Sunday, February 05, 2012
A Duna
O casal de namorados no cemitério. Lá de cima ele vê a Lagoa, parece com a de Araruama em que a água azul faz um belo contraste com a areia branca em uma de suas enseadas à direita. Está preocupado, pois os pais estão se separando e ao que parece a mãe vai morar em uma cidade e o pai em outra. Só que ao que parece a outra cidade é a mesma onde ele está com a namorada, isto é, vão morar na mesma casa e ele se preocupa em saber como vai se adaptar a isso.
Lá mesmo do alto do cemitério junto com a namorada - cabe lembrar que essa ação ocorre durante o dia - ele vê uma trilha saindo do cemitério e lá embaixo ele vê que o pai está na cidade a sua procura. Ele não quer que o pai o veja com a namorada (parecida com a Jeniffer Lopez) por conta de diferença social entre eles, ele é rico, ela pobre. Então ele tem uma ideia de fugir pulando o muro da parte de trás do cemitério.
Ela pergunta a ele se vai dar certo, ele diz que sim que é um velho truque que ele usava quando criança para matar aula e que aquilo sempre dava certo. Eles partem para pular o muro só que do outro lado o pai dele já está lá e diz:
- Sabia que iria te achar aqui. Você sempre fugiu por aqui. Você é muito previsível.
Ela reclama, diz que ele deveria ter saído pela parte da frente do cemitério, passando pelo portão. Resta a ele sair com ela resignado com a ordem do pai para voltar para casa.
O que era uma volta resignada parece agora uma fuga. Eles estão passando por uma enorme duna que beira a lagoa e ao subir pela duna, no sopé, a moça fala qualquer coisa ruim sobre o pai dele. Ele a alerta dizendo que o pai tem câmeras de vigilância por todas as partes e dá um exemplo mostrando uma fita em VHS que está na areai, dizendo que cada fita daquela é um registro dessa vigília.
Há uma brincadeira metafórica em que ele imagina o pai recebendo essa fita do céu. Como se São Pedro ao invés da chuva comum, fizesse cair algumas fitas de vídeo do céu a pedido dele (o pai). Ela mais uma vez entra em dúvida pois um pai rico nos dias atuais usaria meios eletrônicos ao invés de fitas VHS.
Nesse momento é possível ver o pai se agachando pelas dunas atrás de cartões de memória ou algo parecido. Isso não fica claro.
Lá em cima, no alto da grande duna, o pai do rapaz conversa com seu pai (avô do jovem). Nesse momento pela conversa o pai já não é pai do rapaz e sim da moça que não é mais adulta, mas uma adolescente, que já não tem mais a aparência da Jenifer Lopez.
O avô parece saber muita coisa, enquanto conversa com o pai, preocupado com o fato de uma moça nova estar saindo com muitos rapazes, ao que o avô responde:
- Está preocupado? Ela já ficou com 500 rapazes.
- Está vendo pai, o motivo da minha preocupação, sendo ela tão jovem assim?
- Não a repreenda nem a controle. Eu na idade dela fiz a mesma coisa - o avô dá uma risada irônica para o filho dizendo que tinha ficado com 500 rapazes.
- Pai, isso é coisa que se diz a um filho?
- Estou só dizendo os fatos.
Ps: Durante a subida do casal pela areia eu ouvia uma das músicas dos Pet Shop Boys cujo nome eu havia me esquecido completamente. Ao acordar procurar pela música eu googlei a parte da letra que eu me lembrava "now it's the time of our lives..." Sendo que ao acordar me vinha a mente a parte "It's always forever in Heaven" em que o paraíso parecia ser essa grande duna com a lagoa sob o ponto de vista do pai. E a minha surpresa em saber como o inconsciente guarda informações.
Thursday, February 02, 2012
Condução
Na estrada, acho que em algum ponto em São Gonçalo, caminho com minha mãe e deliberamos sobre como voltarmos para casa. Em princípio estávamos indo para Ipanema e estamos vendo se vamos de taxi direto ou se pegamos o ônibus. A questão é que de taxi é mais dispendioso.
