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Friday, March 29, 2019

Coreografia


Estou em algum momento em casa planejando minha ida à faculdade. Pelo que eu entendo tenho ido pouco até lá e apareço eventualmente às sextas feiras. Digo que surpreendentemente aparecerei na quarta, quando ninguém me espera (e bate um certo medo, por achar que estou reprovado na matéria ou algo assim) vou fazer uma entrada triunfal. Eu consigo me ver no futuro chegando com uma roupa toda "fashion", cabelo alisando e dando muita pinta e digo que minha chegada será triunfal.

Daí corta e estou em casa no Rio com o Ti. Planejamos fazer algo, sair no sábado à tarde. E estou praticamente pronto, enquanto ele vai se arrumar. Meu pai está em casa, quieto no quarto. Até penso em chamá-lo para sair, mas não posso porque ele não pode fazer muito esforço e o coração não aguenta. Parece que ele sabe que vai morrer, mas prefere fazer pouco esforço para não acelerar a morte. Então vejo que o banheiro está muito sujo e digo ao Ti não entrar nele. Planejo como vou limpá-lo, mas será só depois que voltar pra casa. Minha mãe comenta algo irônico comigo quanto a isso.

Vejo em um pátio na parte externa da casa coberta com telhado vermelho e uma mesa grande e churrasqueira. Vejo o Paulinho Vilhena apresentando um programa de TV e nisso tem uma participação do Ron, Eu me lembro na hora que o Ron tinha pedido pra ver a estreia dele no programa e daí me vejo numa sala vendo o tal programa tendo o pátio como cenário. Ti aparece dizendo que está pronto, mas digo a ele que não temos pressa e quando o programa terminar, sairemos.

Então estou no quarto do Ti no antigo ap de Niterói e encontro o Rô tentando fazer uma coreografia da Britney. Aí eu digo de forma irônica que se a mãe dele visse ele dançando Britney e resolvesse dar uma coça nele, ela teria meu apoio, porque ninguém merece a Britney. RK tá em um canto observando tudo o que acontece, mas não diz nada. Eu e Rô rimos mais um pouco e ele me chama para ajudá-lo na coreografia, pra eu fazer a parte da Rihanna, porque a música era um ft das duas. Ele se apoia no meu ombro e eu, em outra zoeira, mas provocador, digo-lhe "Por que você não chama o RK? Por que ele é mais heteronormativo que eu?". RK fala "Poxa, Di, já estou mudando isso, mas tenho que sair do armário aos poucos, mas meus amigos já sabem de mim". Eu dou uma risada e digo a ele que era só uma zoeira- mas o meu pensamento acha exatamente aquilo que eu tinha dito a ele antes- e daí começo a fazer a coreografia com Rô.

Tuesday, October 08, 2013

Cinemateca


Parece que estou em São Paulo indo em alguma cinemateca cult. O prédio possui rampas e é como um paralelepípedo vermelho, com paredes de vidro em sua volta e corrimões pretos. Eu entro para ver a sessão de um filme e na ante-sala vejo vários atores e atrizes conversando, enquanto, desesperado, tento achar a sala de projeção e não a encontro. Procuro as pessoas com quem eu havia marcado e não encontro ninguém. Tento ir ao prédio ao lado, que parece a casa França-Brasil, mas sei que não é lá, porque é no Rio e está fechada.

Lá pelas tantas uma porta que aparentemente estava oculta se abre. Era a sala de projeção e dela saem as pessoas que acabaram de ver um filme. Eu fico revoltado por ninguém ter me avisado. Lá dentro parece que havia um debate sobre o filme. Penso que ainda posso ver o que aconteceu, enquanto os créditos sobem, mas a palestrante informa que o debate também tinha acabado.

Volto revoltado para a ante-sala e vejo algumas pessoas com ar reprovador, entre elas duas atrizes. Uma delas parece ser a Penélope Cruz. Eu começo a esculachar todas, dizendo que sei dos podres de uma por uma e que ninguém por fazer aquela graça. Falo de um jeito arrogante e percebo que ali tem vários desafetos famosos meus.

Do lado de fora já não há rampas na frente da cinemateca. Chove. Eu chamo um amigo e ainda do lado de dentro, "montados" começamos a cantar "Express Yourself" da Madonna como forma de vingança aos meus desafetos. Na saída a música já termina e então mudamos, no meio da chuva, para uma performance de Vogue. O show é transmitido na tela de projeção do cinema.

