Estou em um apartamento. Meu apartamento novo em algum ponto do Rio que desconheço. Tem um aluno meu lá e quero mostrar-lhe o local, mas ele já está cansado e com sono e decide dormir na poltrona, mesmo sabendo que havia mais cômodos e com cama onde ele poderia descansar.
Olho a janela da frente da casa e vejo que tem uma vista bonita. Minha mãe está em um dos quartos e minha irmã em outro. Ela pede a minha companhia. Fico um pouco com ela e depois vou ver o resto do apartamento.
Olho a vista dos fundos e há uma paisagem plana, sem nada. Aquilo me faz sentir bem, a paisagem é bonita e tudo o mais.
Depois ergue-se um novo empreendimento imobiliário em frente à janela dos fundos. É um imenso conjunto residencial em Guarulhos voltado para a nova classe C. No andar de baixo há um centro comercial, acima dele os apartamentos e na esquerda vários túbulos gigantes, como os do Moinho Atlântico. Pergunto a um arquiteto amigo meu para que servem e não me lembro exatamente da resposta.
Em seguida aparecem umas bichas deslumbradas falando que esse meu amigo pegará as obras dos dois prédios, pois o que eu moro vai passar por reforma e pintura. De repente noto que a parte dos fundo onde estou é um corredor muito estreito e a visão do novo prédio e dos tubos me causam certa claustrofobia combinada com um medo de cair, já que a perspectiva dos tubos me dão uma noção maior de profundidade. As bichas dizem que cor deve estar a parte da minha varanda de trás e eu as olho com reprovação, achando aquilo de uma futilidade absurda. O arquiteto disse que se pegar aquelas obras, algo que ele não tem certeza (só as bichas) não vai mudar as cores, para não descaracterizar o projeto original do prédio que moro, que é antigo. Fico feliz e me dou conta que, de fato, aquele espaço é meu.
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Thursday, July 19, 2012
Thursday, February 03, 2011
A Lenda do Camarão
Estou com o Vali no shopping e passamos pela Vivenda do Camarão para comermos algo. Ele chama o lugar de "a lenda do camarão" pelo fato dos salgados não terem muito camarão no recheio, só traços. Eu digo-lhe que apesar de não gostar de camarão, acho aquilo um desaforo.
A balconista destrata o Vali e todos que reclamam disso. Ao fazer meu pedido ja a aviso de que exijo respeito no tratamento. Na medida que ela vai resmungando ao colocar o meu refrigerante eu corto-a dizendo que sou cliente e devo ser bem tratado. Ao colocar meu empadao na bandeja junto com o refrigerante ela tenta reclamar de mais alguma coisa só que eu, após olhar minha imagem refletida em algum ponto do balcão, começo a explicar à balconista de como ela deve atender as pessoas.
Eu faço perguntas a ela, na maioria retóricas: quem paga o seu salário? o dono da loja. Para o dono ter o dinheiro? precisa dos clientes. Por isso vc precisa trata-los bem. Mas estou de mau humor e não sou obrigada. Entao ta. Você tem filhos? Sim tenho um filho. E ele depende de vc? Tem meu marido que ganha o salário dele...Mas seu filho também depende de você. Sim é verdade.
A partir desse momento a tensão do papo diminui e vira uma conversa, um aconselhamento. Eu digo a ela que se ela trata bem as pessoas ela mantém o emprego dela, aumenta a clientela e as gorjetas. E ela passa a concordar comigo quando digo que uma outra vendedora simpática pode passar-lhe a perna e ganhar mais que ela.
A Liza Minelli chega e digo para a balconista me referindo a Liza: a Isabel vai cuidar de você agora. Liza cuida dela porque vc é mulher e tem mais sensibilidade, ou melhor, não é que mulheres são mais sensíveis, mas tem coisas que só uma conversa entre mulheres ajuda. Ja fiz a minha parte no aconselhamento terapêutico. Liza ri e eu após passar pro lado de fora do balcão como quem passa pela corda na dança da cordinha vou embora e me encontro com meus velhos amigos de Pedro II.
A balconista destrata o Vali e todos que reclamam disso. Ao fazer meu pedido ja a aviso de que exijo respeito no tratamento. Na medida que ela vai resmungando ao colocar o meu refrigerante eu corto-a dizendo que sou cliente e devo ser bem tratado. Ao colocar meu empadao na bandeja junto com o refrigerante ela tenta reclamar de mais alguma coisa só que eu, após olhar minha imagem refletida em algum ponto do balcão, começo a explicar à balconista de como ela deve atender as pessoas.
Eu faço perguntas a ela, na maioria retóricas: quem paga o seu salário? o dono da loja. Para o dono ter o dinheiro? precisa dos clientes. Por isso vc precisa trata-los bem. Mas estou de mau humor e não sou obrigada. Entao ta. Você tem filhos? Sim tenho um filho. E ele depende de vc? Tem meu marido que ganha o salário dele...Mas seu filho também depende de você. Sim é verdade.
A partir desse momento a tensão do papo diminui e vira uma conversa, um aconselhamento. Eu digo a ela que se ela trata bem as pessoas ela mantém o emprego dela, aumenta a clientela e as gorjetas. E ela passa a concordar comigo quando digo que uma outra vendedora simpática pode passar-lhe a perna e ganhar mais que ela.
A Liza Minelli chega e digo para a balconista me referindo a Liza: a Isabel vai cuidar de você agora. Liza cuida dela porque vc é mulher e tem mais sensibilidade, ou melhor, não é que mulheres são mais sensíveis, mas tem coisas que só uma conversa entre mulheres ajuda. Ja fiz a minha parte no aconselhamento terapêutico. Liza ri e eu após passar pro lado de fora do balcão como quem passa pela corda na dança da cordinha vou embora e me encontro com meus velhos amigos de Pedro II.
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Thursday, September 11, 2008
Na fila do caixa
Na fila do Mc Donald's um cara maltrapilho pede esmola. Parece que quer juntar dinheiro para comprar um lanche. Depois o golpe é descoberto, ao que parece ele é casado com a mulher que está no caixa da lanchonete, um quiosque no Rio Sul, e tudo é um golpe. Ele é preso e aparece na televisão donde o jornalista, ironicamente, diz que seu lanche na cadeia será daquela lanchonete. Comento com minha mãe que este é um roteiro perfeito pra um filme.
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