Encontro com o meu tio no caminho. Ele espera seu ônibus e pergunta que condução vamos tomar. Dizemos que vamos de taxi - para não ficar por baixo- e me preocupo quando passa um taxi amarelo em direção ao Rio vazio já que eu havia dito da dificuldade de pegar um taxi naquela estrada pois não queria que meu tio soubesse daquela dúvida sobre que condução pegar, pois aquilo seria denotar falta de grana.
Meu tio toma seu ônibus e seguimos eu e minha mãe pela estrada discutindo sobre a condução. Ela fala que não tá podendo, mas tanto eu quanto ela temos o dinheiro, mas estamos hesitantes para não gastá-lo. Até que decidimos pegar um taxi e paramos em um ponto de ônibus onde há muitas pessoas.
Parece que aquelas pessoas seguirão para São Cristóvão. Cogito de irmos juntos, pois lá já é Rio de Janeiro e fica mais fácil irmos para Ipanema. Em seguida para uma van sprinter do outro lado da estrada e aquelas pessoas se organizam em uma fila. Eu pergunto a razão e alguém me responde que aquela é a condução que vai deixar em frente ao Pavilhão de São Cristóvão e custa R$ 3,35. Eu fico confuso se pegarei ou não a van, pois acho que é impossível que caiba todas aquelas pessoas nela.
Nesse ponto eu estou na fila e quem está comigo é J.C. Há repórteres com câmeras relatando aquela situação e fala da dificuldade de se tomar um ônibus ali. Um ônibus - e não a van- para ali e as pessoas na fila já se preparam para pegá-lo. O repórter narra, dizendo que para pegar o ônibus vale a lei de quem tomar primeiro, algo como a lei do mais forte e que somente até a terceira pessoa a entrar no ônibus consegue entrar com calma.
A entrada do ônibus está próxima da parte onde estou. Assim sou a quarta pessoa a entrar nele junto com J.C. O repórter mesmo vi junto com o câmera mostrando a situação, mas entro tranquilamente no ônibus e me sento ao lado de JC em uma das primeiras cadeiras enquanto o ônibus vai enchendo.
Nesse momento tomo a mão dele o que o espanta. Digo-lhe que como ele já estava na fila há mais tempo, diferente de mim, alguns poderiam reclamar que furei fila. Mas como somos um casal entramos juntos. Que se fosse um homem e sua esposa/namorada etc ninguém reclamaria, então era para deixar claro que estávamos juntos. E nos damos as mãos.
O ônibus enche com várias pessoas em pé. Uns olham para nós de soslaio e outros estão indiferentes. O ônibus parte para seu destino.
Sunday, January 08, 2012
A floresta, o rio e o coronel
Passeio por uma floresta próxima ao antigo bairro onde moro. Ando por ela, vejo rios, pequenos córregos e por vezes uma vegetção fechada. Em dado momento paro na casa de minha tia Lucinha.
Há dois copos pequenos decorados com uma faixa roxa em cima da mesa. Era a casa de Itaguaí. Digo-lhe que andei até a uma cachoreira, mas não sabia se era mais próxima ou mais distante da que
andei quando tinha 13 anos. Ela me disse que quando se é mais novo as distâncias parecem maiores, pois na verdade eu tinha percorrido um caminho ainda maior.
Volto a andar pela mata, mas as águas estão barrentas e com cheiro de esgoto. Há muitas casas em volta e percebo que o esgoto da minha casa também sai naquele rio, para a minha trsiteza por
também estar poluindo. Decido então ir para a parte mais alta onde o rio ainda não está poluído e encontro as águas cristalinas que eu buscava.
Depois volto para casa e estou na parte de trás de um sítio ou uma fazenda. Pareço estar com meu pai. Um caboclo conversa conosco, diz que veio do interior de São Paulo. Fala algo como já ter
comido carne de cachorro e aquilo não me causa tanta estranheza. Ele decide sair e nos tranca no quarto, eu e o coronel da fazenda. Tento abrir a porta repetidas vezes, mas sem sucesso. O coronel
me parece tranquilo, pois ele sabe que tenho o celular no bolso.
Tiro o celular e o coronel liga para uns amigos dele da Polícia Federal. Parece que ao mesmo tempo sou eu que falo com os policiais, já que lhes pergunto se porte ilegal de arma é crime federal.
