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Wednesday, February 13, 2008

Assistência Técnica

A fila do caixa para o pagamento é grande no restaurante italiano parecido com o que fui em Curitiba. Passam garçons o tempo todo, em especial por uma passagem no balcão que fica junto à fila, então eles o tempo todo pedem licença.

Atrás de mim está o Bruno com uma bacia de ferro grande na cabeça, algo meio Maria Lata d'Água só que com a bacia. Na minha frente algumas pessoas demoram. Quando chega a minha vez penso até que pela desorganização da fila o Bruno vai pegar o meu lugar, mas ele mesmo reconhece que não está na vez dele. Quando o vejo, ele tem uma televisão na cabeça e estou em uma assistência técnica.

No balcão está a Leci Brandão que é a responsável pelos consertos. Pergunto para ela sobre o cd rom do meu computador que não funciona e ela vai lá dentro conferir, enquanto carrega a TV do Bruno. Acho estranho ela não pedir a guia e nem perguntar o meu nome, mas ela disse que me reconheceu e sabe exatamente o que eu tinha deixado lá.

Quando ela volta com o computador para me informar o que aconteceu com ele e se o reparo foi feito, eu acordo.

Monday, January 14, 2008

Justiça

Na sala de aula a professora repreende alguns alunos. Algo nela me lembra a professora Maria Luisa de Matemática, apelidada na época como "cachorrinho", mas esse apelido no sonho não aparece. Enfim, enquanto ela repreende um aluno, a pessoa sentada atrás de mim na fileira da direita faz uma brincadeira de morder o meu braço. A professora vê a cena e começa a querer me humilhar em sala de aula. Diante disso, armo um barraco, e xingo-a e a desautorizo, dizendo que a ação dela é completamente arbitrária e que a lei está do meu lado.

Ela me expulsa da sala, mas a ameaço, dizendo que meu pai é advogado e que entende de lei o suficiente para entrar em uma ação na justiça contra ela. Saio de sala de cabeça erguida e com uma calça preta e uma camisa cinza "modernete" e cabelos para cima.

Encontro meu pai com supostos diretores do colégio, dizendo que ele está certo e que a tal professora se ferrou, será expulsa do colégio. Enquanto eles elogiam meu pai, os tais homens de terno e gravata, enquanto ele está lavrando uma terra gramada com uma enxada. Ele está na Amazônia, e quero ficar por lá, mas minha mãe me chama para a casa dela em Campos.

Estou em Campos, penso na mudança que eu fiz e me animo com a idéia de estar em uma casa que é minha. Me lembro de que a mudança foi fácil, mas me vejo preso em um quarto olhando para balões coloridos e parados por trás de uma janela de vidro um tanto sujo. Aquela imagem estática me deprime e digo a minha mãe que a presença perto do meu pai será fundamental para o meu documentário, que justamente fala das nossas origens e sobre a Amazônia. Ao mesmo tempo comento, aborrecido, que era horrível vê-lo trabalhando pesado em um lugar longe, visto que ele já era aposentado e precisava fazer aquilo para complementar a renda.

Depois anuncia na televisão um documentário, dirigido por um nome diferente, mas sinto que era o meu. Olho para a tela e me vejo em um terminal de ônibus. Dois rapazes saem de um ônibus laranja e reconheco um deles, que é o E.A de cabelos compridos.

