Sunday, June 24, 2012
Passagem
Estou no banheiro da minha casa. Confuso com um telefonema, que me diz "Odilon, temos que marcar o dia da nossa viagem". Não sei ao certo se devo ir para a casa de meu amigo antes disso, mas estou preocupado e acertamos os últimos detalhes.
De repente, para minha surpresa, me dou conta de que eu já estou de passagem comprada para Salavador.
Sinto um desejo forte, um tesão absurdo. Estou transando com alguém na pia do banheiro. Ele ali agachado e eu metendo. Eu vejo quem é e ao reconhecê-lo, puxo para perto de mim, o coloco de frente. Olho nos olhos e nos beijamos demoradamente, abraçados.
Saturday, April 28, 2012
Tesouras
Estou no meu quarto em Araruama. Encontro várias tesouras. As pessoas na sala sentem falta delas e eu apresento-lhes várias. Até a de cabo vermelho estava no meu quarto. Penso como foram parar lá, provavelmente para aparar a barba.
O impressionante é que há mais tesouras que o normal. De qualquer forma ficamos todos, eu e meus pais, felizes por tê-las encontrado. Incluindo a de cabo vermelho.
Ps: Esse é meu último sonho aos 33.
O impressionante é que há mais tesouras que o normal. De qualquer forma ficamos todos, eu e meus pais, felizes por tê-las encontrado. Incluindo a de cabo vermelho.
Ps: Esse é meu último sonho aos 33.
O show
Estou no ônibus 433. Ele corre em alta velocidade. Dou o sinal assim que ele passa pela curva em frente à amurada em frente ao prédio que morei. Temo que ele vai passar do ponto, já que a luz que indica pra descer apaga, não se mantém. Isso só acontece quando aperto a cigarra pela segunda vez, mas ele já está passando do ponto.
O ônibus para e para minha surpresa em frente à cabine da PM que ficava no próprio ponto de ônibus que eu tinha que descer. Desço e penso na possibilidade de agradecer ao motorista, pois na minha lembrança o ônibus já estava para sair quando o peguei e ele me esperou. No entanto, não o faço, pelo fato de não ter parado direito.
Sigo pela rua e vejo uma kombi com um palco montado tocando algo como forró ou tecnobrega, sei lá. Tem um pessoal bebendo e dançando. Paro perto pensando que teria algo divertido, mas não tem. Só algumas pessoas bebendo cerveja e o meu estranhamento pensando como os moradores daquela rua ainda não tinham impedido aquele show ou algo do tipo. E muitas tags aparecem na minha frente, todas em inglês para se referir àquele show.
Chego em frente ao prédio e vejo a janela do apartamento 12 aberta. Parece ser onde moro e escrevo com o dedo no ar uma das tags "4th floor". Só que escrevo ao contrário para que a pessoa que visse, meu pai, pudesse entender na ordem certa.
Meu pai aparece na portaria, com o uniforme, mas dá a volta e abre o portão de serviço. Penso em entrar por ali, quando o vejo já dobrando no fim do corredor, mas o meu medo em encontrar baratas no corredor me faz voltar para portaria.
Ao chegar lá meu pai vagarosamente abre a porta. Eu digo como foi a prova do concurso que fiz e porque estava chegando ás 21:30. Aquela prova estranhamente tinha começado só no fim da tarde, por isso levei um tempo maior. Mas na minha mente eu já tinha terminado às 18:00hs e fiquei fazendo algo na rua que eu não me lembrava do que era.
Thursday, April 19, 2012
Eu me encontro com o sr Pintor. Ele está diferente, o rosto parece ser de uma outra pessoa. Ele me diz que está fazendo exercícios e por isso está mais saradão. Estamos na calçada em frente à Praça do Lido, mas no sonho estamos em Ipanema.
Conversamos e pergunto-lhe uma série de coisas da família, da vida e do trabalho. Pergunto pelo estado de saúde de sua mãe enquanto entramos em um prédio antigo de portas de detalhes sinuosos, algo como art-nouveau. E quando chegamos no corredor rimos e percebemos o quanto eu sabia da vida dele.
Digo-lhe que era engraçado saber tanto se nós só tínhamos sexo. Mas o facebook possibilitara-me saber muitas coisas da vida dele e, por isso, finalmente tínhamos, também, assunto.
Ele me agarra no corredor com um beijo daqueles. Ao mesmo tempo estamos na mesma calçada onde nos encontramos. Ele segura a minha bunda com vontade e eu dou uma risada. Ri e me diz que mesmo sendo preferencialmente passivo estava com muito tesão nela. Continuamos nos beijando e nos esfregando.
Monday, April 16, 2012
Na fábrica
Estou no Paraná com o André e o Jonas, na casa deles. André reclama o fato de estar desempregado, pois tanto ele como o Jonas perderam o emprego na fábrica. Jonas está mais tranquilo, pois arrumou um emprego novo e fala de suas habilidades no antigo emprego.
