Thursday, February 09, 2017

No restaurante



Estou junto com um amigo, mas agora sou incapaz de lembrar quem ele é. Pedimos a nossa comida e recebemos todos os acompanhamentos, menos o prato principal. Ainda assim vou comendo, pacientemente.

Vejo que tem uma família na mesa da frente e um homem no final de seus 40 anos aparentemente. Eles também pedem o prato deles. Segue o sonho.

Eu, preocupado com a demora do prato, que é uma porção de frangos empanados, pergunto ao garçom o que houve. Ele pede mil desculpas, disse que foi uma falha dele na hora de fazer o pedido, mas já estava resolvendo o problema e que logo logo meu prato chegaria. Enquanto isso resolvi mexer no celular.

Levanto os olhos e vejo que o homem da mesa da frente está praticamente acabando com a cerveja que tinha pedido e interpreto isso como um sinal de que ele já estava terminando a refeição. Eu, indignado, pergunto pelo meu prato, uma vez que aquela família tinha chegado depois de mim e foram atendidos, bem como muitos dos clientes do restaurante que já estavam na sobremesa.

Aí o amigo que está comigo aponta pra mim um prato com frangos empanados em cima da mesa. Ele me disse que eu estava distraído com o celular e que me esqueci de comer. Há uma pilha de pratos usados por nós que o garçom recolheu para levar pra cozinha. Então eu pego um prato já usado por mim, coloco catchup nele, pego um pedaço do frango na mão e começo a comer sem me preocupar com a formalidade do restaurante.

Thursday, October 20, 2016

O Caixa



Estou na fila do Caixa Eletrônico. Há dois caixas, um do Banco 24 horas e outro exclusivo do Itaú, mas as senhoras na minha frente querem usar apenas o terminal do 24hs. Penso em usar o do Itaú ao lado, mas o espaço é muito apertado e por isso não posso usá-lo.

Quando as senhoras terminam de usar o caixa, uma moça usando uma muleta vem ao meu lado e cedo a vez para ela. Vejo um sorriso dela.

Então chega a minha vez, mas não há mais um terminal, mas um caixa comum de banco. O atendente pergunta o que eu vou fazer e digo-lhe que é um depósito e entrego o envelope e uma nota de 50 reais além do meu cartão. Ele diz que tem dúvidas se conseguirei fazer o depósito ali, por conta do valor e eu falo para ele que já fiz diversos depósitos com aquela quantia naquela mesma agência e ele não se dá por contente e começa a ironizar, mas percebe que o depósito é possível. Daí ele começa a zoar pelo fato do valor do depósito ser baixo e aí começo a discutir com ele e digo:

- 50 reais é um valor baixo sim, mas aos poucos a gente economiza e vai conseguindo o que quer. Quando foi a última vez que você viajou?

- Não sei, tem muito tempo.

- Então, meu namorado faz sempre isso. E sabe quantas vezes ele viajou para o exterior esse ano? Duas. E você aí me zoando, mas tá nesse caixa o tempo todo, sem poder viajar.

O caixa hesita antes de tentar falar algo e continuo.

- Mas isso de viagem não interessa a você. Abrir a cabeça, conhecer novos mundos, isso não faz parte da cabeça de bancário mesmo.

De repente estou na janela de casa e conversando com minha mãe sobre o acontecido. Daí ela me diz: "reparou que você falou do seu namorado pro cara do caixa e ele deve ter ficado mais sem graça ainda e que pela primeira vez você se referiu ao A. como o seu namorado pra mim?" E daí fico mais tranquilo e percebo a utilidade daquela discussão.

Sunday, May 15, 2016

Escola

Estou estudando em um colégio estadual. Uniforme azul e branco, mas é o mesmo eu atual, só que "disfarçado" ali. E sendo assim não sei qual é a minha turma. Preciso perguntar ao inspetor, mas como fazer isso sem despertar suspeitas?

Digo-lhe que a professora pediu para ver uma anotação em uma das fichas e tinha que ser aquela em que tivesse o meu nome. Ele em princípio questiona, mas quando ressalto que foi ordem da professora ele me mostra e consigo descobrir o número da minha turma.

Entro em sala de aula. Creio que estou atrasado. Junto com a professora tem uma outra mulher dando uma palestra ou algo assim. Ela quer um voluntário para responder a uma pergunta que ela vai fazer. A professora, querendo se vingar de mim e ainda mais percebendo que eu estava atrasado, cita meu nome e a palestrante lança a pergunta:

- Do que você gosta?

Eu dou uma resposta prolixa, elaborada. Usando termos que não seriam comuns para um adolescente do ensino médio. Palavras sofisticadas. As duas me olham com ódio e a palestrante resolve me interromper, desprezando a minha resposta e passa a pergunta para outro aluno.

Eu indignado começo a gritar com ela, esculhambando, com muita raiva. Meu vocabulário sofisticado vai desaparecendo e começo a usar termos mais populares, gírias, porém com uma assertividade maior. E defendo os interesses dos demais alunos, usando um tom político. E no meio dessa verborragia, o sonho acaba.