Monday, April 09, 2007

Fachada


Espero o ônibus no ponto aqui de casa. Há 2 ou três idosas comigo no ponto. Quero ir para Copacabana, mas em princípio espero pelo ônibus que vai pela orla porque é mais rápido. Um ônibus passa por fora e o 572 - que não vai pela orla - pára porque as senhoras fizeram sinal, embora ele pare um pouco mais na frente. Elas vão para o ônibus, que está um pouco cheio mas com lugar para sentar e decido ir com elas. O motorista abre a porta de trás para elas entrarem mas elas decidem entrar pela frente, passar pela roleta usando o RioCard. Faço o mesmo. Olho para o ônibus e percebo que há um lugar vazio com a alça de trás pintada em vermelho - que é assento especial para idosos, gestantes e deficientes- e tem outros lugares vazios na parte de trás do ônibus. Retiro o meu RioCard do bolso que está em forma de bexiga de aniversário e decido colocar no bolso e não na carteira enquanto sento. Ao meu lado vejo a Suzy ajeitando a "bexiga RioCard" dela enquanto vejo um video explicativo sobre como conservar aquele cartão. Fala que devemos sempre puxar a ponta superior da bexiga para evitar que a mesma resseque, e vejo a Suzy fazendo isso. Fala que devemos conservar o cartão na carteira para evitar ressecamento e decido fazer isso, enquanto na rua vejo um homem que aparentemente cortou a sua bexiga sem danificar o chip interno que permite a leitura do cartão.

Enquanto o ônibus passa vejo uma fila enorme e pessoas revoltadas próximo ao Edifício Seabra na Praia do Flamengo. Dois prédios antes do Seabra para ser exato. Ali funciona uma repartição - será que é para retirar o RioCard? - que se encontra fechada. Ao que parece as obras no edifício Seabra- que apresenta uma janela no último andar estilhaçada- acabaram forçando ao abandono do outro prédio onde funciona a tal repartição.

Do ônibus eu fito a paisagem da orla de prédios e me lembro do Alex falando de como o "skyline" do Rio é cinza embora sejamos uma cidade tropical. Olho para a parte de trás do ônibus e vejo o Centro da cidade com a vista panorâmica cinza. E comento com alguém que aquilo era para imitar americanos sem respeitar a nossa identidade. Mais à frente no edifício branco perto da farmácia há pedreiros retirando o reboco branco do prédio e mostrando o colorido original (vermelho). Alguém dá entrevista para uma emissora de TV, algo como o RJTV e fala da iniciativa da prefeitura em recuperar a estrutura original dos prédios. Ele comenta que não pode fazer de todos os prédios de forma imediata, mas que essas reformas darão um novo visual para a orla da praia, aproveitando a luz solar que refletirão bem as cores, já que se trata de um país tropical e o colorido dos prédios tem mais a ver com as nossas características.

Em seguida estou em casa digitando um texto para colocar no blog criticando um hábito carioca de dizer que São Paulo é uma cidade cinzenta e que nós com todo o sol, diferente da outra capital, não aproveitamos o potencial e deixamos tudo cinza. E que mesmo em São Paulo que tem uma aparência cinza vi uma presença maior de prédios coloridos do que no Rio. Na minha cabeça vem a imagem de um prédio moderno com uma pilastra inclinada vermelha, um pouco parecido com o MASP, só que menor e em uma rua bem arborizada.

Sunday, April 01, 2007

Entertainment Tonight


Planejo o meu novo programa. Fofocas de celebridades. Penso em traduzir direto do Entertainment Tonight (ET), por causa da logomarca em colocar uma frase em português com ET que fizesse sentido...algo iniciado com "eu". Lembro-me do TV Fama e digo que quero um programa diferente, apesar de ser o mesmo tema. Nada de imagens vagabundas em slow-motion do Big Brother Brasil. Um outro lado meu pensa em filmar as imagens direto do computador, via you tube, mas digo que não. Todas essas idéias passam em uma televisão em uma casa. Digo que quero comentários sobre jogadores de futebol, pois isso atrairia o telespectador do sexo masculino...quero fazer algo diferente e ao que me parece o programa passará na Band.

