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Saturday, April 04, 2015

Soft Porn

Estou na casa da minha amiga junto com C.E. Percebo que ele me olha o tempo todo e não me lembro ao certo se a esposa dele está por ali ou não.

Ele se aproxima de mim, me olha me desejando, mas ao mesmo tempo se esquiva. Passo por uma série de cômodos do apartamento, que agora se parece com uma casa na beira da praia, com espaços abertos. Nós dois observamos se há mais alguém por perto.

C.E está sem camisa e reparo que, diferentemente da realidade, seu corpo é peludo. Eu começo de leve a tocar na gordura que ele tem para os lados da barriga até começar a alisá-lo na barriga e no peito. Ele faz um sinal de estranhamento no começo, mas percebo que é um jogo, que ele realmente quer aquilo de mim. Continuo alisando-o até que ele finalmente ele me olha e o beijo. Rimos, porque ele se lembra de que já tínhamos nos beijado uma vez antes, sendo aquele o primeiro beijo que ele deu em um outro homem (havia perguntado a ele como ele se sentia em beijar um homem). Depois volto a beijá-lo de novo e dessa vez o beijo é bem mais intenso.

Tuesday, April 10, 2007

Faxina

Estou no apartamento da dona Nina, mas na realidade é o novo lar do Luis e a Lena. Estou com ele em momento completamente romântico, troca de carinhos, afagos e beijos na sala de jantar próximo ao carrinho de chá que ela tinha. A Lena aparece com uma vassoura na mão e diz para sairmos dali pois ela está fazendo uma faxina - consigo ver a poeira acumulada dos outros cômodos- e que vai precisar limpar ali. Me sinto inútil por não estar ajudando-a, mas ela faz a faxina com vontade. Dou-lhe um abraço e olho nos olhos dela e digo o quanto ela é bonita. Ao mesmo tempo ela fica maravilhada pelo fato de eu ter expressado afeto de uma forma tão espontânea, coisa com a qual não estava acostumado a fazer...

Monday, March 20, 2006

Sofá-Cama


Como eu poderia estar ao mesmo tempo na minha casa e na casa do meu avô? Pois era bem isso o que aconteceu no sonho do qual quero me lembrar agora e foi mais ou menos assim: eu na casa do meu avô, conversando com ele e com meus pais. Dona Lúcia como sempre está preparando um monte de comida mas eu estava louco para chegar em casa.

Eu em casa transo com um cara, sei que ele é estrangeiro mas não sei seu nome e ele vai embora.

Na casa do meu avô na panela há milho cozido e ele me diz que não precisa eu ir naquela hora pois o almoço já está quase pronto, e eu decido, portanto ficar. Ao mesmo tempo consigo ver pela janela da sala da casa dele uma luz e de fundo a minha própria casa.

Em casa minha mãe está na sala e eu em um sofá em um cômodo que não existe. O estrangeiro volta e eu já o reconheço. Ele é alto, forte, tronco largo. Veste uma camiseta por dentro da calça jeans realçando o seu corpão barbie. Ele tem a pele da mesma cor da minha, tem cavanhaque, cabelo grande liso, rosto largo e olhos negros. Lábios carnudos. Nos beijamos e ficamos nos roçando enquanto fico preocupado em não deixar a coisa ir mais longe por medo de minha mãe nos dar flagrante.

Enquanto o beijo eu pergunto-lhe: qual o seu nome? Mahammed Mahan. Não é Mohammed como Maomé? Não, é com "a" mesmo.

Depois ele me diz que veio da Guiana, seu pai é mulçumano e a mãe é indiana católica. E agora me dou conta de que estamos sobre o sofá cama vermelho que ficava aqui no corredor.

Wednesday, January 18, 2006

Antes de viajar


Entardecer na Estação das Barcas. A memória volta em forma de flashback e me lembra de um passeio que fiz, ao mesmo tempo, pro Corcovado e para o Pão-de-Açúcar. Pegamos uma catamarã até o corcovado, eu e Luis. E nas barcas estava ele ali ao meu lado para repetir o passeio, embora a falta de grana só desse para ir ao Pão-de-Açúcar.

Ainda na estação alguém pergunta para onde estamos indo e eu respondo que é para Londres. Uma viagem de lua de mel, parece. No cume do Pão-de-Açúcar a gente pegaria uma condução para lá. Me esqueci de quem fez essa pergunta mas era alguém que também iria viajar e achou chique a nossa escolha.

Luis ainda me diz que aquela hora era boa para aproveitar o pôr do sol.

Andamos em direção ao cume do morro, e no caminho eu vejo as catamarãs indo em direção ao Corcovado e o céu já escurecido. A rampa de acesso ao morro tem o mesmo piso do corredor que leva até as barcas, só que ele é mais íngreme. Num dado momento o Luis se põe a andar na minha frente e eu peço para ele me esperar lá em cima.

No meio do caminho encontro uma mulher, morena de cabelos encaracolados e de blusa branca com babados e calça comprida jeans. Ela me chama para seguir por uma série de estacas que flutuam sobre o mar. Os seguranças tentam impedi-la mas alguém dá ordens para que não parem ela pois ela está no momento de inspiração poética.

É justo nesse momento que estou vendo, em pé nas estacas, ela debruçada sobre o parapeito junto ao corredor escrevendo um texto, dizendo-se inspirada, e ela descreve algo belo sobre aquela noite, olhando para o Corcovado.

Depois eu retomo o caminho enquanto o Luis já disparou lá em cima. Encontro algumas figuras conhecidas e uma delas me elogia bastante e me abraça, supostamente em sinal de amizade, mas sinto que ele me toca. Ele me dá um beijo no rosto e não me dá chance de falar que sou comprometido. Depois disso ele roça a bunda no meu pau e me mostra ela, baixando a calça. E dou uma risada e sigo o meu caminho em direção ao cume, cheio de satisfação pelo gesto do cara.