Saturday, December 19, 2015

Aparências




Estou dentro do carro com o Daniel, mas ando por um Rio de Janeiro estranho, diferente. Parece que estive ali em outros sonhos. E passo por um túnel, que não é o Rebouças e liga dois bairros desconexos, sendo um deles o Jardim Botânico. E passo por duas vezes em frente à sede da Globo, mas é fora do Jardim Botânico. E o carro segue.

O nosso objetivo é ir para uma festa, na Gávea. Daniel me diz que pelo tempo que estou em Araruama eu conheço apenas um trecho do caminho. Daí estou na rua Jardim Botânico e quando penso em entrar na Padre Leonel Franca, estou na Estrada dos Bandeirantes. Daí penso que estamos em direção à Barra da Tijuca, mas aí só passamos por alguns metros e estou na frente de um Shopping, com o nome de Shopping da Gávea, mas é um lugar gigantesco.

Desço com Átilas do carro e vamos em direção à bilheteria. É entardecer e ao olhar pro céu já é noite. Observo as claraboias no shopping que é gigantesco. Antes disso, ao descer, vejo que tem uma galera LGBT toda descolada e fico preocupado por achar minha roupa muito simples para poder ir à festa.

Vou andando com o Átilas até a bilheteria. Lá há um segurança fazendo a vez de bilheteiro e há um impasse se pagaremos juntos ou não. Há uma discussão sobre o desconto e o ressarcimento de parte do ingresso. Daí pago o preço de 30 reais do ingresso e por fazê-lo com uma nota de 50, recebo 20 reais do troco e guardo.

Átilas decide então fazer uma hora no apartamento de uns amigos que moram em um prédio anexo ao shopping até a hora da festa. São dois irmãos e parece que eles irão com a gente.

Ao entrar no prédio fico cismado, pois é um prédio elegante com um forte sistema de segurança. Daí o porteiro reconhece ele e abre a porta para nós, que entramos com uma senhora. Pegamos o elevador, mas já não noto mais a presença dela. O elevador é estranho, pois ele sobe em diagonal, quase horizontal e parece ser muito moderno.

Ao sair do elevador vejo que na verdade estou em um prédio mais modesto, com vários apartamentos por andar, bem diferente da imagem inicial que eu tinha dele. E ao descer um lance de escadas, uma senhora abre a porta do apartamento e nos cumprimenta. Parece ser a mãe dos rapazes.

O irmão mais velho nos recebe e aponta para o quarto onde está o irmão mais novo. Ele é moreno e está sem camisa e tem certa beleza. Mas eu me antipatizo de cara com ele: é falastrão, arrogante e fica jogando videogame em uma tv antiga. Acho irônico alguém que estava ostentando riqueza na fala ter uma TV antiga para seus jogos. Átilas se junta com ele para jogar, enquanto deito e olho para uma varanda, fingindo que estou dormindo.


Daí chega o padrasto com um insuportável discurso machista, perguntando quantas mulheres o enteado pegaria na desta e tudo o mais. Eu olho para o lado e vejo Átilas perto de mim e balbucio que quero ir embora, mas finjo dormir enquanto eles (o padrasto e o enteado) reparam em mim. O cara ainda fala sobre os motivos da morte do pai dos rapaz, algum tempo antes e uma das suspeitas é que pelo fato dele estudar demais, afetou o sistema neurológico dele. E sinto uma certa tristeza no rapaz mais novo.

Levanto e peço ao Átilas para ir embora, pois não quero ir na festa com aquele rapaz insuportável. Na despedida meu humor muda e tenho uma conversa agradável com o rapaz e o irmão.

Saímos, descendo as escadas e Átilas me pergunta porque eu mudei de humor. Eu lhe digo que eu sou bipolar, que meu humor varia daquele jeito sem explicação e que no fim a presença dos rapazes já me era agradável.

Eu peço mil desculpas por ter estragado a possibilidade de irmos à festa, mas o Ti me diz que não tem nada demais. Ele anda bem na minha frente e eu tento descer as escadas.

Nos últimos degraus, perto da portaria, eles ficam cada vez menores e eu quase caio. A Alessandra Maestrini está ensaiando uma personagem com uma senhora e ela , na forma da personagem, ri de mim dizendo qualquer coisa, por estar um tanto desastrado com os degraus. Eu a reconheço, apesar de ela estar um pouco mais velha e os cabelos soltos, despentados e desato a conversar com ela.

Saímos pela rua, ela me abraça e vamos conversando amigavelmente. Eu a elogio pelo fato dela criar personagens de forma física, tal como o Ney Latorraca fez com o Barbosa na TV Pirata. Digo que meu espanto foi o mesmo com a nova personagem dela na TV. Rimos e continuamos abraçados conversando amigavelmente.

Friday, November 27, 2015

Supermercado

No supermecado estou na seção de açougue e frios. Tem um refrigerador em que estão dispostas várias carnes. Primeiro vejo uma carne de primeira na promoção, mas daí hesito e parece que perdi aquela promoção, já que aquela carne não está mais lá.