Em seguida estão anunciando, fazendo uma propaaganda de uma nova TV por assiatura, dentro do banheiro, a Suzy Rego e o Celso Portioli em estilo SBT. Eles anunciam que você paga a assinatura por 4 reais e ganha uma cartela tipo telesena que corre pela Loteria Esportiva todo sábado. Enquanto isso eu faço xixi em um mictório que parece um grande porta-sabonete líquido quebrado, enquanto ele vai falando. Elogio o fato de do lado do mictório ter uma saboneteira (essa sim funcionando) para lavar as mãos. De repente há um outro homem moreno sem camisa - os apresentadores da propaganda sumiram- fazendo xixi ali. Beijo-lhe o pescoço e digo a ele que sairei dali pra ele ficar mais à vontade. Ele diz que não faz diferença e me faz segurar no pau duro dele dizendo-me que estava louco precisando fuder. Dou uma risada e me lembro que ele tem um grupo de amigos - são três ou quatro- e que eu já transei com todos.



Vou com ele para a cama grande em um quarto. Já não é mais o moreno, mas um cara alto, musculoso, careca (cabeça raspada). Estamos transando loucamente quando ouvimos o barulho do portão da casa. Ele diz para não me preocupar porque deve ser a Mariana, faxineira da casa. Peço para ele confirmar isso e de longe espiando pela varanda- que na realidade é um grande terraço- é de fato a Mariana. Ele vê de longe para que ela não possa vê-lo nu.


De repente ele corre do quarto e desce as escadas de madeira escuras até a sala, antes que Mariana o veja e volta com uma toalha. "Esqueci deste detalhe" ele me diz, como se a toalha fosse pra ser usada depois que a gente gozasse. A toalha tem um pedaço que emperra na porta de vidro mas ele consegue dar um jeito.

Ouvimos passos de Mariana subindo as escadas e como o vidro é transparente precisamos cobrir com algo para que ela não nos veja transando. Cubrimos o vidro com redes, puxando as varandas das redes para que ela não veja nada. Mesmo assim ela sobe e eu fujo para o pequeno banheiro que há no quarto.

Mariana cisma com o cara de que começaria a faxina no banheiro. Para que ela não me veja eu vou me afastando e tentando me esconder por trás de varandas de rede. Em vão...porque ela se aproxima cada vez mais. A minha solução final é lançar um raio desintegrador nela que a envia para uma chamada quarta dimensão, onde não há nem comprimento, nem largura nem altura. Ela se desintegra e o cara fica preocupado. Eu digo-lhe que ela ficará ali temporariamente e que depois que terminássemos ela voltaria e se esqueceria de toda a cena voltando para o mesmo ponto em que ela estava antes, isto é, o momento em que ela entra na casa. Digo a ele que ainda poderia usar outro raio, mas que como ainda estava lendo o manual de instruções eu só sabia usar aquele raio desintegrador. E voltamos para a transa.

Wednesday, January 31, 2007

O Corvo

Há uma pornochanchada na TV. Aliás acho que estou dentro do filme e não sei. Há um homem na beira do rio feliz porque 3 mulheres estão prestes a ficarem desnudas. Elas tiram a roupa, sendo que uma delas fica só de calcinha e sutiã. Ela está grávida. Eu me impressiono e pergunto para mim mesmo como a Censura deixou passar aquilo? Ao mesmo tempo há uma sensação de curiosidade e as três tomam banho.

Entro no Rio e lá longe vejo C. nadando, de sunga vermelha, e me chama para fazer companhia a ele. Eu fico preocupado porque há uma correnteza e uma queda d'água (retílinea, quadrada como as de cascatas de hotel/motel) prestes a levá-lo e ele não se dá conta disso. Eu decido salvá-lo e uma das mulheres diz algo como "vai lá, socorra ele". As águas criam uma espécie de resistência contra minha caminhada, mas sigo em frente.

Enquanto caminho, M se transforma em um corvo, me pega pelo bico e me suspende dizendo "você vai precisar da minha ajuda". Junto resgatamos C. , mas ao deixá-lo no alto do morro com sinais de afogamento não é mais C. que está lá, mas sim meu ex, com um bigode. Quando afirmo para M (agora na forma humana) quem ele era, eu, ele e uma série de pessoas que estavam em volta do corpo decidimos abandoná-lo.