Ele fala como era a fabricação dos biscoitos. Biscoitos Oreo. A imagem vem em flashback. Vejo pessoas trabalhando na fábrica e ele fazendo a supervisão e controle das máquinas. Me diz ainda como foi a transição que a internet causou ao reduzir o consumo de biscoitos e que ele se adaptou bem àquela nova situação, o que facilitou encontrar um novo emprego.
Na fábrica ele examina o estado dos biscoitos. Mesmo sem experiência, Jonas me fala do seu perfeccionismo e reclamava quando um funcionário não ajustava corretamente a máquina. A ponto dele sempre mandar fazer de novo os biscoitos, caso eles estivessem queimados. Uma bandeja de biscoitos queimados, amorenados aparece e ele manda refazer o serviço.
Sunday, February 05, 2012
A Duna
O casal de namorados no cemitério. Lá de cima ele vê a Lagoa, parece com a de Araruama em que a água azul faz um belo contraste com a areia branca em uma de suas enseadas à direita. Está preocupado, pois os pais estão se separando e ao que parece a mãe vai morar em uma cidade e o pai em outra. Só que ao que parece a outra cidade é a mesma onde ele está com a namorada, isto é, vão morar na mesma casa e ele se preocupa em saber como vai se adaptar a isso.
Lá mesmo do alto do cemitério junto com a namorada - cabe lembrar que essa ação ocorre durante o dia - ele vê uma trilha saindo do cemitério e lá embaixo ele vê que o pai está na cidade a sua procura. Ele não quer que o pai o veja com a namorada (parecida com a Jeniffer Lopez) por conta de diferença social entre eles, ele é rico, ela pobre. Então ele tem uma ideia de fugir pulando o muro da parte de trás do cemitério.
Ela pergunta a ele se vai dar certo, ele diz que sim que é um velho truque que ele usava quando criança para matar aula e que aquilo sempre dava certo. Eles partem para pular o muro só que do outro lado o pai dele já está lá e diz:
- Sabia que iria te achar aqui. Você sempre fugiu por aqui. Você é muito previsível.
Ela reclama, diz que ele deveria ter saído pela parte da frente do cemitério, passando pelo portão. Resta a ele sair com ela resignado com a ordem do pai para voltar para casa.
O que era uma volta resignada parece agora uma fuga. Eles estão passando por uma enorme duna que beira a lagoa e ao subir pela duna, no sopé, a moça fala qualquer coisa ruim sobre o pai dele. Ele a alerta dizendo que o pai tem câmeras de vigilância por todas as partes e dá um exemplo mostrando uma fita em VHS que está na areai, dizendo que cada fita daquela é um registro dessa vigília.
Há uma brincadeira metafórica em que ele imagina o pai recebendo essa fita do céu. Como se São Pedro ao invés da chuva comum, fizesse cair algumas fitas de vídeo do céu a pedido dele (o pai). Ela mais uma vez entra em dúvida pois um pai rico nos dias atuais usaria meios eletrônicos ao invés de fitas VHS.
Nesse momento é possível ver o pai se agachando pelas dunas atrás de cartões de memória ou algo parecido. Isso não fica claro.
Lá em cima, no alto da grande duna, o pai do rapaz conversa com seu pai (avô do jovem). Nesse momento pela conversa o pai já não é pai do rapaz e sim da moça que não é mais adulta, mas uma adolescente, que já não tem mais a aparência da Jenifer Lopez.
O avô parece saber muita coisa, enquanto conversa com o pai, preocupado com o fato de uma moça nova estar saindo com muitos rapazes, ao que o avô responde:
- Está preocupado? Ela já ficou com 500 rapazes.
- Está vendo pai, o motivo da minha preocupação, sendo ela tão jovem assim?
- Não a repreenda nem a controle. Eu na idade dela fiz a mesma coisa - o avô dá uma risada irônica para o filho dizendo que tinha ficado com 500 rapazes.
- Pai, isso é coisa que se diz a um filho?
- Estou só dizendo os fatos.
Ps: Durante a subida do casal pela areia eu ouvia uma das músicas dos Pet Shop Boys cujo nome eu havia me esquecido completamente. Ao acordar procurar pela música eu googlei a parte da letra que eu me lembrava "now it's the time of our lives..." Sendo que ao acordar me vinha a mente a parte "It's always forever in Heaven" em que o paraíso parecia ser essa grande duna com a lagoa sob o ponto de vista do pai. E a minha surpresa em saber como o inconsciente guarda informações.
Thursday, February 02, 2012
Condução
Na estrada, acho que em algum ponto em São Gonçalo, caminho com minha mãe e deliberamos sobre como voltarmos para casa. Em princípio estávamos indo para Ipanema e estamos vendo se vamos de taxi direto ou se pegamos o ônibus. A questão é que de taxi é mais dispendioso.
Encontro com o meu tio no caminho. Ele espera seu ônibus e pergunta que condução vamos tomar. Dizemos que vamos de taxi - para não ficar por baixo- e me preocupo quando passa um taxi amarelo em direção ao Rio vazio já que eu havia dito da dificuldade de pegar um taxi naquela estrada pois não queria que meu tio soubesse daquela dúvida sobre que condução pegar, pois aquilo seria denotar falta de grana.
