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Monday, January 14, 2008

Justiça

Na sala de aula a professora repreende alguns alunos. Algo nela me lembra a professora Maria Luisa de Matemática, apelidada na época como "cachorrinho", mas esse apelido no sonho não aparece. Enfim, enquanto ela repreende um aluno, a pessoa sentada atrás de mim na fileira da direita faz uma brincadeira de morder o meu braço. A professora vê a cena e começa a querer me humilhar em sala de aula. Diante disso, armo um barraco, e xingo-a e a desautorizo, dizendo que a ação dela é completamente arbitrária e que a lei está do meu lado.

Ela me expulsa da sala, mas a ameaço, dizendo que meu pai é advogado e que entende de lei o suficiente para entrar em uma ação na justiça contra ela. Saio de sala de cabeça erguida e com uma calça preta e uma camisa cinza "modernete" e cabelos para cima.

Encontro meu pai com supostos diretores do colégio, dizendo que ele está certo e que a tal professora se ferrou, será expulsa do colégio. Enquanto eles elogiam meu pai, os tais homens de terno e gravata, enquanto ele está lavrando uma terra gramada com uma enxada. Ele está na Amazônia, e quero ficar por lá, mas minha mãe me chama para a casa dela em Campos.

Estou em Campos, penso na mudança que eu fiz e me animo com a idéia de estar em uma casa que é minha. Me lembro de que a mudança foi fácil, mas me vejo preso em um quarto olhando para balões coloridos e parados por trás de uma janela de vidro um tanto sujo. Aquela imagem estática me deprime e digo a minha mãe que a presença perto do meu pai será fundamental para o meu documentário, que justamente fala das nossas origens e sobre a Amazônia. Ao mesmo tempo comento, aborrecido, que era horrível vê-lo trabalhando pesado em um lugar longe, visto que ele já era aposentado e precisava fazer aquilo para complementar a renda.

Depois anuncia na televisão um documentário, dirigido por um nome diferente, mas sinto que era o meu. Olho para a tela e me vejo em um terminal de ônibus. Dois rapazes saem de um ônibus laranja e reconheco um deles, que é o E.A de cabelos compridos.

Wednesday, July 25, 2007

O cofre

Eu entro no Banco do Brasil da Rua do Catete. É um corredor estreito em um prédio e ali descubro que é uma agência especial em que são guardadas coisas de valor em um cofre e que há todo um aparato de segurança para isso. Quem me explica isso é um homem careca de uniforme cinza, como a cor do portão do prédio. Converso com ele como quem estivesse fazendo uma pesquisa e, enquanto isso entram alguns papéis em um cofre. Documentos importantes em folhas de papel de impressora matricial verde.

Pergunto ao careca como saio do banco e ele me diz que terei que fazer um caminho maior, porque não se sai pelo mesmo lugar onde entra. Depois disso estou em uma sala de reuniões com GB. Lemos uma série de papéis, umas perguntas de interpretação de texto relacionadas com o trabalho. Ele me diz "Odilon, a letra c do número 3 eu sei fazer, mas o resto tá difícil". le ainda fala de algumas questões para resolver com a Soraya, que era a pessoa que fazia dupla com ele. Eu não entendia nada, pois ele falava comigo como se eu soubesse da tarefa e da divisão das duplas para resolver aquelas questões, em duas cpopias de papel que parecem saídas do tal cofre. Eu estava sem a pessoa da minha dupla.

Desesperado em resolver aquelas questões e sem entender nada me vejo na mesma mesa com GB só que em uma sala de aula do Pedro II. A professora - meio parecida com a Soraya de química com a Judite de história- está sorridente e fala que sentiu a minha falta. Tenho a impressão de que matei muitas aulas...e ela vai falando sobre os trabalhos e as pessoas que já tinham entregado antes mesmo do semestre anterior terminar. Enquanto isso ela começa a tecer uma série de elogios ao meu texto, a minha interpretação que vai me deixando ruborizado, enquanto GB olha para mim com uma cara de contentamento.