Estou na rodoviária indo em direção ao Sul. Eu escolhi a última poltrona do ônibus. Vejo algumas mulheres sentadas esparsamente lá atrás também e um homem bonito, narigudo, baixinho de corpo parrudo. Entro no ônibus e vejo que infelizmente ele não está tão perto de mim.
Ao sentar nas poltronas vejo apenas ele e os lugares ao meu redor vazio. Ele olha pra mim e não sei como começamos a puxar papo. Já está sentado do meu lado enquanto na poltrona em diagonal do lado oposto há sua tia conversando comigo também.
Descubro que ele é de Curitiba, mas que morou um tempo em alguma cidade do interior do Sul. Ele me fala da sua vinda para o Rio atrás de trabalho, mas que estava indo de volta para Paranaguá, onde tinha oportunidade de trabalho. A tia dele pergunta se estou fazendo o mesmo, supondo que sou de lá também. Dou uma gargalhada e digo-lhe que sou carioca, mas que tenho parentes nos extremos do Paraná: em Paranaguá e Foz do Iguaçu. A conversa prossegue.
Ele solta umas insinuações, mas não me deixa claro o que ele quer.
Daí estamos em um prédio, subindo escadas, como se desse acesso a uma cobertura. No caminho ele diz que tem vergonha de fazer pegação no banheiro e eu dou uma risada no estilo "me engana que eu gosto". Então, quando estou quase descobrindo o interesse real dele, ele continua a contar os degraus e sua fala inicia no número 69.
Na cobertura há uma pequena piscina. Ele se apresenta à instrutora, uma mulher gorda, baixa de meia idade. Ele diz de onde é e então me apresento a ela. Digo-lhe meu nome e ela já me diz "Ah, eu já te conheço. Eu também sou de Araruama". Aí eu a reconheço e começamos a conversar. Daí já estamos em um navio de cruzeiro e ela me diz que tinha arrumado um trabalho ali. No momento ela está com crianças em uma pequena piscina, mas ela garante que é possível praticar natação ali. E sorri feliz por saber que tanto eu e o narigudo gostamos do mesmo esporte. Saimos juntos, rindo como dois namorados com interesses em comum.
Ps: Ao acordar noto que o homem do sonho tem o rosto muito parecido com o do Pedrinho, ex jogador do Vasco nos anos 90.
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Saturday, September 27, 2014
Saturday, March 15, 2014
Caminhão baú
Estou em um certo lugar, que se parece com os fundos de uma
casa, com um quintal bonito em que está minha irmã. Conversamos um pouco,
enquanto ela parece preparar um churrasco. Oz me chama pra sair e eu fico no
dilema se saio ou se fico ali conversando com ela, já que não a vejo há um
certo tempo. Depois de algumas ponderações eu decido sair.
Então estou no alto de um caminhão-baú, sentado. Ele é
dirigido por um homem que não me recordo quem era. Eu penso em ir para algum
lugar de praia, plano, mas ele disse que antes passaremos pela serra. E o
caminhão segue passando pela serra de Petrópolis, parando um um ponto e depois
em outro. E o caminho é sinuoso e em certos momentos, o motorista se lembra de me perguntar se minha cabeça bate em alguma árvore, mas lhe digo que consigo me desviar delas de boa.
Este outro ponto é um sítio, uma chácara com uma casa muito
bonita. Há poucas árvores nela e a paisagem é meio árida, diferente da
exuberância que há na serra. O motorista fala para eu descer, mas que não
demoraremos ali.
A casa então parece ser de amigos do Átilas de São Paulo e
ele em certos momentos parece estar comigo e, quando o dono da casa chega,
amigo dele, não.
O dono da casa é um homem grande, careca, gordo, alto, de
cerca de 40 anos. Acho que já o tinha visto antes por conversas via Skype ou
algo assim. Ele está vestido muito arrumadinho, de camisa polo, bermuda, tênis
branco, meia.