No lugar eu vejo carré cortado em pedaços. Então começo a comparar o preço dele com o da carne de boi, hesitante porque em casa só eu como carne de porco. E eu fico pegando na carne, que está sem embalagem, e colocando de volta disfarçadamente, para não parecer que estou sujando-as com minhas mãos.

Daí eu um homem com uniforme de bombeiro pega uma embalagem que parece ser a de batatas cortadas em rodelas e congeladas. Eu pego algumas, só que fora da embalagem. Então, para não colocar de volta no refrigerador-balcão, eu as pego e coloco num daqueles sacos com furos de colocar pão e vou atrás do arame para prender, que está em uma prateleira inferior onde estão os sacos plásticos.

Só que eu estou sem cestinha e o mercado está muito cheio, parece ser época de final de ano. Vou pelo corredor lateral e passo pela Lurdes, que diz que tá pegando as cervejas para o churrasco mais tarde. Eu então penso que terei que comprar as coisas que precisam ser repostas na despensa.

No caixa uma mulher passa a cestinha por baixo do balcão, retira algum pertence dela e entendo que ela  não vai mais usar a cestinha. Eu a pego e coloco o saco com as batatas e vou mais tranquilo para fazer compras.

Penso nas coisas que faltam: milho e atum. Vou para a seção de enlatatos e lá vejo extrato de tomate e decido pegá-lo, bem como queijo ralado que está ali perto. Então pego o último vidro de milho - já que penso que nós usamos mais milho que ervilha na cozinha- e penso em pegar o dueto milho e ervilha que ainda há nas prateleiras. E vejo que preciso comprar atum e que sardinha ainda tem.

Como vejo umas poucas latas de sardinha e aliche em conserva eu me agacho para ver as latas de atum.

Nesse instante para perto de mim um rapaz bonito, moreno de cabelo grande (parece um estudante de faculdade que está sempre com violão) e sorri para mim. Eu me levanto e ele pergunta quantos anos eu tenho. Eu estranho, mas o respondo, 37. Ele sorri e pergunta meu nome e eu digo: você está muito curioso, quantos anos você tem? Ele me responde: 19. E faz menção de sair. Só que eu chego perto dele e pergunto a razão de tantas perguntas e ele me diz que quer me conhecer melhor. Ele me olha bem nos olhos. Ele diz que é de Leão, eu dou um sorriso e digo que é meu ascendente. Ele me olha e me beija rapidamente. Vejo que ele tem um cigarro de maconha na mão esquerda e mesmo jovem, parece ter mais de 19 anos. Daí ele sorri e resolve me dar um beijo mais demorado no mercado.

Thursday, June 04, 2015

Tits on the radio

O Ti me chama para acompanhar uma de suas  aulas. A sala me lembra a da terceira série no Angelorum. Eu me sento em uma das carteiras, junto com a moçada, que me observa e estranho o fato de não ter sido apresentado à turma.

Ele passa um exercício. Vejo que enquanto faço alguns alunos hesitam. Daí uma explicação é dada no quadro, acredito que tenha fórmulas. Eu rapidamente resolvo os exercícios que ele me deu, exceto a última questão, em que sei a resposta, mas o espaço da filha é muito pequeno, apertado e eu tendo encaixar as palavras ali da maneira que eu posso.

Depois da explicação eu me junto a ele e digo-lhe que se é uma aula sobre reprodução, seria legal ver com a turma que nomes eles atribuem ao órgão sexual feminino e depois o masculino. Penso em fazer isso, mesmo com o tempo da aula acabando. Ele me sugere que eu faça isso com a turma quando finalmente sou apesentado. Acho que pelo fato de ser a primeira vez que a turma me vê, o exercício não funcionaria, mas ainda assim me apresento. Os alunos me fazem perguntas, sobre o que faz um psicólogo social e este sonho termina comigo explicando a diferença entre a linha americana e a francesa da área.

Ps: A trilha sonora desse sonho foi "Tits on the radio" do Scissor Sisters,

Saturday, April 04, 2015

Soft Porn

Estou na casa da minha amiga junto com C.E. Percebo que ele me olha o tempo todo e não me lembro ao certo se a esposa dele está por ali ou não.

Ele se aproxima de mim, me olha me desejando, mas ao mesmo tempo se esquiva. Passo por uma série de cômodos do apartamento, que agora se parece com uma casa na beira da praia, com espaços abertos. Nós dois observamos se há mais alguém por perto.

C.E está sem camisa e reparo que, diferentemente da realidade, seu corpo é peludo. Eu começo de leve a tocar na gordura que ele tem para os lados da barriga até começar a alisá-lo na barriga e no peito. Ele faz um sinal de estranhamento no começo, mas percebo que é um jogo, que ele realmente quer aquilo de mim. Continuo alisando-o até que ele finalmente ele me olha e o beijo. Rimos, porque ele se lembra de que já tínhamos nos beijado uma vez antes, sendo aquele o primeiro beijo que ele deu em um outro homem (havia perguntado a ele como ele se sentia em beijar um homem). Depois volto a beijá-lo de novo e dessa vez o beijo é bem mais intenso.