Tento sair dali, mas parece que há um engarrafamento e, por sabotagem, o carro em que estou não sai do lugar. Vou para outro ponto.

Então estou em uma festa ou reunião. Encontro uma menina gorda que fala que é amiga do Átilas. Ela vai recordando a história comigo e diz que ele me adicionou rápido no "facebook" e que ela tinha levado muito mais tempo. Ela reclama dizendo que foi discriminada por ter repetido de ano uma vez e que esse critério estava errado porque eu também repeti de ano e ele não agiu da mesma forma.

Então digo a ela que eu repeti para entrar em outro colégio, que eu tinha sido aprovado, mas que a repetência foi um sacrifício que fiz pela família para entrar em um colégio público de boa qualidade. Então meu pai passa e peço a ele que confirma a história para a menina.


Sunday, February 05, 2012

A Duna


O casal de namorados no cemitério. Lá de cima ele vê a Lagoa, parece com a de Araruama em que a água azul faz um belo contraste com a areia branca em uma de suas enseadas à direita. Está preocupado, pois os pais estão se separando e ao que parece a mãe vai morar em uma cidade e o pai em outra. Só que ao que parece a outra cidade é a mesma onde ele está com a namorada, isto é, vão morar na mesma casa e ele se preocupa em saber como vai se adaptar a isso.

Lá mesmo do alto do cemitério junto com a namorada - cabe lembrar que essa ação ocorre durante o dia - ele vê uma trilha saindo do cemitério e lá embaixo ele vê que o pai está na cidade a sua procura. Ele não quer que o pai o veja com a namorada (parecida com a Jeniffer Lopez) por conta de diferença social entre eles, ele é rico, ela pobre. Então ele tem uma ideia de fugir pulando o muro da parte de trás do cemitério.

Ela pergunta a ele se vai dar certo, ele diz que sim que é um velho truque que ele usava quando criança para matar aula e que aquilo sempre dava certo. Eles partem para pular o muro só que do outro lado o pai dele já está lá e diz:

- Sabia que iria te achar aqui. Você sempre fugiu por aqui. Você é muito previsível.

Ela reclama, diz que ele deveria ter saído pela parte da frente do cemitério, passando pelo portão. Resta a ele sair com ela resignado com a ordem do pai para voltar para casa.

O que era uma volta resignada parece agora uma fuga. Eles estão passando por uma enorme duna que beira a lagoa e ao subir pela duna, no sopé, a moça fala qualquer coisa ruim sobre o pai dele. Ele a alerta dizendo que o pai tem câmeras de vigilância por todas as partes e dá um exemplo mostrando uma fita em VHS que está na areai, dizendo que cada fita daquela é um registro dessa vigília.

Há uma brincadeira metafórica em que ele imagina o pai recebendo essa fita do céu. Como se São Pedro ao invés da chuva comum, fizesse cair algumas fitas de vídeo do céu a pedido dele (o pai). Ela mais uma vez entra em dúvida pois um pai rico nos dias atuais usaria meios eletrônicos ao invés de fitas VHS.

Nesse momento é possível ver o pai se agachando pelas dunas atrás de cartões de memória ou algo parecido. Isso não fica claro.

Lá em cima, no alto da grande duna, o pai do rapaz conversa com seu pai (avô do jovem). Nesse momento pela conversa o pai já não é pai do rapaz e sim da moça que não é mais adulta, mas uma adolescente, que já não tem mais a aparência da Jenifer Lopez.

O avô parece saber muita coisa, enquanto conversa com o pai, preocupado com o fato de uma moça nova estar saindo com muitos rapazes, ao que o avô responde:

- Está preocupado? Ela já ficou com 500 rapazes.
- Está vendo pai, o motivo da minha preocupação, sendo ela tão jovem assim?
- Não a repreenda nem a controle. Eu na idade dela fiz a mesma coisa - o avô dá uma risada irônica para o filho dizendo que tinha ficado com 500 rapazes.
- Pai, isso é coisa que se diz a um filho?
- Estou só dizendo os fatos.

Ps: Durante a subida do casal pela areia eu ouvia uma das músicas dos Pet Shop Boys cujo nome eu havia me esquecido completamente. Ao acordar procurar pela música eu googlei a parte da letra que eu me lembrava "now it's the time of our lives..." Sendo que ao acordar me vinha a mente a parte "It's always forever in Heaven" em que o paraíso parecia ser essa grande duna com a lagoa sob o ponto de vista do pai. E a minha surpresa em saber como o inconsciente guarda informações.