Meu tio toma seu ônibus e seguimos eu e minha mãe pela estrada discutindo sobre a condução. Ela fala que não tá podendo, mas tanto eu quanto ela temos o dinheiro, mas estamos hesitantes para não gastá-lo. Até que decidimos pegar um taxi e paramos em um ponto de ônibus onde há muitas pessoas.
Parece que aquelas pessoas seguirão para São Cristóvão. Cogito de irmos juntos, pois lá já é Rio de Janeiro e fica mais fácil irmos para Ipanema. Em seguida para uma van sprinter do outro lado da estrada e aquelas pessoas se organizam em uma fila. Eu pergunto a razão e alguém me responde que aquela é a condução que vai deixar em frente ao Pavilhão de São Cristóvão e custa R$ 3,35. Eu fico confuso se pegarei ou não a van, pois acho que é impossível que caiba todas aquelas pessoas nela.
Nesse ponto eu estou na fila e quem está comigo é J.C. Há repórteres com câmeras relatando aquela situação e fala da dificuldade de se tomar um ônibus ali. Um ônibus - e não a van- para ali e as pessoas na fila já se preparam para pegá-lo. O repórter narra, dizendo que para pegar o ônibus vale a lei de quem tomar primeiro, algo como a lei do mais forte e que somente até a terceira pessoa a entrar no ônibus consegue entrar com calma.
A entrada do ônibus está próxima da parte onde estou. Assim sou a quarta pessoa a entrar nele junto com J.C. O repórter mesmo vi junto com o câmera mostrando a situação, mas entro tranquilamente no ônibus e me sento ao lado de JC em uma das primeiras cadeiras enquanto o ônibus vai enchendo.
Nesse momento tomo a mão dele o que o espanta. Digo-lhe que como ele já estava na fila há mais tempo, diferente de mim, alguns poderiam reclamar que furei fila. Mas como somos um casal entramos juntos. Que se fosse um homem e sua esposa/namorada etc ninguém reclamaria, então era para deixar claro que estávamos juntos. E nos damos as mãos.
O ônibus enche com várias pessoas em pé. Uns olham para nós de soslaio e outros estão indiferentes. O ônibus parte para seu destino.
Sunday, January 08, 2012
A floresta, o rio e o coronel
Passeio por uma floresta próxima ao antigo bairro onde moro. Ando por ela, vejo rios, pequenos córregos e por vezes uma vegetção fechada. Em dado momento paro na casa de minha tia Lucinha.
Há dois copos pequenos decorados com uma faixa roxa em cima da mesa. Era a casa de Itaguaí. Digo-lhe que andei até a uma cachoreira, mas não sabia se era mais próxima ou mais distante da que
andei quando tinha 13 anos. Ela me disse que quando se é mais novo as distâncias parecem maiores, pois na verdade eu tinha percorrido um caminho ainda maior.
Volto a andar pela mata, mas as águas estão barrentas e com cheiro de esgoto. Há muitas casas em volta e percebo que o esgoto da minha casa também sai naquele rio, para a minha trsiteza por
também estar poluindo. Decido então ir para a parte mais alta onde o rio ainda não está poluído e encontro as águas cristalinas que eu buscava.
Depois volto para casa e estou na parte de trás de um sítio ou uma fazenda. Pareço estar com meu pai. Um caboclo conversa conosco, diz que veio do interior de São Paulo. Fala algo como já ter
comido carne de cachorro e aquilo não me causa tanta estranheza. Ele decide sair e nos tranca no quarto, eu e o coronel da fazenda. Tento abrir a porta repetidas vezes, mas sem sucesso. O coronel
me parece tranquilo, pois ele sabe que tenho o celular no bolso.
Tiro o celular e o coronel liga para uns amigos dele da Polícia Federal. Parece que ao mesmo tempo sou eu que falo com os policiais, já que lhes pergunto se porte ilegal de arma é crime federal.
Os policiais respondem que sim e na minha cabeça vem a imagem do caboclo nos ameaçando com uma pistola. Os policiais perguntam se é para matar o caboclo e o coronel só lhes diz para prendê-lo.
Terminada a ligação o coronel me diz "Policiais chegando em 5, 4, 3.." Depois ele recomeça a contagem a partir do 9, 8...e no instante 1, a polícia chega. Mesmo preso sou capaz de ver toda a ação
de prisão que se dá quando os policiais pulam o muro baixo do sítio. Depois disso somos libertados e o coronel sorri com um ar tranquilo.
Há dois copos pequenos decorados com uma faixa roxa em cima da mesa. Era a casa de Itaguaí. Digo-lhe que andei até a uma cachoreira, mas não sabia se era mais próxima ou mais distante da que
andei quando tinha 13 anos. Ela me disse que quando se é mais novo as distâncias parecem maiores, pois na verdade eu tinha percorrido um caminho ainda maior.