Saturday, September 27, 2014

O narigudo

Estou na rodoviária indo em direção ao Sul. Eu escolhi a última poltrona do ônibus. Vejo algumas mulheres sentadas esparsamente lá atrás também e um homem bonito, narigudo, baixinho de corpo parrudo. Entro no ônibus e vejo que infelizmente ele não está tão perto de mim.

Ao sentar nas poltronas vejo apenas ele e os lugares ao meu redor vazio. Ele olha pra mim e não sei como começamos a puxar papo. Já está sentado do meu lado enquanto na poltrona em diagonal do lado oposto há sua tia conversando comigo também.

Descubro que ele é de Curitiba, mas que morou um tempo em alguma cidade do interior do Sul. Ele me fala da sua vinda para o Rio atrás de trabalho, mas que estava indo de volta para Paranaguá, onde tinha oportunidade de trabalho. A tia dele pergunta se estou fazendo o mesmo, supondo que sou de lá também. Dou uma gargalhada e digo-lhe que sou carioca, mas que tenho parentes nos extremos do Paraná: em Paranaguá e Foz do Iguaçu. A conversa prossegue.

Ele solta umas insinuações, mas não me deixa claro o que ele quer.

Daí estamos em um prédio, subindo escadas, como se desse acesso a uma cobertura. No caminho ele diz que tem vergonha de fazer pegação no banheiro e eu dou uma risada no estilo "me engana que eu gosto". Então, quando estou quase descobrindo o interesse real dele, ele continua a contar os degraus e sua fala inicia no número 69.

Na cobertura há uma pequena piscina. Ele se apresenta à instrutora, uma mulher gorda, baixa de meia idade. Ele diz de onde é e então me apresento a ela. Digo-lhe meu nome e ela já me diz "Ah, eu já te conheço. Eu também sou de Araruama". Aí eu a reconheço e começamos a conversar. Daí já estamos em um navio de cruzeiro e ela me diz que tinha arrumado um trabalho ali. No momento ela está com crianças em uma pequena piscina, mas ela garante que é possível praticar natação ali. E sorri feliz por saber que tanto eu e o narigudo gostamos do mesmo esporte. Saimos juntos, rindo como dois namorados com interesses em comum.

Ps: Ao acordar noto que o homem do sonho tem o rosto muito parecido com o do Pedrinho, ex jogador do Vasco nos anos 90.

Saturday, March 15, 2014

Caminhão baú

Estou em um certo lugar, que se parece com os fundos de uma casa, com um quintal bonito em que está minha irmã. Conversamos um pouco, enquanto ela parece preparar um churrasco. Oz me chama pra sair e eu fico no dilema se saio ou se fico ali conversando com ela, já que não a vejo há um certo tempo. Depois de algumas ponderações eu decido sair.
Então estou no alto de um caminhão-baú, sentado. Ele é dirigido por um homem que não me recordo quem era. Eu penso em ir para algum lugar de praia, plano, mas ele disse que antes passaremos pela serra. E o caminhão segue passando pela serra de Petrópolis, parando um um ponto e depois em outro. E o caminho é sinuoso e em certos momentos, o motorista se lembra de me perguntar se minha cabeça bate em alguma árvore, mas lhe digo que consigo me desviar delas de boa.

Este outro ponto é um sítio, uma chácara com uma casa muito bonita. Há poucas árvores nela e a paisagem é meio árida, diferente da exuberância que há na serra. O motorista fala para eu descer, mas que não demoraremos ali.

A casa então parece ser de amigos do Átilas de São Paulo e ele em certos momentos parece estar comigo e, quando o dono da casa chega, amigo dele, não.

O dono da casa é um homem grande, careca, gordo, alto, de cerca de 40 anos. Acho que já o tinha visto antes por conversas via Skype ou algo assim. Ele está vestido muito arrumadinho, de camisa polo, bermuda, tênis branco, meia.

Antes dele vir falar comigo ele vai fazer xixi no banheiro que fica bem junto à sala onde estou sentado. E me estranha o fato dele fazer isso de porta aberta. Eu curioso, observo, mas ele joga o corpo para frente, impossibilitando de que eu veja mais.

Então desse o primeiro rapaz, branco, magro, barbinha que se aproxima do dono da casa, que acabara de me cumprimentar rapidamente. Eles rapidamente esfregam os paus um do outro no banheiro e então saem. O rapaz se senta numa cadeira próxima a minha e o dono da casa sai.

Desce uma série de outros rapazes. Todos me parecem ser amantes do dono da casa. Alguns preferem cumprimentar o Átilas antes de vir falar comigo. Só um que fala espanhol vem falar comigo direto, em que eu respondo com um “Hola, como estás” e ele chama a atenção de alguns desses amantes, acho que o único rapaz negro entre eles, para vir falar comigo. Os cumprimentos são sempre sem força. Frágeis.
Daí o rapaz que está sentado na cadeira parece ser meu conhecido. Aparecem algumas meninas e uma delas senta no colo dele. Ela lembra da época em que ele era famoso e dizia que não tinha como acreditar no romance dele com uma garota, um romance de fachada, enquanto ela parece ser a namorada nova dele. Eu estranho tudo aquilo porque ela sabe que ele é gay, mas insiste em ser sua namorada.