Os policiais respondem que sim e na minha cabeça vem a imagem do caboclo nos ameaçando com uma pistola. Os policiais perguntam se é para matar o caboclo e o coronel só lhes diz para prendê-lo.
Terminada a ligação o coronel me diz "Policiais chegando em 5, 4, 3.." Depois ele recomeça a contagem a partir do 9, 8...e no instante 1, a polícia chega. Mesmo preso sou capaz de ver toda a ação
de prisão que se dá quando os policiais pulam o muro baixo do sítio. Depois disso somos libertados e o coronel sorri com um ar tranquilo.
Há dois copos pequenos decorados com uma faixa roxa em cima da mesa. Era a casa de Itaguaí. Digo-lhe que andei até a uma cachoreira, mas não sabia se era mais próxima ou mais distante da que
andei quando tinha 13 anos. Ela me disse que quando se é mais novo as distâncias parecem maiores, pois na verdade eu tinha percorrido um caminho ainda maior.
Volto a andar pela mata, mas as águas estão barrentas e com cheiro de esgoto. Há muitas casas em volta e percebo que o esgoto da minha casa também sai naquele rio, para a minha trsiteza por
também estar poluindo. Decido então ir para a parte mais alta onde o rio ainda não está poluído e encontro as águas cristalinas que eu buscava.
Depois volto para casa e estou na parte de trás de um sítio ou uma fazenda. Pareço estar com meu pai. Um caboclo conversa conosco, diz que veio do interior de São Paulo. Fala algo como já ter
comido carne de cachorro e aquilo não me causa tanta estranheza. Ele decide sair e nos tranca no quarto, eu e o coronel da fazenda. Tento abrir a porta repetidas vezes, mas sem sucesso. O coronel
me parece tranquilo, pois ele sabe que tenho o celular no bolso.
Tiro o celular e o coronel liga para uns amigos dele da Polícia Federal. Parece que ao mesmo tempo sou eu que falo com os policiais, já que lhes pergunto se porte ilegal de arma é crime federal.
Os policiais respondem que sim e na minha cabeça vem a imagem do caboclo nos ameaçando com uma pistola. Os policiais perguntam se é para matar o caboclo e o coronel só lhes diz para prendê-lo.
Terminada a ligação o coronel me diz "Policiais chegando em 5, 4, 3.." Depois ele recomeça a contagem a partir do 9, 8...e no instante 1, a polícia chega. Mesmo preso sou capaz de ver toda a ação
de prisão que se dá quando os policiais pulam o muro baixo do sítio. Depois disso somos libertados e o coronel sorri com um ar tranquilo.
Saturday, January 07, 2012
No metrô
Estou dentro do metrô. Há muitas mulheres no vagão e meu amigo reclama pelo excesso de monanges ali, que o vagão estava ruim. Foi o momento que tive uma ideia ao ver um homem nu passando pela plataforma
Me dou conta de que estou no futuro e o nudismo é permitido. Então decido tirar a roupa no vagão como forma de afastar as mulheres dali de perto. Meu amigo acha estranho pois estamos no futuro e ninguém se incomodaria com aquilo. Apenas lhe digo que mesmo no futuro ainda há muitos tabus sexuais. Tiro a roupa e o plano dá certo.
Ao descermos da plataforma meu amigo me lembra de que tenho que continuar nu, para parecer um nudista de fato e não de ocasião. Sigo em frente e vejo que uma das mulheres resolve denunciar a mim e o homem da plataforma por estarmos nus, mas ela imediatamente é presa, pois nas leis do futuro aquele tipo de preconceito é proíbido.
Me dou conta de que estou no futuro e o nudismo é permitido. Então decido tirar a roupa no vagão como forma de afastar as mulheres dali de perto. Meu amigo acha estranho pois estamos no futuro e ninguém se incomodaria com aquilo. Apenas lhe digo que mesmo no futuro ainda há muitos tabus sexuais. Tiro a roupa e o plano dá certo.
Ao descermos da plataforma meu amigo me lembra de que tenho que continuar nu, para parecer um nudista de fato e não de ocasião. Sigo em frente e vejo que uma das mulheres resolve denunciar a mim e o homem da plataforma por estarmos nus, mas ela imediatamente é presa, pois nas leis do futuro aquele tipo de preconceito é proíbido.