Volto a andar pela mata, mas as águas estão barrentas e com cheiro de esgoto. Há muitas casas em volta e percebo que o esgoto da minha casa também sai naquele rio, para a minha trsiteza por
também estar poluindo. Decido então ir para a parte mais alta onde o rio ainda não está poluído e encontro as águas cristalinas que eu buscava.
Depois volto para casa e estou na parte de trás de um sítio ou uma fazenda. Pareço estar com meu pai. Um caboclo conversa conosco, diz que veio do interior de São Paulo. Fala algo como já ter
comido carne de cachorro e aquilo não me causa tanta estranheza. Ele decide sair e nos tranca no quarto, eu e o coronel da fazenda. Tento abrir a porta repetidas vezes, mas sem sucesso. O coronel
me parece tranquilo, pois ele sabe que tenho o celular no bolso.
Tiro o celular e o coronel liga para uns amigos dele da Polícia Federal. Parece que ao mesmo tempo sou eu que falo com os policiais, já que lhes pergunto se porte ilegal de arma é crime federal.
Os policiais respondem que sim e na minha cabeça vem a imagem do caboclo nos ameaçando com uma pistola. Os policiais perguntam se é para matar o caboclo e o coronel só lhes diz para prendê-lo.
Terminada a ligação o coronel me diz "Policiais chegando em 5, 4, 3.." Depois ele recomeça a contagem a partir do 9, 8...e no instante 1, a polícia chega. Mesmo preso sou capaz de ver toda a ação
de prisão que se dá quando os policiais pulam o muro baixo do sítio. Depois disso somos libertados e o coronel sorri com um ar tranquilo.
Saturday, January 07, 2012
No metrô
Estou dentro do metrô. Há muitas mulheres no vagão e meu amigo reclama pelo excesso de monanges ali, que o vagão estava ruim. Foi o momento que tive uma ideia ao ver um homem nu passando pela plataforma
Me dou conta de que estou no futuro e o nudismo é permitido. Então decido tirar a roupa no vagão como forma de afastar as mulheres dali de perto. Meu amigo acha estranho pois estamos no futuro e ninguém se incomodaria com aquilo. Apenas lhe digo que mesmo no futuro ainda há muitos tabus sexuais. Tiro a roupa e o plano dá certo.
Ao descermos da plataforma meu amigo me lembra de que tenho que continuar nu, para parecer um nudista de fato e não de ocasião. Sigo em frente e vejo que uma das mulheres resolve denunciar a mim e o homem da plataforma por estarmos nus, mas ela imediatamente é presa, pois nas leis do futuro aquele tipo de preconceito é proíbido.
Me dou conta de que estou no futuro e o nudismo é permitido. Então decido tirar a roupa no vagão como forma de afastar as mulheres dali de perto. Meu amigo acha estranho pois estamos no futuro e ninguém se incomodaria com aquilo. Apenas lhe digo que mesmo no futuro ainda há muitos tabus sexuais. Tiro a roupa e o plano dá certo.
Ao descermos da plataforma meu amigo me lembra de que tenho que continuar nu, para parecer um nudista de fato e não de ocasião. Sigo em frente e vejo que uma das mulheres resolve denunciar a mim e o homem da plataforma por estarmos nus, mas ela imediatamente é presa, pois nas leis do futuro aquele tipo de preconceito é proíbido.
O professor
Em uma sala de aula eu estou para ssumir uma nova posição. Eu discuto com o próprio sonho que daquela vez vou assumir a minha real posição que é a de professor. Os alunos parecem bem interessados.
Do lado de fora vejo uma velha ou um velho que em tese seriam os professores mas impeço o acesso deles, mostrando que aquele é o meu lugar.
Apresento para a turma o tema da aula: REGRESSO. Tento fazer um brainstorming com cada um deles sobre o que isso significa, mas sem grande sucesso. A ponto de eu ter que pegar um aluno alto, me parece um adolescente e faço ele andar pra frente e para trás para mostrar o significado da palavra.
Então lhes apresento qual a relação do tema com a aula e que discutiremos três pontos fundamentais sobre essa palavra "regresso". Digo-lhes que elas tem relação com o Amor, Obsessão e Saudade e isso se torna um livro, um best-seller.
Do lado de fora vejo uma velha ou um velho que em tese seriam os professores mas impeço o acesso deles, mostrando que aquele é o meu lugar.
Apresento para a turma o tema da aula: REGRESSO. Tento fazer um brainstorming com cada um deles sobre o que isso significa, mas sem grande sucesso. A ponto de eu ter que pegar um aluno alto, me parece um adolescente e faço ele andar pra frente e para trás para mostrar o significado da palavra.
Então lhes apresento qual a relação do tema com a aula e que discutiremos três pontos fundamentais sobre essa palavra "regresso". Digo-lhes que elas tem relação com o Amor, Obsessão e Saudade e isso se torna um livro, um best-seller.
A professora
Ha um aluno na sala de aula, Frances. Diane Keaton é a professora. O rapaz loiro, o tal aluno, deve ser um ator e ao que consta parecia precisar de outra aula. De qualquer forma os alunos são dispensados pela professora e receoso o loiro vai conferir a nota da prova de francês.