Antes dele vir falar comigo ele vai fazer xixi no banheiro
que fica bem junto à sala onde estou sentado. E me estranha o fato dele fazer
isso de porta aberta. Eu curioso, observo, mas ele joga o corpo para frente,
impossibilitando de que eu veja mais.
Então desse o primeiro rapaz, branco, magro, barbinha que se
aproxima do dono da casa, que acabara de me cumprimentar rapidamente. Eles
rapidamente esfregam os paus um do outro no banheiro e então saem. O rapaz se
senta numa cadeira próxima a minha e o dono da casa sai.
Desce uma série de outros rapazes. Todos me parecem ser
amantes do dono da casa. Alguns preferem cumprimentar o Átilas antes de vir
falar comigo. Só um que fala espanhol vem falar comigo direto, em que eu
respondo com um “Hola, como estás” e ele chama a atenção de alguns desses
amantes, acho que o único rapaz negro entre eles, para vir falar comigo. Os
cumprimentos são sempre sem força. Frágeis.
Daí o rapaz que está sentado na cadeira parece ser meu
conhecido. Aparecem algumas meninas e uma delas senta no colo dele. Ela lembra
da época em que ele era famoso e dizia que não tinha como acreditar no romance
dele com uma garota, um romance de fachada, enquanto ela parece ser a namorada
nova dele. Eu estranho tudo aquilo porque ela sabe que ele é gay, mas insiste
em ser sua namorada.
Outras meninas aparecem e sinto que naquele lugar as pessoas
usam drogas, mas evitam de fazê-lo na minha frente, coisa que comento com
Átilas. E então chega uma outra moça que fala que experimentou maconha, mas que
achou ridículo o estado em que ela ficou e eu levanto a mão para concordar com
ela, por sermos, talvez, os únicos naquele grupo que não usam drogas ilícitas.
Mais pra frente, ela e outra moça falam a respeito da Larissa
Maciel, de saber algo dela, de bastidores e eu comento que a única coisa
relevante que ela fez na TV foi a minissérie Maísa, que depois ela foi pra
Record onde ela não era ninguém. As meninas então me puxam pra conversa e
continuam a trolar a atriz...
Tuesday, October 08, 2013
Cinemateca
Parece que estou em São Paulo indo em alguma cinemateca cult. O prédio possui rampas e é como um paralelepípedo vermelho, com paredes de vidro em sua volta e corrimões pretos. Eu entro para ver a sessão de um filme e na ante-sala vejo vários atores e atrizes conversando, enquanto, desesperado, tento achar a sala de projeção e não a encontro. Procuro as pessoas com quem eu havia marcado e não encontro ninguém. Tento ir ao prédio ao lado, que parece a casa França-Brasil, mas sei que não é lá, porque é no Rio e está fechada.
Lá pelas tantas uma porta que aparentemente estava oculta se abre. Era a sala de projeção e dela saem as pessoas que acabaram de ver um filme. Eu fico revoltado por ninguém ter me avisado. Lá dentro parece que havia um debate sobre o filme. Penso que ainda posso ver o que aconteceu, enquanto os créditos sobem, mas a palestrante informa que o debate também tinha acabado.
Volto revoltado para a ante-sala e vejo algumas pessoas com ar reprovador, entre elas duas atrizes. Uma delas parece ser a Penélope Cruz. Eu começo a esculachar todas, dizendo que sei dos podres de uma por uma e que ninguém por fazer aquela graça. Falo de um jeito arrogante e percebo que ali tem vários desafetos famosos meus.
Do lado de fora já não há rampas na frente da cinemateca. Chove. Eu chamo um amigo e ainda do lado de dentro, "montados" começamos a cantar "Express Yourself" da Madonna como forma de vingança aos meus desafetos. Na saída a música já termina e então mudamos, no meio da chuva, para uma performance de Vogue. O show é transmitido na tela de projeção do cinema.
Tento sair dali, mas parece que há um engarrafamento e, por sabotagem, o carro em que estou não sai do lugar. Vou para outro ponto.