Outras meninas aparecem e sinto que naquele lugar as pessoas usam drogas, mas evitam de fazê-lo na minha frente, coisa que comento com Átilas. E então chega uma outra moça que fala que experimentou maconha, mas que achou ridículo o estado em que ela ficou e eu levanto a mão para concordar com ela, por sermos, talvez, os únicos naquele grupo que não usam drogas ilícitas.


Mais pra frente, ela e outra moça falam a respeito da Larissa Maciel, de saber algo dela, de bastidores e eu comento que a única coisa relevante que ela fez na TV foi a minissérie Maísa, que depois ela foi pra Record onde ela não era ninguém. As meninas então me puxam pra conversa e continuam a trolar a atriz...

Tuesday, October 08, 2013

Cinemateca


Parece que estou em São Paulo indo em alguma cinemateca cult. O prédio possui rampas e é como um paralelepípedo vermelho, com paredes de vidro em sua volta e corrimões pretos. Eu entro para ver a sessão de um filme e na ante-sala vejo vários atores e atrizes conversando, enquanto, desesperado, tento achar a sala de projeção e não a encontro. Procuro as pessoas com quem eu havia marcado e não encontro ninguém. Tento ir ao prédio ao lado, que parece a casa França-Brasil, mas sei que não é lá, porque é no Rio e está fechada.

Lá pelas tantas uma porta que aparentemente estava oculta se abre. Era a sala de projeção e dela saem as pessoas que acabaram de ver um filme. Eu fico revoltado por ninguém ter me avisado. Lá dentro parece que havia um debate sobre o filme. Penso que ainda posso ver o que aconteceu, enquanto os créditos sobem, mas a palestrante informa que o debate também tinha acabado.

Volto revoltado para a ante-sala e vejo algumas pessoas com ar reprovador, entre elas duas atrizes. Uma delas parece ser a Penélope Cruz. Eu começo a esculachar todas, dizendo que sei dos podres de uma por uma e que ninguém por fazer aquela graça. Falo de um jeito arrogante e percebo que ali tem vários desafetos famosos meus.

Do lado de fora já não há rampas na frente da cinemateca. Chove. Eu chamo um amigo e ainda do lado de dentro, "montados" começamos a cantar "Express Yourself" da Madonna como forma de vingança aos meus desafetos. Na saída a música já termina e então mudamos, no meio da chuva, para uma performance de Vogue. O show é transmitido na tela de projeção do cinema.

Tento sair dali, mas parece que há um engarrafamento e, por sabotagem, o carro em que estou não sai do lugar. Vou para outro ponto.

Então estou em uma festa ou reunião. Encontro uma menina gorda que fala que é amiga do Átilas. Ela vai recordando a história comigo e diz que ele me adicionou rápido no "facebook" e que ela tinha levado muito mais tempo. Ela reclama dizendo que foi discriminada por ter repetido de ano uma vez e que esse critério estava errado porque eu também repeti de ano e ele não agiu da mesma forma.

Então digo a ela que eu repeti para entrar em outro colégio, que eu tinha sido aprovado, mas que a repetência foi um sacrifício que fiz pela família para entrar em um colégio público de boa qualidade. Então meu pai passa e peço a ele que confirma a história para a menina.


Friday, May 03, 2013

Paraquedista


Estou no Catete, em algum ponto da rua Correa Dutra e olho para o céu. Há duas luas nele, uma em fase minguante e outra cheia. Dali penso que na verdade é uma lua só e que a "cheia" é reflexo da "verdadeira".

Daí a lua "falsa" murcha como um balão e vejo a silhueta de um homem descendo de pára-quedas. No começo parece que ele vai cair direto no chão, mas uma pausa me indica que o pára-quedas vai se abrir e é o que acontece. Uma linha da "lua" falsa passa pelo meio da verdadeira.

Vou em direção ao provável local da queda, que presumo ser perto de onde eu morava. Ao chegar lá, estou  na antiga rua em que eu morava e há uma grupo de pequenas pessoas. Eu mais alto aceno para o paraquedista, que faz um sinal de que está tudo bem. Mas tento me aproximar dele enquanto pessoas do grupo o cumprimentam. São taxistas e caras da Rádio Globo que estão bem próximos à esquina da Ladeira de Nossa Senhora da Glória.

Então consigo chegar perto do paraquedista, que tira o capacete. Diferente da silhueta, que me mostrava um homem magro, vejo um homem de cerca de 40 anos, narigudo, forte, parrudo, como quem fizesse musculação. E ele está vestido com macacão parecido com os de piloto de corrida, com patrocínio da Red Bull (o touro vermelho é evidente). Ele me cumprimenta e diz que essas coisas são que dão estímulo para o trabalho dele. Comento algo sobre heroísmo e ele me abraça. Sinto o toque do pau dele na minha perna e percebo que tem "volume". Ele vai embora e volto pra casa, dessa vez já em Araruama, no trevo da Vassourama em direção pela estrada.