Wednesday, May 24, 2006

Gatos e Gatos (que nadam)



O Bush na televisão mostra as suas novas armas contra o terror. Uma matilha infinita de pastores-alemães segurados por soldados. Eu vejo isso em uma Tv tela plana grande em um quarto branco, em cima de uma cama grande, confortável, de lençóis brancos bonitos e começo a esbravejar contra o Bush pois ele quer que os cachorros comam os gatos, verdadeiros terroristas. Acho um absurdo até o momento em que vejo um carneiro em cima da minha cama e um gato o devora. Fico revoltado com o gato e em seguida um cachorro devora o gato.

E começa uma confusão de gatos fugindo de cachorros e carneiros correndo. Um gato sai debaixo da cama, penso que é um rato. Mas ao olhá-lo escondido na cômoda do lado da cama vejo que é um gato vira-lata de olhos grandes. Faço o chiado para chamar gatos e noto que embaixo da cama há mais gatos, mas em cima da cômoda há um belo gato grande branco bem peludo e manso. Pego-o no colo e acaricio.

O quarto tem uma porta de vidro e do lado de fora há um jardim com um piscina. Em seguida chegam no quarto vários nadadores, competidores de uma equipe, todos altos, bonitos e, obviamente, chamam a minha atenção.Alguém está sentado do meu lado, em princípio é o Luis mas depois é um outro nadador, não sei ao certo. Sei que um dos nadadores está de sunga vermelha, pele queimada do sol, loiro, alto e esquio senta-se com uma banda da bunda na minha perna e a outra na perna do cara ao meu lado, pois o quarto estava cheio.

Depois o nadador está no meu colo completamente e começo a acaraciá-lo. Passo a mão pelo seu corpo, noto que há uma minúscula barriga e elogio o corpo dele e dos outros nadadores, falando o quanto a natação deixa os corpos deles bonitos. Ele agradece o elogio e deixa passar a mão nele, mesmo eu sabendo que ele é hetero. Mas ao notar a minha evidente excitação ele me diz que está com medo de mim pois tenho cara de quem vai (sexualmente) comê-lo. Eu dou uma risada e digo que ele não sairá do meu colo porque naquele momento a minha excitação é evidente e obviamente não quero levantar de pau duro.

Monday, January 16, 2006

Corredores, ruas e cidades


Eu estava na casa do meu avô, em um corredor igual ao da casa do meu tio Paulo no Paraná. Há 3 cômodos: o primeiro é uma cozinha onde minha tia Zilda prepara algo (ela está em pé em frente ao fogão mexendo algo com a colher de pau), o segundo é um depósito para guardar coisas velhas e amontoadas e o terceiro é um quarto limpo, bonito. A minha bolsa com minhas roupas estão nesse quarto. Meu tio Geraldo se aproxima da casa junto com seu filho Ricardo e a faxineira começa a limpar a casa, inclusive o tal depósito. A impressão que eu tenho é que meu tio bebeu cerveja e está um tanto bêbado, mas mantém-se firme. Vou para o quarto pegar as coisa para tomar um banho, mas o banheiro (que era fora do corredor) está prestes a ser ocupado pelo meu tio que está no tal quarto com meu primo. E minhas coisas não estão mais nesse quarto, estão no depósito.

Ao chegar no depósito encontro minhas coisas e uma toalha azul em cima da minha bolsa. O depósito está limpo transformado em quarto. Ação da faxineira. De repente percebo que há um cano na parede que serve como chuveiro. Tomo meu banho ali mesmo, me seco e saio de cueca pela casa.

(...)

Já estou vestido e ouço comentários sobre Brasília. Meu pai comenta algo enquanto minha mãe fala de como chegou no Cristo Redentor subindo uma rua no Jardim Botânico. Vejo imagens de Brasília: dois prédios finos como o do Congresso, sendo que um é bem maior que o outro. Na entrada deles há um portão com o número quatro e vejo ao fundo a torre de tv. Meu pai comenta algo sobre ela.