O professor
Em uma sala de aula eu estou para ssumir uma nova posição. Eu discuto com o próprio sonho que daquela vez vou assumir a minha real posição que é a de professor. Os alunos parecem bem interessados.
Do lado de fora vejo uma velha ou um velho que em tese seriam os professores mas impeço o acesso deles, mostrando que aquele é o meu lugar.
Apresento para a turma o tema da aula: REGRESSO. Tento fazer um brainstorming com cada um deles sobre o que isso significa, mas sem grande sucesso. A ponto de eu ter que pegar um aluno alto, me parece um adolescente e faço ele andar pra frente e para trás para mostrar o significado da palavra.
Então lhes apresento qual a relação do tema com a aula e que discutiremos três pontos fundamentais sobre essa palavra "regresso". Digo-lhes que elas tem relação com o Amor, Obsessão e Saudade e isso se torna um livro, um best-seller.
Do lado de fora vejo uma velha ou um velho que em tese seriam os professores mas impeço o acesso deles, mostrando que aquele é o meu lugar.
Apresento para a turma o tema da aula: REGRESSO. Tento fazer um brainstorming com cada um deles sobre o que isso significa, mas sem grande sucesso. A ponto de eu ter que pegar um aluno alto, me parece um adolescente e faço ele andar pra frente e para trás para mostrar o significado da palavra.
Então lhes apresento qual a relação do tema com a aula e que discutiremos três pontos fundamentais sobre essa palavra "regresso". Digo-lhes que elas tem relação com o Amor, Obsessão e Saudade e isso se torna um livro, um best-seller.
A professora
Ha um aluno na sala de aula, Frances. Diane Keaton é a professora. O rapaz loiro, o tal aluno, deve ser um ator e ao que consta parecia precisar de outra aula. De qualquer forma os alunos são dispensados pela professora e receoso o loiro vai conferir a nota da prova de francês.
Ela começa a explicar dizendo que faltou a compreensão das diferenças entre as formas faladas do francês. Lá pelas tantas cita uma suposta etimologia da palavra "beaucoup" na forma como é dita na Bélgica. Ela diz que coup vem de coq que siginifica "galo" em francês , mas que outros casos significa "muito". Beaucoup seria uma beleza neste "muito" ou mais que muito. E ela anota toda essa explicação eum uma lousa grande.
Ela começa a explicar dizendo que faltou a compreensão das diferenças entre as formas faladas do francês. Lá pelas tantas cita uma suposta etimologia da palavra "beaucoup" na forma como é dita na Bélgica. Ela diz que coup vem de coq que siginifica "galo" em francês , mas que outros casos significa "muito". Beaucoup seria uma beleza neste "muito" ou mais que muito. E ela anota toda essa explicação eum uma lousa grande.
Monday, November 28, 2011
No apartamento
No apartamento de Osmar olho da janela para aquele do outro lado da rua. Só que desta vez está diferente. Não é aquele apartamento grande dos rapazes enamorados. Lá o apartamento é funcional. Descubro isso porque há uma mulher conversando com o porteiro, provavelmente marido dela, enquanto ele ajeita a roupa como quem está indo trabalhar.
Osmar olha em outra janela enquanto fuma um cigarro. Pergunto a ele o porquê da mudança e ele me diz, olhando para a rua "se esqueceu de que aqui é o apartamento novo?" Vista da janela para a rua é só essa do meu quarto. Volto para a sala que não é mais a mesma e na janela vejo o ap do porteiro separado por um corredor. Osmar está preocupado se não foi estranho eles me verem olhando pela janela. Eu digo pra ele ficar tranquilo e quando volto a olhar para lá puxo papo com o porteiro, para disfarçar o meu voyerismo.
Comento com ele que durante anos morei em um apartamento como o dele, mas ficava no térreo. Dizia que era diferente estar um um apartamento na cobertura, que tinha mais qualidade de vida morar daquele jeito. Ele parece me entender. O porteiro é branco, baixo, com quase quarenta anos, o cabelo castanho claro tem uma leve calvície e reparo efetivamente que ele é um homem bonito.