Ela começa a explicar dizendo que faltou a compreensão das diferenças entre as formas faladas do francês. Lá pelas tantas cita uma suposta etimologia da palavra "beaucoup" na forma como é dita na Bélgica. Ela diz que coup vem de coq que siginifica "galo" em francês , mas que outros casos significa "muito". Beaucoup seria uma beleza neste "muito" ou mais que muito. E ela anota toda essa explicação eum uma lousa grande.
Ela começa a explicar dizendo que faltou a compreensão das diferenças entre as formas faladas do francês. Lá pelas tantas cita uma suposta etimologia da palavra "beaucoup" na forma como é dita na Bélgica. Ela diz que coup vem de coq que siginifica "galo" em francês , mas que outros casos significa "muito". Beaucoup seria uma beleza neste "muito" ou mais que muito. E ela anota toda essa explicação eum uma lousa grande.
Monday, November 28, 2011
No apartamento
No apartamento de Osmar olho da janela para aquele do outro lado da rua. Só que desta vez está diferente. Não é aquele apartamento grande dos rapazes enamorados. Lá o apartamento é funcional. Descubro isso porque há uma mulher conversando com o porteiro, provavelmente marido dela, enquanto ele ajeita a roupa como quem está indo trabalhar.
Osmar olha em outra janela enquanto fuma um cigarro. Pergunto a ele o porquê da mudança e ele me diz, olhando para a rua "se esqueceu de que aqui é o apartamento novo?" Vista da janela para a rua é só essa do meu quarto. Volto para a sala que não é mais a mesma e na janela vejo o ap do porteiro separado por um corredor. Osmar está preocupado se não foi estranho eles me verem olhando pela janela. Eu digo pra ele ficar tranquilo e quando volto a olhar para lá puxo papo com o porteiro, para disfarçar o meu voyerismo.
Comento com ele que durante anos morei em um apartamento como o dele, mas ficava no térreo. Dizia que era diferente estar um um apartamento na cobertura, que tinha mais qualidade de vida morar daquele jeito. Ele parece me entender. O porteiro é branco, baixo, com quase quarenta anos, o cabelo castanho claro tem uma leve calvície e reparo efetivamente que ele é um homem bonito.
Daí Osmar me pede para eu descer e ver efetivamente se está fazendo sol para irmos à praia. Digo a ele que descerei e depois subo para informar. Ele me diz que está bem que enquanto isso ele toma um banho. Mas fico preocupado em ter que descer, subir de novo em segundos, encher o saco do outro porteiro. Decido então descer e esperar Osmar lá embaixo de uma vez. Mas penso: e se não tiver clima bom para a praia? Uso então meus poderes: peço licença ao Osmar por alguns instantes e mentalizo. Sou capaz de projetar minha visão até a praia e digo que sim, ela está cheia e tem sol. Chego a dar alguns detalhes sobre quem está lá.
Do lado de fora na rua duas mulheres no carro. A chuva está fina, e elas tentam tirar o embaçado do vidro. Só que eu lhes digo que essa tarefa é impossível pois uma delas está fumando e que aquela fumaça de cigarro embaça o vidro do carro, por mais que eles tentem limpá-lo.
Osmar olha em outra janela enquanto fuma um cigarro. Pergunto a ele o porquê da mudança e ele me diz, olhando para a rua "se esqueceu de que aqui é o apartamento novo?" Vista da janela para a rua é só essa do meu quarto. Volto para a sala que não é mais a mesma e na janela vejo o ap do porteiro separado por um corredor. Osmar está preocupado se não foi estranho eles me verem olhando pela janela. Eu digo pra ele ficar tranquilo e quando volto a olhar para lá puxo papo com o porteiro, para disfarçar o meu voyerismo.
Comento com ele que durante anos morei em um apartamento como o dele, mas ficava no térreo. Dizia que era diferente estar um um apartamento na cobertura, que tinha mais qualidade de vida morar daquele jeito. Ele parece me entender. O porteiro é branco, baixo, com quase quarenta anos, o cabelo castanho claro tem uma leve calvície e reparo efetivamente que ele é um homem bonito.
Daí Osmar me pede para eu descer e ver efetivamente se está fazendo sol para irmos à praia. Digo a ele que descerei e depois subo para informar. Ele me diz que está bem que enquanto isso ele toma um banho. Mas fico preocupado em ter que descer, subir de novo em segundos, encher o saco do outro porteiro. Decido então descer e esperar Osmar lá embaixo de uma vez. Mas penso: e se não tiver clima bom para a praia? Uso então meus poderes: peço licença ao Osmar por alguns instantes e mentalizo. Sou capaz de projetar minha visão até a praia e digo que sim, ela está cheia e tem sol. Chego a dar alguns detalhes sobre quem está lá.
Do lado de fora na rua duas mulheres no carro. A chuva está fina, e elas tentam tirar o embaçado do vidro. Só que eu lhes digo que essa tarefa é impossível pois uma delas está fumando e que aquela fumaça de cigarro embaça o vidro do carro, por mais que eles tentem limpá-lo.
