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Monday, March 20, 2006

Sofá-Cama


Como eu poderia estar ao mesmo tempo na minha casa e na casa do meu avô? Pois era bem isso o que aconteceu no sonho do qual quero me lembrar agora e foi mais ou menos assim: eu na casa do meu avô, conversando com ele e com meus pais. Dona Lúcia como sempre está preparando um monte de comida mas eu estava louco para chegar em casa.

Eu em casa transo com um cara, sei que ele é estrangeiro mas não sei seu nome e ele vai embora.

Na casa do meu avô na panela há milho cozido e ele me diz que não precisa eu ir naquela hora pois o almoço já está quase pronto, e eu decido, portanto ficar. Ao mesmo tempo consigo ver pela janela da sala da casa dele uma luz e de fundo a minha própria casa.

Em casa minha mãe está na sala e eu em um sofá em um cômodo que não existe. O estrangeiro volta e eu já o reconheço. Ele é alto, forte, tronco largo. Veste uma camiseta por dentro da calça jeans realçando o seu corpão barbie. Ele tem a pele da mesma cor da minha, tem cavanhaque, cabelo grande liso, rosto largo e olhos negros. Lábios carnudos. Nos beijamos e ficamos nos roçando enquanto fico preocupado em não deixar a coisa ir mais longe por medo de minha mãe nos dar flagrante.

Enquanto o beijo eu pergunto-lhe: qual o seu nome? Mahammed Mahan. Não é Mohammed como Maomé? Não, é com "a" mesmo.

Depois ele me diz que veio da Guiana, seu pai é mulçumano e a mãe é indiana católica. E agora me dou conta de que estamos sobre o sofá cama vermelho que ficava aqui no corredor.

Saturday, January 07, 2006

Caixa de cerragem

A elaboração secundária tirou partes desse sonho. Estou em um apartamento. Aparentemente no Brasil e recebo uma correspondência do Pompeyo. É uma caixa com uma imagem não definida feita de cerragem por dentro. Depois resolvo pôr uma foto nossa lá dentro para a caixa servir de moldura. Parte da caixa racha e começa a espalhar cerragem pelo carpete e só depois me dou conta de que aquela cerragem vinha da caixa. Depois eu procuro pelo pedaço que faz o buraco na caixa, encontro mas tenho dificuldade e Pompeyo me ajuda. Nisso eu sinto que estou nos EUA e, ligo para minha mãe. Digo-lhe que quero voltar pra casa mas ela me disse que já que tirei o passaporte, peguei o visto, fiz todo esse esforço que eu era pra continuar. Falo isso com o Dick que concorda plenamente com a minha mãe. Fim!

Friday, December 23, 2005

Uma noite em Ipanema


Estou andando em Ipanema com o Pedro. Comento com ele como os novos óculos dele mudaram o seu visual pra melhor e ele concorda comigo, mostrando-me as novas armações. Ao atravessar para a Praça General Osório, que mais se parece com a Saens Peña, eu estou conversando com o Adeilton que fala que usar lentes de contato não é pra qualquer um porque requer muitos cuidados, mas que ele conseguiu se adaptar a elas bem. Eu pergunto se está mais fácil para ele ler as palavras em inglês, ele me responde que sim. E eu ainda faço uma pergunta retórica, dizendo que na realidade deve ter melhorado a leitura dele em geral e ele concorda comigo.

Thursday, December 22, 2005

Homo Phobos





Caminho por uma pequena cidade com o Fábio. Ele me mostra os detalhes dela, fala sobre as árvores e aponta para os locais mais interessantes para comer e beber. Aponta para um botequim no fundo e disse que ali já foi melhor nos tempos que era um mini-mercado e que depois mudou de dono. E disse também que ali já foi uma favela, antes de existir as lojas. E falo com ele que poderia ser assim do outro lado, da favela de onde saímos e começamos a caminhada.

É noite e vamos andando por uma rua de casas antigas, com as portas de beira de calçada. É a rua do tal bar. Próximo a ele há a casa de um amigo estrangeiro do Fábio. Ele me diz:

- Acho que o Peter não está, mas queria apresentar você a ele.

A casa tem cortinas que balançam o tempo todo dando a impressão de que há alguém nela. Eu fico no canto da porta para que o Fábio apareça no olho mágico. Perto de nós há 4 caras jogando cartas sentados em cadeiras de plástico em torno de uma mesa de mesmo material. São do botequim que o Fábio me mostrara antes. Peter aparece e Fábio me apresenta a ele.

Eu percebo que os caras do bar cochicham algo e eu presto a atenção. Um deles dá uma risada mais alta olhando e apontando pro Fábio e decido tirar satisfação: “ta rindo de que o palhaço”. O cara responde: “é porque ele é viado”. Eu e Fábio vamos na direção dos caras e digo pra ele: já que somos dois aqui, podemos dar conta de pelo menos dois deles. E embora os caras sejam fortes consigo jogar dois no chão e mantenho-os deitado forçando meu pé em cima deles, enquanto converso com o outro.

Começo a dar lição de moral no cara que ficou de pé (o quarto cara sumiu) embora eu fale pro Fabio que o fato de eu estar batendo neles só vai aumentar o ódio e decidimos parar de dar a surra neles. Explico pro cara de pé algo como a loucura de querer bater em gays já que grandes gênios da humanidade eram gays e o cara me escuta. E estamos de frente para uma janela falando sobre isso enquanto aponto as coisas da cidade para ele.

Quando eu volto para olhar para ele vejo que ele é a cara do Freddie Mercury com bigode e tudo. E no fundo começa a tocar “Another one will bite the dust”. Continuo com o esporro e digo a ele que querer bater em alguém por ser gay seria tão louco quanto ele querer me bater por eu ser negro (puxo a pele do meu braço para mostrar e exemplificar). E que ninguém ali era obrigado a aceitar mas o que era obrigatório era o respeito. O Freddie concora comigo enquanto a música muda para “Respect” na voz de Aretha Franklin.