro com o sr Pintor. Ele está diferente, o rosto parece ser de uma outra pessoa. Ele me diz que está fazendo exercícios e por isso está mais saradão. Estamos na calçada em frente à Praça do Lido, mas no sonho estamos em Ipanema.
Conversamos e pergunto-lhe uma série de coisas da família, da vida e do trabalho. Pergunto pelo estado de saúde de sua mãe enquanto entramos em um prédio antigo de portas de detalhes sinuosos, algo como art-nouveau. E quando chegamos no corredor rimos e percebemos o quanto eu sabia da vida dele.
Digo-lhe que era engraçado saber tanto se nós só tínhamos sexo. Mas o facebook possibilitara-me saber muitas coisas da vida dele e, por isso, finalmente tínhamos, também, assunto.
Ele me agarra no corredor com um beijo daqueles. Ao mesmo tempo estamos na mesma calçada onde nos encontramos. Ele segura a minha bunda com vontade e eu dou uma risada. Ri e me diz que mesmo sendo preferencialmente passivo estava com muito tesão nela. Continuamos nos beijando e nos esfregando.
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