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Tuesday, November 01, 2011
A Pilastra
Estou na Praça XV, na estação das barcas indo para Niterói. Compro o meu ingresso e vou para as roletas. A maior parte delas está com filas e uma das poucas vazias possui uma pilastra no meio. Decido arriscar a sorte e tentar passar. Penso que se não der certo pego meu bilhete de volta e passo por outra roleta.
A pilastra tem diâmetro grande e eu, gordo, não consigo passar. O estilo dela é clássico, na verdade se assemelhando aos pilotis do Niemeyer, como os da PUC ou do Hospital da Lagoa. A roleta eletrônica devolve meu ingresso, mas sei que ele está inválido. Preciso falar com um dos agentes da estação para passar não pelas roletas, mas por uma das aberturas das grades, as que eles permitem passar idosos, deficientes etc.
Na minha frente passa uma moça, dentro da estação que não tinha conseguido passar pela roleta (sim, há um paradoxo nisso) e o agente a leva justamente para tal passagem. Ela consegue passar por lá enquanto eu espero a minha vez de ser atendido para passar por ali.
A pilastra tem diâmetro grande e eu, gordo, não consigo passar. O estilo dela é clássico, na verdade se assemelhando aos pilotis do Niemeyer, como os da PUC ou do Hospital da Lagoa. A roleta eletrônica devolve meu ingresso, mas sei que ele está inválido. Preciso falar com um dos agentes da estação para passar não pelas roletas, mas por uma das aberturas das grades, as que eles permitem passar idosos, deficientes etc.
Na minha frente passa uma moça, dentro da estação que não tinha conseguido passar pela roleta (sim, há um paradoxo nisso) e o agente a leva justamente para tal passagem. Ela consegue passar por lá enquanto eu espero a minha vez de ser atendido para passar por ali.
Thursday, July 14, 2011
A Nina do 24 Horas està matando uma série de pessoas. É o começo da segunda temporada e eu nao compreendo, pois não sei se ela morre no fim da primeira temporada ou da segunda.
Eu a vigio e ao mesmo tempo fujo dela. Tem varias pessoas morrendo, mas ha uma mulher que sempre escapa dela mesmo sem entender o que acontece. Ela sempre tem sorte e escapa.
A mulher é reduzida de tamanho e desce por uma corda que na verdade està ligada à Nina. Ela entra pela janela e ve a Nina procurando alguém para matar. Nos escondemos eu e a mulher dentro de um vídeo cassete. Lá dentro vemos o movimento da vilã e peço silencio à mulher que està comigo para ficarmos quietos para que não sejamos descobertos.
Eu a vigio e ao mesmo tempo fujo dela. Tem varias pessoas morrendo, mas ha uma mulher que sempre escapa dela mesmo sem entender o que acontece. Ela sempre tem sorte e escapa.
A mulher é reduzida de tamanho e desce por uma corda que na verdade està ligada à Nina. Ela entra pela janela e ve a Nina procurando alguém para matar. Nos escondemos eu e a mulher dentro de um vídeo cassete. Lá dentro vemos o movimento da vilã e peço silencio à mulher que està comigo para ficarmos quietos para que não sejamos descobertos.
A revelação
Ele fala comigo ao telefone e diz que tem algo a me revelar: Odilon, eu agora posso te dizer, na verdade sou adotado. Fico perplexo, dada sua semelhança com seus pais e irmão. Digo-lhe que nao precisava ter vergonha ja que temos um amigo em comum que também é adotado e que ele mesmo sabia que aquilo era natural pra mim e que não havia necessidade do segredo. Ele concorda e enquanto converso com ele no telefone vejo a sua imagem na tela do celular, bem como a de sua família.
A revelação
Ele fala comigo ao telefone e diz que tem algo a me revelar: Odilon, eu agora posso te dizer, na verdade sou adotado. Fico perplexo, dada sua semelhança com seus pais e irmão. Digo-lhe que nao precisava ter vergonha ja que temos um amigo em comum que também é adotado e que ele mesmo sabia que aquilo era natural pra mim e que não havia necessidade do segredo. Ele concorda e enquanto converso com ele no telefone vejo a sua imagem na tela do celular, bem como a de sua família.
Friday, July 08, 2011
White Palace

Ai só me lembro que andava naquele lugar cercado por palácios brancos e ao lado parecia ter quadras poliesportivas como as do Vasco, lá na Glória. E onde era para ter quadras de tênis, há cemitérios. E os palácios são igrejas onde ocorrem casamentos. Pessoas choram, pessoas contentes, parece que aquele é o lugar para isso acontecer. Lembro-me do filme "quatro casamentos e um funeral".
Eu o vejo se aproximando. Na verdade ele são três que conheço, dois atores e o Segundo Paulista ali hibridos em um só. Cabelos pretos encaracolados, lindo! Ali fora ele está para um casamento que não é o dele, pois ele já é casado com uma mulher. Há um mural do lado de fora da igreja-palácio com fotos do casamento dele, como aqueles que ficam na porta de estúdios fotográficos.