Luis Antônio aparece e eu falo mal de Irreversível para ele. Ele some e vou para a rua.

Andando pela rua entro em uma lanchonete. Estou em São Paulo e um rapaz com o sotaque me pergunta como vou querer o cachorro quente. Pergunta pelo tipo de pão e se o molho é de um jeito que desconheço ou piri-piri. Escolho pelo piri-piri pois desconheço o outro, mesmo sabendo que piri-piri é um tipo de molho apimentado que os portugueses usam nas sardinhas. Ele prepara, coloca a lingüiça partida no meio (uma parte para cada metade do pão) e coloca ali o que falta. Eu estranho a falta de purê de batata, já que em São Paulo eles colocam purê no cachorro-quente, mas o rapaz fala que ali não há.

Meu pai aparece e diz que é para eu comer um só sanduíche. E elogia um sundae feito pela minha irmã antes de eu chegar lá. Ele avisa que eu perdi o sundae porque cheguei tarde, e eu vejo uma imagem de sorvete sobre um copo, como na propaganda do Mc Donald's. Parece que o sorvete ficou bom porque foi servido com um molho apimentado.

Saio da lanchonete e continuo caminhando pela rua. Estou na Visconde de Pirajá e tenho que ir até a Anibal de Mendonça. Estranho em princípio o fato de estar a poucos quarteirões da Anibal, pois quando era criança desci no começo da Prudente de Morais e andei muito para chegar lá. Comento isso com meu pai e eu digo que quando a gente e criança ás distâncias parecem maiores do que elas são.

Minha mãe andando na frente com o meu pai e eles entram na Sebastião de Lacerda em direção ao Corcovado. Eu olho a rua, que mais parece a Rua Faro no Jardim Botânico só que invertida e no alto vejo a estátua do Cristo sobre o Corcovado e , na rua pequenos prédios brancos.

Continuo a minha caminhada pela rua e na saída do metrô há alguns camelôs vendendo coisas, mas escondendo sob a camisa quando aparece a Guarda Municipal. Mas alguns guardas me parecem coniventes com o camelôs.

Ao passar por um deles que está na frente de um tapume de madeira, ele me dá um sinal como se me avisasse quando um doido apareceria. Eu confirmo e continuo a caminhada e olho para trás. Vejo que o louco se aproxima para dar um susto nele por trás do tapume mas não tenho tempo de avisá-lo. Mas nada acontece. Continuo a caminhada tentando disfarçar o olhar das velhas que passam na rua, com medo de estar sendo cúmplice do camelô e de algo errado, embora as velhas sequer me reparam.

Chego na parte alta da rua e encontro o Guto. É aniversário dele e vou lá dar um abraço nele. Ele fica feliz pois não esperava me encontrar ali. Ele me abraça quando aparece um amigo dele e ficamos os três abraçados. Aparece também o irmão gêmeo do Guto, aliás já o tinha visto antes, mas conseguira distinguí-los. O Laerte pede para tirar uma foto de nós quatro quando vejo um antigo colega de colégio. Guto me diz que ele falara que me conhecia. Eu cumprimento mas suspendo o corpo dele, rodo e atiro longe, pois o Guto me dissera antes que ele fizera piada sobre a minha preferência sexual.

Saturday, December 24, 2005

Xenical


Propaganda na televisão. Várias modelos todas negras. Isso me chama a atenção e comento com minha mãe. Parece a propaganda do Xenical disfarçada tal como passa no GNT. E no fim há uma entrevista em formato VHS com uma nordestina parecida com a Conceição falando como sua vida mudou após perfer peso.

Friday, December 23, 2005

Carandiru de noveleiro


Estou assistindo ao último capítulo da novela. O personagem principal é vivido pela Vera Fisher e ao que parece o seu par romântico morre, mas o corpo não aparece. Eu falo para minha tia que o cara vai aparecer vivo no fim da novela, mas ela duvida. Eu digo que isso é um clichê de novelas e que a Glória Perez vai botar o cara para aparecer no final.