Daí Osmar me pede para eu descer e ver efetivamente se está fazendo sol para irmos à praia. Digo a ele que descerei e depois subo para informar. Ele me diz que está bem que enquanto isso ele toma um banho. Mas fico preocupado em ter que descer, subir de novo em segundos, encher o saco do outro porteiro. Decido então descer e esperar Osmar lá embaixo de uma vez. Mas penso: e se não tiver clima bom para a praia? Uso então meus poderes: peço licença ao Osmar por alguns instantes e mentalizo. Sou capaz de projetar minha visão até a praia e digo que sim, ela está cheia e tem sol. Chego a dar alguns detalhes sobre quem está lá.
Do lado de fora na rua duas mulheres no carro. A chuva está fina, e elas tentam tirar o embaçado do vidro. Só que eu lhes digo que essa tarefa é impossível pois uma delas está fumando e que aquela fumaça de cigarro embaça o vidro do carro, por mais que eles tentem limpá-lo.
Osmar olha em outra janela enquanto fuma um cigarro. Pergunto a ele o porquê da mudança e ele me diz, olhando para a rua "se esqueceu de que aqui é o apartamento novo?" Vista da janela para a rua é só essa do meu quarto. Volto para a sala que não é mais a mesma e na janela vejo o ap do porteiro separado por um corredor. Osmar está preocupado se não foi estranho eles me verem olhando pela janela. Eu digo pra ele ficar tranquilo e quando volto a olhar para lá puxo papo com o porteiro, para disfarçar o meu voyerismo.
Comento com ele que durante anos morei em um apartamento como o dele, mas ficava no térreo. Dizia que era diferente estar um um apartamento na cobertura, que tinha mais qualidade de vida morar daquele jeito. Ele parece me entender. O porteiro é branco, baixo, com quase quarenta anos, o cabelo castanho claro tem uma leve calvície e reparo efetivamente que ele é um homem bonito.
Daí Osmar me pede para eu descer e ver efetivamente se está fazendo sol para irmos à praia. Digo a ele que descerei e depois subo para informar. Ele me diz que está bem que enquanto isso ele toma um banho. Mas fico preocupado em ter que descer, subir de novo em segundos, encher o saco do outro porteiro. Decido então descer e esperar Osmar lá embaixo de uma vez. Mas penso: e se não tiver clima bom para a praia? Uso então meus poderes: peço licença ao Osmar por alguns instantes e mentalizo. Sou capaz de projetar minha visão até a praia e digo que sim, ela está cheia e tem sol. Chego a dar alguns detalhes sobre quem está lá.
Do lado de fora na rua duas mulheres no carro. A chuva está fina, e elas tentam tirar o embaçado do vidro. Só que eu lhes digo que essa tarefa é impossível pois uma delas está fumando e que aquela fumaça de cigarro embaça o vidro do carro, por mais que eles tentem limpá-lo.
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Tuesday, November 01, 2011
A Pilastra
Estou na Praça XV, na estação das barcas indo para Niterói. Compro o meu ingresso e vou para as roletas. A maior parte delas está com filas e uma das poucas vazias possui uma pilastra no meio. Decido arriscar a sorte e tentar passar. Penso que se não der certo pego meu bilhete de volta e passo por outra roleta.
A pilastra tem diâmetro grande e eu, gordo, não consigo passar. O estilo dela é clássico, na verdade se assemelhando aos pilotis do Niemeyer, como os da PUC ou do Hospital da Lagoa. A roleta eletrônica devolve meu ingresso, mas sei que ele está inválido. Preciso falar com um dos agentes da estação para passar não pelas roletas, mas por uma das aberturas das grades, as que eles permitem passar idosos, deficientes etc.
Na minha frente passa uma moça, dentro da estação que não tinha conseguido passar pela roleta (sim, há um paradoxo nisso) e o agente a leva justamente para tal passagem. Ela consegue passar por lá enquanto eu espero a minha vez de ser atendido para passar por ali.
A pilastra tem diâmetro grande e eu, gordo, não consigo passar. O estilo dela é clássico, na verdade se assemelhando aos pilotis do Niemeyer, como os da PUC ou do Hospital da Lagoa. A roleta eletrônica devolve meu ingresso, mas sei que ele está inválido. Preciso falar com um dos agentes da estação para passar não pelas roletas, mas por uma das aberturas das grades, as que eles permitem passar idosos, deficientes etc.