Então estou em uma festa ou reunião. Encontro uma menina gorda que fala que é amiga do Átilas. Ela vai recordando a história comigo e diz que ele me adicionou rápido no "facebook" e que ela tinha levado muito mais tempo. Ela reclama dizendo que foi discriminada por ter repetido de ano uma vez e que esse critério estava errado porque eu também repeti de ano e ele não agiu da mesma forma.
Então digo a ela que eu repeti para entrar em outro colégio, que eu tinha sido aprovado, mas que a repetência foi um sacrifício que fiz pela família para entrar em um colégio público de boa qualidade. Então meu pai passa e peço a ele que confirma a história para a menina.
Sunday, December 30, 2012
Casarão
Estou caminhando no fim do aterro com algumas pessoas. O Fernando está comigo e parece envelhecido. Ele faz um comentário e eu lhe digo que ele já passou por ali comigo antes.
Ele nega, mas afirmo enquanto minha mãe o questiona. Lá pelas tantas ele resmunga alto e diz que já passou ali, mas nunca com bichinhas atrapalhando seu caminho. Vejo duas bichas magrinhas fechando o caminho dele e depois elas se tornam duas pequenas colunas de tijolos.
O caminho termina e há pedras junto ao mar. Ele vai mais adiante para fazer xixi atravessando um muro com tijolos a mostra e de longe vejo um caminhão tipo trio elétrico com um palhaço me chamando.
Vou para junto do caminhão, mas me dou conta de que estou num casarão. Por fora ele parece o museu arqueológico de Araruama.
Caminho por ele junto com uma mulher de meia idade, branca, magra. Vamos até a parte de trás da casa onde tem um quintal com gente tocando samba. E o nosso objetivo era chegar ali. Agora era hora de voltarmos.
Tínhamos que buscar um lugar na casa. Pensamos no frigorífico pois estava muito quente. Mas nele tinha carne podre e os homens trabalhando na limpeza.
A mulher descobre um lugar na cozinha para ficar onde outras jovens vestidas com roupas brancas descascavam batatas. E eu prosseguia na minha busca.
Dai eu começo a andar por quartos. E parece um labirinto pois não acho saída. Num deles entro com a Juliana Paes. E na outra porta entra outra atriz parecida com ela e alguém tenta se lembrar do nome. Mas vejo que é a Juliana também.
Sigo pela casa labirinto e aí a Juliana fala que só com um mapa. Diz que estamos em Tomás Coelho ou Coelho da Rocha. Que a saida está ali perto e que pegando o ônibus podemos voltar para aquela casa. Eu já estou fora, no ponto e vejo a casa ao longe. É para lá que decido ir.
Ele nega, mas afirmo enquanto minha mãe o questiona. Lá pelas tantas ele resmunga alto e diz que já passou ali, mas nunca com bichinhas atrapalhando seu caminho. Vejo duas bichas magrinhas fechando o caminho dele e depois elas se tornam duas pequenas colunas de tijolos.
O caminho termina e há pedras junto ao mar. Ele vai mais adiante para fazer xixi atravessando um muro com tijolos a mostra e de longe vejo um caminhão tipo trio elétrico com um palhaço me chamando.
Vou para junto do caminhão, mas me dou conta de que estou num casarão. Por fora ele parece o museu arqueológico de Araruama.
Caminho por ele junto com uma mulher de meia idade, branca, magra. Vamos até a parte de trás da casa onde tem um quintal com gente tocando samba. E o nosso objetivo era chegar ali. Agora era hora de voltarmos.
Tínhamos que buscar um lugar na casa. Pensamos no frigorífico pois estava muito quente. Mas nele tinha carne podre e os homens trabalhando na limpeza.
A mulher descobre um lugar na cozinha para ficar onde outras jovens vestidas com roupas brancas descascavam batatas. E eu prosseguia na minha busca.
Dai eu começo a andar por quartos. E parece um labirinto pois não acho saída. Num deles entro com a Juliana Paes. E na outra porta entra outra atriz parecida com ela e alguém tenta se lembrar do nome. Mas vejo que é a Juliana também.