Tuesday, February 19, 2013

Pro Recreio


Estou com Osmar e Átilas em um ônibus. Estamos indo para algum ponto da Barra da Tijuca seguindo pela Estrada dos Bandeirantes que vai pela beira da praia. O ônibus está cheio e estamos em pé. Átilas consegue um lugar para sentar e, em certo ponto, há várias pessoas querendo descer e algumas perguntam para mim e Osmar: vocês grandões vão descer agora? E respondemos: no próximo! E há outros caras altos na porta do meio que abrem passagem para os passageiros descerem. Há duas saídas, a de trás e a do meio e me dou conta de que onde estou não interfere na saída, já que estou quase próximo da roleta.

Átilas pede para segurar minha mochila que está muito pesada. Nisso pergunto a Osmar onde devemos descer. Ele me diz que ainda é na Barra, mas que depende do ônibus. Aí eu aviso que aquela linha é que sempre faz uma curva de retorno em certo ponto e nos deixa em um lugar mais próximo da clínica onde ele quer descer. O ônibus segue em direção a leste e não faz o tal retorno, mesmo vendo a bifurcação. A estrada agora é de terra batida.

Fico preocupado por passarmos do ponto e pergunto a Osmar: vamos descer no próximo ponto e irmos andando? Mas ele não leva em consideração e continuamos o caminho em direção a leste. Depois, estamos os 3 em uma barraca de beira de estrada onde tem uma mesa e Osmar me pede 5 reais. Passo a ele, mas estou confuso com as notas e as coloco na mesa para organizar...acho que ele quer comprar uma Coca Cola. E depois começo a retirar todos os lápis do estojo e o Átilas me pergunta o que é e lhe digo que é o "inventário" do meu material que faço todo ano...e vejo a lapiseira azul quebrada. E continuo organizando o material.


Tuesday, January 29, 2013

You make me feel

Estou no ônibus na altura da amurada da Glória com Suiá e Sérgio. Me lembro de que estou passando em frente ao meu antigo prédio e de repente estamos com os uniformes do Pedro II e depois não estamos mais com eles. Estamos vestidos para uma festa.

Após comentarem algo subimos pela passagem do Rio Sul que vai subindo em uma rampa mais alta e parece que há uma festa durante o dia e Suiá está na porta me esperando. Conversamos algumas coisas e de repente entro.

Há um palco no qual encenaremos um musical. Está na minha hora e eu tenho que me apresentar e sou o protagonista daquela obra. Nisso Jesus Cristo está no musical fazendo o papel dele mesmo, sendo real. Há alguém que fala para ele me exorcizar e tirar o demônio de mim, já que estou para fazer um outing ali no palco. No momento em que Jesus resolve fazer isso eu estou com outras roupas e cantando os versos "You make me feel, mighty real" do Sylvester com olhar irônico e vitorioso para Jesus.


Thursday, January 10, 2013

Retorno

Estou em casa e as janelas estão fechadas. A campainha toca. De longe, olho uma criança pelo vidro, com uniforme vermelho de colégio. Chamo minha mãe, que finge escutar. Depois eu a aviso para atender e ela se faz de surda e pergunto se ela está dando uma de dona Jô. Ela então resolve atender a porta e vai dizendo que provavelmente aquela criança me procura. No entanto, não era para mim, era para ela.

A menina leva minha mãe até a parte próxima a portaria do condomínio e lá há duas crianças que o pai já tinha avisado a ela que elas iriam visitá-la. Minha mãe se diverte com elas e eu vou ver o computador.

Nele há mensagens de J. e S.. O primeiro diz que o último está namorando, como para me provocar, mas ao mesmo tempo S. já me dissera algo em suas mensagens e conversamos amigavelmente. De repente uma outra pessoas que parece ser de Friburgo me fala que pegou o carro e foi até Maricá fazer pegação, ao mesmo tempo em que essa pessoa me parece ser o próprio J mas ser mais alguém também. Ele me fala da diferença entre fazer isso de carro e a pé e me diz que a pé é melhor e tomo isso como uma sugestão.

O mesmo papo continua, só que agora com outro J. Ele me diz que estava em um lugar de pegação e que recebeu a cantada de um cara. Acompanho a história e penso inicialmente como uma traição ao A. Mas depois penso que não tem nada a ver, é a relação deles. Ai sou capaz de me ver dentro da casa da mãe de J com A. tentando cantar um cara sem sucesso, enquanto algo me diz que A está cheio de chifres. Estou lá na casa da mãe de A. é noite e está acontecendo uma festa.

De repente me dou conta que é dia e já estou indo embora indo para casa. Tento entender porque senti que conversei pouco com J e A. Me dou conta que chegara na casa no dia anterior para uma festa e que cheguei tarde da noite. Ai logo fomos dormir (me lembro de dona A arrumando os colchões) e que estava saindo de manhã cedo. Mas me parece ser tarde e tenho que voltar para Araruama. Me parece que estava saindo porque estava com pouca atenção dos anfitriões, mas parece que saio para chegar logo logo em casa.