Entro em um desses palácios e lá dentro Fabiana me diz algo e vejo, pelo vidro, o mar de Cabo Frio. Parece que iremos para lá mais tarde, mas outra mulher me chama para uma das salas onde não sei se há um reunião ou velório. Sei que tenho que ir para uma outra sala exatamente igual a que eu estava no canto oposto. Lá há uma chave de energia que tenho que desligá-la e assim o faço. Off!
Thursday, February 03, 2011
A Lenda do Camarão
Estou com o Vali no shopping e passamos pela Vivenda do Camarão para comermos algo. Ele chama o lugar de "a lenda do camarão" pelo fato dos salgados não terem muito camarão no recheio, só traços. Eu digo-lhe que apesar de não gostar de camarão, acho aquilo um desaforo.
A balconista destrata o Vali e todos que reclamam disso. Ao fazer meu pedido ja a aviso de que exijo respeito no tratamento. Na medida que ela vai resmungando ao colocar o meu refrigerante eu corto-a dizendo que sou cliente e devo ser bem tratado. Ao colocar meu empadao na bandeja junto com o refrigerante ela tenta reclamar de mais alguma coisa só que eu, após olhar minha imagem refletida em algum ponto do balcão, começo a explicar à balconista de como ela deve atender as pessoas.
Eu faço perguntas a ela, na maioria retóricas: quem paga o seu salário? o dono da loja. Para o dono ter o dinheiro? precisa dos clientes. Por isso vc precisa trata-los bem. Mas estou de mau humor e não sou obrigada. Entao ta. Você tem filhos? Sim tenho um filho. E ele depende de vc? Tem meu marido que ganha o salário dele...Mas seu filho também depende de você. Sim é verdade.
A partir desse momento a tensão do papo diminui e vira uma conversa, um aconselhamento. Eu digo a ela que se ela trata bem as pessoas ela mantém o emprego dela, aumenta a clientela e as gorjetas. E ela passa a concordar comigo quando digo que uma outra vendedora simpática pode passar-lhe a perna e ganhar mais que ela.
A Liza Minelli chega e digo para a balconista me referindo a Liza: a Isabel vai cuidar de você agora. Liza cuida dela porque vc é mulher e tem mais sensibilidade, ou melhor, não é que mulheres são mais sensíveis, mas tem coisas que só uma conversa entre mulheres ajuda. Ja fiz a minha parte no aconselhamento terapêutico. Liza ri e eu após passar pro lado de fora do balcão como quem passa pela corda na dança da cordinha vou embora e me encontro com meus velhos amigos de Pedro II.
A balconista destrata o Vali e todos que reclamam disso. Ao fazer meu pedido ja a aviso de que exijo respeito no tratamento. Na medida que ela vai resmungando ao colocar o meu refrigerante eu corto-a dizendo que sou cliente e devo ser bem tratado. Ao colocar meu empadao na bandeja junto com o refrigerante ela tenta reclamar de mais alguma coisa só que eu, após olhar minha imagem refletida em algum ponto do balcão, começo a explicar à balconista de como ela deve atender as pessoas.
Eu faço perguntas a ela, na maioria retóricas: quem paga o seu salário? o dono da loja. Para o dono ter o dinheiro? precisa dos clientes. Por isso vc precisa trata-los bem. Mas estou de mau humor e não sou obrigada. Entao ta. Você tem filhos? Sim tenho um filho. E ele depende de vc? Tem meu marido que ganha o salário dele...Mas seu filho também depende de você. Sim é verdade.
A partir desse momento a tensão do papo diminui e vira uma conversa, um aconselhamento. Eu digo a ela que se ela trata bem as pessoas ela mantém o emprego dela, aumenta a clientela e as gorjetas. E ela passa a concordar comigo quando digo que uma outra vendedora simpática pode passar-lhe a perna e ganhar mais que ela.
A Liza Minelli chega e digo para a balconista me referindo a Liza: a Isabel vai cuidar de você agora. Liza cuida dela porque vc é mulher e tem mais sensibilidade, ou melhor, não é que mulheres são mais sensíveis, mas tem coisas que só uma conversa entre mulheres ajuda. Ja fiz a minha parte no aconselhamento terapêutico. Liza ri e eu após passar pro lado de fora do balcão como quem passa pela corda na dança da cordinha vou embora e me encontro com meus velhos amigos de Pedro II.
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Wednesday, October 20, 2010
Gincana

Era hora de chegar junto com a Márcia, ainda que não fosse exatamente ela. Tinha algo de diferente nela, ou seja, não era feia. O mesmo acontecia com o da mãe dela, ao abrir a porta.
Cometo um erro que parece costumeiro. Esqueço-me de que na porta principal do predinho tijucano de poucos andares é do consultório de uma psicóloga que abre a porta e me avisa do erro: eu deveria bater na porta lateral, onde há uma plastificada e jovial mãe de Márcia. Ela está envergonhada em abrir a sua casa para visitas, senão ela receberia muito bem as visitas, diferente de outras vezes. Foi isso que me fez ter medo de sua reação em outras vezes.