Sigo pela casa labirinto e aí a Juliana fala que só com um mapa. Diz que estamos em Tomás Coelho ou Coelho da Rocha. Que a saida está ali perto e que pegando o ônibus podemos voltar para aquela casa. Eu já estou fora, no ponto e vejo a casa ao longe. É para lá que decido ir.
Sunday, August 19, 2012
Casa da Matriz
Estou na casa da Matriz. No segundo andar onde tem um canto menor. Encontro Roberta. Ela está usando uma blusa estampada justa no corpo.
Começamos a conversar e lá pelas tantas começo a passar cantadas nela. Ofereço-lhe uma cerveja ou alguma outra bebida que eu não me lembro agora.
Ela dá uma risada e ao mesmo tempo há uma parte minha que estranha. Ainda assim continuo com a minha investida...
Tuesday, November 01, 2011
A Pilastra
Estou na Praça XV, na estação das barcas indo para Niterói. Compro o meu ingresso e vou para as roletas. A maior parte delas está com filas e uma das poucas vazias possui uma pilastra no meio. Decido arriscar a sorte e tentar passar. Penso que se não der certo pego meu bilhete de volta e passo por outra roleta.
A pilastra tem diâmetro grande e eu, gordo, não consigo passar. O estilo dela é clássico, na verdade se assemelhando aos pilotis do Niemeyer, como os da PUC ou do Hospital da Lagoa. A roleta eletrônica devolve meu ingresso, mas sei que ele está inválido. Preciso falar com um dos agentes da estação para passar não pelas roletas, mas por uma das aberturas das grades, as que eles permitem passar idosos, deficientes etc.
Na minha frente passa uma moça, dentro da estação que não tinha conseguido passar pela roleta (sim, há um paradoxo nisso) e o agente a leva justamente para tal passagem. Ela consegue passar por lá enquanto eu espero a minha vez de ser atendido para passar por ali.
A pilastra tem diâmetro grande e eu, gordo, não consigo passar. O estilo dela é clássico, na verdade se assemelhando aos pilotis do Niemeyer, como os da PUC ou do Hospital da Lagoa. A roleta eletrônica devolve meu ingresso, mas sei que ele está inválido. Preciso falar com um dos agentes da estação para passar não pelas roletas, mas por uma das aberturas das grades, as que eles permitem passar idosos, deficientes etc.
Na minha frente passa uma moça, dentro da estação que não tinha conseguido passar pela roleta (sim, há um paradoxo nisso) e o agente a leva justamente para tal passagem. Ela consegue passar por lá enquanto eu espero a minha vez de ser atendido para passar por ali.
Thursday, July 14, 2011
A Nina do 24 Horas està matando uma série de pessoas. É o começo da segunda temporada e eu nao compreendo, pois não sei se ela morre no fim da primeira temporada ou da segunda.
Eu a vigio e ao mesmo tempo fujo dela. Tem varias pessoas morrendo, mas ha uma mulher que sempre escapa dela mesmo sem entender o que acontece. Ela sempre tem sorte e escapa.
A mulher é reduzida de tamanho e desce por uma corda que na verdade està ligada à Nina. Ela entra pela janela e ve a Nina procurando alguém para matar. Nos escondemos eu e a mulher dentro de um vídeo cassete. Lá dentro vemos o movimento da vilã e peço silencio à mulher que està comigo para ficarmos quietos para que não sejamos descobertos.
Eu a vigio e ao mesmo tempo fujo dela. Tem varias pessoas morrendo, mas ha uma mulher que sempre escapa dela mesmo sem entender o que acontece. Ela sempre tem sorte e escapa.
A mulher é reduzida de tamanho e desce por uma corda que na verdade està ligada à Nina. Ela entra pela janela e ve a Nina procurando alguém para matar. Nos escondemos eu e a mulher dentro de um vídeo cassete. Lá dentro vemos o movimento da vilã e peço silencio à mulher que està comigo para ficarmos quietos para que não sejamos descobertos.
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