Sunday, December 30, 2012

Casarão

Estou caminhando no fim do aterro com algumas pessoas. O Fernando está comigo e parece envelhecido. Ele faz um comentário e eu lhe digo que ele já passou por ali comigo antes.

Ele nega, mas afirmo enquanto minha mãe o questiona. Lá pelas tantas ele resmunga alto e diz que já passou ali, mas nunca com bichinhas atrapalhando seu caminho. Vejo duas bichas magrinhas fechando o caminho dele e depois elas se tornam duas pequenas colunas de tijolos.

O caminho termina e há pedras junto ao mar. Ele vai mais adiante para fazer xixi atravessando um muro com tijolos a mostra e de longe vejo um caminhão tipo trio elétrico com um palhaço me chamando.
Vou para junto do caminhão, mas me dou conta de que estou num casarão. Por fora ele parece o museu arqueológico de Araruama.

Caminho por ele junto com uma mulher de meia idade, branca, magra. Vamos até a parte de trás da casa onde tem um quintal com gente tocando samba. E o nosso objetivo era chegar ali. Agora era hora de voltarmos.

Tínhamos que buscar um lugar na casa. Pensamos no frigorífico pois estava muito quente. Mas nele tinha carne podre e os homens trabalhando na limpeza.

A mulher descobre um lugar na cozinha para ficar onde outras jovens vestidas com roupas brancas descascavam batatas. E eu prosseguia na minha busca.

Dai eu começo a andar por quartos. E parece um labirinto pois não acho saída. Num deles entro com a Juliana Paes. E na outra porta entra outra atriz parecida com ela e alguém tenta se lembrar do nome. Mas vejo que é a Juliana também.

Sigo pela casa labirinto e aí a Juliana fala que só com um mapa. Diz que estamos em Tomás Coelho ou Coelho da Rocha. Que a saida está ali perto e que pegando o ônibus podemos voltar para aquela casa. Eu já estou fora, no ponto e vejo a casa ao longe. É para lá que decido ir.


Sunday, August 19, 2012

Casa da Matriz












Estou na casa da Matriz. No segundo andar onde tem um canto menor. Encontro Roberta. Ela está usando uma blusa estampada justa no corpo.

Começamos a conversar e lá pelas tantas começo a passar cantadas nela. Ofereço-lhe uma cerveja ou alguma outra bebida que eu não me lembro agora.

Ela dá uma risada e ao mesmo tempo há uma parte minha que estranha. Ainda assim continuo com a minha investida...

Thursday, July 19, 2012

No apartamento

Estou em um apartamento. Meu apartamento novo em algum ponto do Rio que desconheço. Tem um aluno meu lá e quero mostrar-lhe o local, mas ele já está cansado e com sono e decide dormir na poltrona, mesmo sabendo que havia mais cômodos e com cama onde ele poderia descansar.

Olho a janela da frente da casa e vejo que tem uma vista bonita. Minha mãe está em um dos quartos e minha irmã em outro. Ela pede a minha companhia. Fico um pouco com ela e depois vou ver o resto do apartamento.

Olho a vista dos fundos e há uma paisagem plana, sem nada. Aquilo me faz sentir bem, a paisagem é bonita e tudo o mais.

Depois ergue-se um novo empreendimento imobiliário em frente à janela dos fundos. É um imenso conjunto residencial em Guarulhos voltado para a nova classe C. No andar de baixo há um centro comercial, acima dele os apartamentos e na esquerda vários túbulos gigantes, como os do Moinho Atlântico. Pergunto a um arquiteto amigo meu para que servem e não me lembro exatamente da resposta.

Em seguida aparecem umas bichas deslumbradas falando que esse meu amigo pegará as obras dos dois prédios, pois o que eu moro vai passar por reforma e pintura. De repente noto que a parte dos fundo onde estou é um corredor muito estreito e a visão do novo prédio e dos tubos me causam certa claustrofobia combinada com um medo de cair, já que a perspectiva dos tubos me dão uma noção maior de profundidade. As bichas dizem que cor deve estar a parte da minha varanda de trás e eu as olho com reprovação, achando aquilo de uma futilidade absurda. O arquiteto disse que se pegar aquelas obras, algo que ele não tem certeza (só as bichas) não vai mudar as cores, para não descaracterizar o projeto original do prédio que moro, que é antigo. Fico feliz e me dou conta que, de fato, aquele espaço é meu.

Payback












É noite e tenho que ir pro Osmar para Jacarepaguá. Ele me diz que temos que ir por São Cristóvão, pegar uma kombi em um determinado ponto e seguir até a estação de metrô. Depois ele me informa que deve descer em frente a um supermercado. Eu desconheço tudo, então deixo por conta dele o fato de saber onde devemos descer.

Carrego uma mochila preta mais cheia e entre algumas coisas há uma banda de melancia dentro dela.