Na minha frente passa uma moça, dentro da estação que não tinha conseguido passar pela roleta (sim, há um paradoxo nisso) e o agente a leva justamente para tal passagem. Ela consegue passar por lá enquanto eu espero a minha vez de ser atendido para passar por ali.
Thursday, July 14, 2011
A Nina do 24 Horas està matando uma série de pessoas. É o começo da segunda temporada e eu nao compreendo, pois não sei se ela morre no fim da primeira temporada ou da segunda.
Eu a vigio e ao mesmo tempo fujo dela. Tem varias pessoas morrendo, mas ha uma mulher que sempre escapa dela mesmo sem entender o que acontece. Ela sempre tem sorte e escapa.
A mulher é reduzida de tamanho e desce por uma corda que na verdade està ligada à Nina. Ela entra pela janela e ve a Nina procurando alguém para matar. Nos escondemos eu e a mulher dentro de um vídeo cassete. Lá dentro vemos o movimento da vilã e peço silencio à mulher que està comigo para ficarmos quietos para que não sejamos descobertos.
Eu a vigio e ao mesmo tempo fujo dela. Tem varias pessoas morrendo, mas ha uma mulher que sempre escapa dela mesmo sem entender o que acontece. Ela sempre tem sorte e escapa.
A mulher é reduzida de tamanho e desce por uma corda que na verdade està ligada à Nina. Ela entra pela janela e ve a Nina procurando alguém para matar. Nos escondemos eu e a mulher dentro de um vídeo cassete. Lá dentro vemos o movimento da vilã e peço silencio à mulher que està comigo para ficarmos quietos para que não sejamos descobertos.
A revelação
Ele fala comigo ao telefone e diz que tem algo a me revelar: Odilon, eu agora posso te dizer, na verdade sou adotado. Fico perplexo, dada sua semelhança com seus pais e irmão. Digo-lhe que nao precisava ter vergonha ja que temos um amigo em comum que também é adotado e que ele mesmo sabia que aquilo era natural pra mim e que não havia necessidade do segredo. Ele concorda e enquanto converso com ele no telefone vejo a sua imagem na tela do celular, bem como a de sua família.
A revelação
Ele fala comigo ao telefone e diz que tem algo a me revelar: Odilon, eu agora posso te dizer, na verdade sou adotado. Fico perplexo, dada sua semelhança com seus pais e irmão. Digo-lhe que nao precisava ter vergonha ja que temos um amigo em comum que também é adotado e que ele mesmo sabia que aquilo era natural pra mim e que não havia necessidade do segredo. Ele concorda e enquanto converso com ele no telefone vejo a sua imagem na tela do celular, bem como a de sua família.
Friday, July 08, 2011
White Palace

Ai só me lembro que andava naquele lugar cercado por palácios brancos e ao lado parecia ter quadras poliesportivas como as do Vasco, lá na Glória. E onde era para ter quadras de tênis, há cemitérios. E os palácios são igrejas onde ocorrem casamentos. Pessoas choram, pessoas contentes, parece que aquele é o lugar para isso acontecer. Lembro-me do filme "quatro casamentos e um funeral".
Eu o vejo se aproximando. Na verdade ele são três que conheço, dois atores e o Segundo Paulista ali hibridos em um só. Cabelos pretos encaracolados, lindo! Ali fora ele está para um casamento que não é o dele, pois ele já é casado com uma mulher. Há um mural do lado de fora da igreja-palácio com fotos do casamento dele, como aqueles que ficam na porta de estúdios fotográficos.
Entro em um desses palácios e lá dentro Fabiana me diz algo e vejo, pelo vidro, o mar de Cabo Frio. Parece que iremos para lá mais tarde, mas outra mulher me chama para uma das salas onde não sei se há um reunião ou velório. Sei que tenho que ir para uma outra sala exatamente igual a que eu estava no canto oposto. Lá há uma chave de energia que tenho que desligá-la e assim o faço. Off!
Thursday, February 03, 2011
A Lenda do Camarão
Estou com o Vali no shopping e passamos pela Vivenda do Camarão para comermos algo. Ele chama o lugar de "a lenda do camarão" pelo fato dos salgados não terem muito camarão no recheio, só traços. Eu digo-lhe que apesar de não gostar de camarão, acho aquilo um desaforo.