Ao que parece a personagem da Vera acredita no mesmo, de que o marido não morreu mas todos os outros personagens duvidam dela. Há uma cena em que ela está com uma criança de 2 meses numa piscina rasa em uma aula de natação. Ela entra de roupa e tudo enquanto a criança nada. O bebê dá um coice nela com os pés e se põe a nadar e Vera cai na piscina de roupa e tudo e começa a se afogar. A professora de natação pega o bebê no fim da raia e salva Vera Fisher que acorda em um quarto de hospital dizendo que tem certeza de que o marido está vivo.

Depois há uma cena em uma casa com parte do elenco e Vera está lá. Insiste que o marido está vivo e todos duvidam até que chega alguém com o marido dela vivo. A personagem de Vera que não é mais a Vera Fisher (acho que é a Bruna Lombardi) desmaia em cima de um globo terrestre pequeno que rasga. Parece que ele é de plástico.

No Carandiru a personagem de Vera, agora vivida por Betty Faria se encontra com o marido sumido vivido pelo José Wilker. Ela é diretora do presídio e está em um local que se parece com o corredor de serviço do prédio aqui do lado com um enorme vão. Ele diz que sumiu porque teve que se esconder nos tempos de ditadura e se reconciliam. Alguém fala que o presídio está para ser desativado quando de repente aparece um preso gritando dizendo que começou a rebelião. Ela sai correndo e o personagem do Zé também.

Eu digo para minha tia que ainda faltava aquela parte do filme que é quando acontece o massacre.

O personagem joga um gancho pelo vão e consegue sair em um terraço que é no Pavilhão 9, onde está o foco da rebelião mas consegue escapar dos presos por ter técnica de passar por entre os prédios. Penso que ele pularia para o prédio ao lado, mas ele se joga em um lago sujo em volta do presídio, nada e consegue chegar em terra firme para andar em torno do prédio e avisar a polícia que está acontecendo uma rebelião ali.

Thursday, December 22, 2005

A Louca Testemunha

Estou em uma casa velha. Casa de serviço de proteção às testemunhas. E ela ficava onde é o auditório do Pedro II, a posição dela. Ela possui dois cômodos: um com uma beliche e outro com uma cama de casal. Em cada um dos quartos uma televisão. No que tinha beliche havia uma televisão Philco 14” (exatamente como a que eu tinha) e na do outro quarto era uma grande marrom 20” da Philips (como já tivemos aqui em casa, a nossa primeira TV a cores).

Estou na parte de cima do beliche e as pessoas que estavam comigo vão embora. Decido juntar os colchões das três camas e assistir a TV no cômodo da TV maior, embora a imagem a TV de 14” seja melhor, e fico na dúvida. Quando estou indo pro tal cômodo chegam 3 pessoas: uma mulher, louca e outra com uma menina. As três são testemunhas de um crime, ou vão denunciar na justiça os maus tratos e as condições de vida das empregadas domésticas. A imagem do julgamento corre na minha cabeça.

A louca parece ser testemunha chave e vai pro quarto menor, mas começa a falar muitas coisas e a começar a desmentir o que viu, que não tinha certeza se foram os tais garotos que cometeram o assassinato. Vou saindo do quarto e vendo a louca falar e a mulher com a criança também fazendo conta de que está prestando a atenção na louca. Depois ela fecha a porta e deixa a mulher falando sozinha.

Nisso eu falo que é perigoso deixá-la trancada, ainda mais com a televisão. Ela pode ter um surto e quebrar tudo. A moça concorda, mas como ela já fechou a porta não decide abri-la mais. E eu fico frustrado porque queria ver a TV em uma boa imagem e fico assistindo a TV 20” em imagem ruim, cheia de chuviscos. Depois eu saio da casa e passo pelo corredor de onde era o antigo auditório.