Quando a Kombi chega, eu me sento no banco do carona, por estar com a mochila e achar que ali tem mais espaço. O motorista já alerta que não tem troco. Osmar lhe dá o dinheiro certo da passagem e tento ver se tenho trocado, mas não tenho. Dali eu peço 10 centavos restantes que faltam para o Osmar e ele me entrega um maço com 4 notas de 10 reais. pergunto o preço da passagem ao Osmar e ao motorista, que é R$5,75, que eu acho caro para uma distãncia curta. No entanto penso que se esperássemos o ônibus demoraríamos muito e justamente os motoristas das kombis cobravam esse preço por conta da demora dos ônibus. Devolvo-lhe trinta e digo-lhe que usarei os 10 para inteirar. De repente vem uma sequência de trocos e arranjos que no fim das contas consigo pagar a passagem e devolvo integralmente o dinheiro de Osmar.

Depois partimos por São Cristóvão, com ruas estreitas e cheias de prédios velhos. Depois ao descermos a sua mãe está no ponto de carro nos esperando só que ao entrar no carro na verdade estou sozinho com Alexandrina. Ela fala da dificuldade que é andar por ali a pé, pois sempre tem um cobrador da Kombi enchendo o saco querendo passageiros. E para quem está de carro, eles fazem a vez de flanelinhas e, para evitar o assédio delas, ela diz que está indo para o trabalho. Assim eles pensam que ela vai estacionar o carro na própria empresa, quando na verdade ela dá voltas no quarteirão, enquanto eu não chegava, como forma de despistar esses flanelinhas.

Wednesday, July 18, 2012

O velho



Parece cena de novela. Há dois homens em uma saleta de um apartamento de um velho rico. Eles conspiram algo e ao mesmo discutem. São comparsas.

De repente, em meio a uma discussão, um deles deixa cair do carpete um cristal. Parece ser bem caro, é feito de pedras preciosas. Um deles recolhe os pedaços e coloca-os dentro de um copo de vidro. E ele diz ao o outro: caia fora daqui. Estava excluindo-o do plano de ter a fortuna do velho rico.

Neste exato momento aparece o velho: "por que você está expulsando-o?". O que estava par ser expulso está perto de uma lareira com o copo na mão fingindo que bebe água. E o velho diz: "sei muito bem que vocês estão tramando contra mim e de mim não levarão nada".

O velho olha para o que está com o copo. Ele diz que está bebendo água, mas o velho sabe que ele está mentindo e que ali há os cristais. Então ele como para disfarçar, diz ao velho que estava protegendo os cacos ali para depois dar ao velho e evitar que ele fosse pego por espertalhões.

O velho pega o copo e diz que nenhum deles há de ficar com a fortuna dele. E que aqueles cristais valem milhões. E antes que alguém pense em pegá-los após a sua morte ele diz que deixou em testamento a sua vontade. E ele olha para mim.

Faz algumas perguntas sobre duas pessoas que estão comigo, onde elas moravam. E me faz a mesma pergunta e eu lhe respondo "Na Glória!". Ele olha surpreso para mim "Na Glória?" E eu digo "sim, do lado fo Hotel Glória, o sr deve conhecer". Ele diz que nunca esteve no hotel por dentro, mas o conhecia e acertou o nome do prédio onde morei bem como se recordava de meu pai. Daí ele faz qualquer pergunta sobre o tempo e restrinjo a resposta: "Morei lá durante 30 anos na verdade  e isso inclui o período de sua pergunta, de 18 a 27 anos. Hoje eu moro em Araruama". Daí ele me pergunta: "E não era exótico morar ali do lado do Hotel, de frente para o Aterro, praia..."

Eu lhe respondo: "Senhor, quando se mora em um lugar desde que eu nasci, nada me parece estranho, nada é exótico."  Resta ao velho, resignado, concordar.

Monday, June 25, 2012

Nudez na madrugada


Já é noite e desço uma rua em Laranjeiras. É a Belisário Távora, mas ela parece uma grande ladeira. Alguém me diz que vai até a metade dela e esperar o ônibus e reclama o fato dele não subir até lá. Critico esse mimimi dizendo que seria inviável e digo que vou até a rua da parte baixa esperar o ônibus.

Para chegar até embaixo o transporte usual são uns papelões que se desce como no skibunda. Pego um desses e desço em grande velocidade pela ladeira e a sensação é ótima.

Antes de atingir a rua principal paro próximo a um largo e tento ver a casa de um amigo de infância que morava ali, o Fábio. Mas me lembro de que ele se mudou há muitos anos para Belém do Pará.

Quando chego na rua percebo que estou vestindo só uma cueca cor de tom da pele. É madrugada e aparentemene não há muitas pessoas na rua, mas de repente me vejo vestido. Como em um flash back vejo como consegui as roupas.

Passo pela primeira casa, tento roubar uma peça de roupa no varal, mas não tem a que eu quero. Passo por outra na mesma rua de baixo e consigo uma camisa polo, meio que com uma âncira na estampa, algo de tema da marinha.

E assim de camisa e cueca ando mais tranquilo e alguém me diz que não há problema, que estou no Rio, uma cidade de praia e que estar daquele jeito é comum. Eu me sinto melhor e passo perto de um bar onde há pessoas bebendo cerveja e mesas na calçada. Percebo que todos me olham e me aplaudem, me acham bonito.