A psicóloga lá da outra porta, que dava para um pequeno quintal me pergunta "você é profissional de saúde?". Digo-lhe que todos nós independentemente da área que trabalhamos, ela clínica, eu social, lidamos com saúde". Ela retruca pelo fato de não trabalharmos em hospital e eu a menosprezo dizendo-lhe que ela não sabe o real significado da profissão.
Ela decide dar-nos uma missão como uma gincana. Há uma instituição de caridade, um orfanato para o qual doaremos uma garrafa de vinho. Márcia me entrega uma garrafa de vinho de boa qualidade em uma embalagem vagabunda de plástico, como aqueles de 5 L.
Desço a rua com o vinho na mãe com outras pessoas (Márcia já está fora) e passamos pela rua principal em Cabo Frio. Sem ter noção de onde iríamos seguimos pela direita. A Maíra, que está com o grupo, aponta o caminho supostamente certo pela esquera. Seguimos, ela um pouco mais a frente.
Há um posto de gasolina para onde ela carrega o vinho e, atrás dele, há uma casa de madeira que julgo ser o orfanato.
O grupo fico mais atrás e vou para perto dela para confirmar a minha suspeita sobre a casa. Descubro que ali é de fato o orfanato, mas ela racha a garrafa de vinho e coloca outra no lugar para chegar no orfanato e dizer a todos que quem providenciou o vinho foi ela.
Nos juntamos ao grupo que está parado em uma esquina. Na parte de trás há um daqueles prédios recuados e com pilotis como os de Curitiba. Eu aproveito e digo a todos o que Maíra fez e desmoralizo-a na frente de todos, xigando-a muito, apontando-lhe o dedo. Digo que não posso chamá-la de piranha, pois as piranhas possuem mais dignidade do que ela.
Desço a rua pela direita onde no fim tem uma praia. Subo a rua e encontro adolescentes namorando encostados nas árvores, sendo que um casal está sob um tronco de uma delas. Digo a este casal que logo vou embora - os adolescentes estão sob minha tutela - e que ele deve passar a informação aos demais.
Saturday, October 16, 2010
Sobre o Moinho, a ponte e a música

Tenho poderes de voar sobre a Ponte Rio Niterói, ainda que sem asas. Ao lado dela só há prédios entre eles o do Moinho Fluminense com letras pintadas em vermelho indicando o seu nome. Tem uma voz que me desafia a voar até lá, bem no alto. Venta bastante por lá e passar por aquelas estruturas, a cadeia de prédios enormes e a ponte, voar entre eles, é um grande desafio.
Na letra "O" do Moinho descubro uma espécie de escotilha em que há pessoas lá dentro observando a paisagem. Algo que parece ora com fundo de livraria, ora um planetário, ora uma construção que vi em um prédio no centro de Chicago em que há uma sala de uma estrutura para manter o equilíbrio de um arranha-céu. Um homem e um menino observam a paisagem, com o mais velho ensinando algo que eu desconheço.
Ao voar desafio a voz, os deuses, ou Deus, sejá lá o que for nesse sentido. Penso: se um avião colidir contra esse prédio, como seria impacto. Em seguida como em um trailer de possibilidades o acidente acontece e estou dentro de um ônibus que passa na ponte. Ali no ônibus penso em outras possibilidades: ou ele acelera, ou ele para ou ainda é capaz de voltar para trás. Os pneus voam pegando fogo como no clipe do Gorillaz. Depois penso em outra possibilidade: um dos pilares da ponte se racha. Isso ocorre de fato e o ônibus volta para trás.
Ainda na ponte, na volta, estou sobre o asfalto e encontro alguns amigos do colégio. Vejo o ônibus 741-D com a parte da frente estilhaçada e com as rodas de trás para cima. Pergunto ao Cleiton ou ao Jefre as horas e um deles me responde que são 18:21. Digo-lhes que tive um livramento, enquanto levanto as mãos para o céu e agradeço a Deus, repetindo sem parar sobre a graça alcançada, já que os olhares de todos no grupo são incrédulos. Cleiton me diz que é terça feira, dia de pegar o ônibus e que era incomum eu estar ali. Digo que é meu dia de estar ali sime aviso a alguém do meu lado que ele poderia estar ali, naquele ônibus, junto comigo.
De repente não estão mais aquelas pessoas comigos, mas alguém parecido com o J que insiste para que cantemos. Começamos a cantar "um homem pra chamar de seu". No começo sai tudo errado e desafinamos ao p-onto de pensar que ele quer cantar solo. No entanto, afino a voz e cantamos juntos. Parece que alguém tem uma câmera digital e quer jogar no youtube o dueto. Acho graça e continuamos a cantar, como na versão da Marina. Rimos muito e quando alguém diz que a filmagem é para valer, ele canta a primeira estrofe e eu a segunda. Lembro que em determinado momento canto "procuro a espada do seu salvador" e de bricadeira aperto-lhe por cima do short, enquanto achamos graça daquilo. No fim das contas ao imaginar que aquela cantoria vai parar na internet percebo que aquilo terá muito sucesso e ao mesmo tempo será muito ridicúlo.
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