A balconista destrata o Vali e todos que reclamam disso. Ao fazer meu pedido ja a aviso de que exijo respeito no tratamento. Na medida que ela vai resmungando ao colocar o meu refrigerante eu corto-a dizendo que sou cliente e devo ser bem tratado. Ao colocar meu empadao na bandeja junto com o refrigerante ela tenta reclamar de mais alguma coisa só que eu, após olhar minha imagem refletida em algum ponto do balcão, começo a explicar à balconista de como ela deve atender as pessoas.
Eu faço perguntas a ela, na maioria retóricas: quem paga o seu salário? o dono da loja. Para o dono ter o dinheiro? precisa dos clientes. Por isso vc precisa trata-los bem. Mas estou de mau humor e não sou obrigada. Entao ta. Você tem filhos? Sim tenho um filho. E ele depende de vc? Tem meu marido que ganha o salário dele...Mas seu filho também depende de você. Sim é verdade.
A partir desse momento a tensão do papo diminui e vira uma conversa, um aconselhamento. Eu digo a ela que se ela trata bem as pessoas ela mantém o emprego dela, aumenta a clientela e as gorjetas. E ela passa a concordar comigo quando digo que uma outra vendedora simpática pode passar-lhe a perna e ganhar mais que ela.
A Liza Minelli chega e digo para a balconista me referindo a Liza: a Isabel vai cuidar de você agora. Liza cuida dela porque vc é mulher e tem mais sensibilidade, ou melhor, não é que mulheres são mais sensíveis, mas tem coisas que só uma conversa entre mulheres ajuda. Ja fiz a minha parte no aconselhamento terapêutico. Liza ri e eu após passar pro lado de fora do balcão como quem passa pela corda na dança da cordinha vou embora e me encontro com meus velhos amigos de Pedro II.
A balconista destrata o Vali e todos que reclamam disso. Ao fazer meu pedido ja a aviso de que exijo respeito no tratamento. Na medida que ela vai resmungando ao colocar o meu refrigerante eu corto-a dizendo que sou cliente e devo ser bem tratado. Ao colocar meu empadao na bandeja junto com o refrigerante ela tenta reclamar de mais alguma coisa só que eu, após olhar minha imagem refletida em algum ponto do balcão, começo a explicar à balconista de como ela deve atender as pessoas.
Eu faço perguntas a ela, na maioria retóricas: quem paga o seu salário? o dono da loja. Para o dono ter o dinheiro? precisa dos clientes. Por isso vc precisa trata-los bem. Mas estou de mau humor e não sou obrigada. Entao ta. Você tem filhos? Sim tenho um filho. E ele depende de vc? Tem meu marido que ganha o salário dele...Mas seu filho também depende de você. Sim é verdade.
A partir desse momento a tensão do papo diminui e vira uma conversa, um aconselhamento. Eu digo a ela que se ela trata bem as pessoas ela mantém o emprego dela, aumenta a clientela e as gorjetas. E ela passa a concordar comigo quando digo que uma outra vendedora simpática pode passar-lhe a perna e ganhar mais que ela.
A Liza Minelli chega e digo para a balconista me referindo a Liza: a Isabel vai cuidar de você agora. Liza cuida dela porque vc é mulher e tem mais sensibilidade, ou melhor, não é que mulheres são mais sensíveis, mas tem coisas que só uma conversa entre mulheres ajuda. Ja fiz a minha parte no aconselhamento terapêutico. Liza ri e eu após passar pro lado de fora do balcão como quem passa pela corda na dança da cordinha vou embora e me encontro com meus velhos amigos de Pedro II.
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Wednesday, October 20, 2010
Gincana

Era hora de chegar junto com a Márcia, ainda que não fosse exatamente ela. Tinha algo de diferente nela, ou seja, não era feia. O mesmo acontecia com o da mãe dela, ao abrir a porta.
Cometo um erro que parece costumeiro. Esqueço-me de que na porta principal do predinho tijucano de poucos andares é do consultório de uma psicóloga que abre a porta e me avisa do erro: eu deveria bater na porta lateral, onde há uma plastificada e jovial mãe de Márcia. Ela está envergonhada em abrir a sua casa para visitas, senão ela receberia muito bem as visitas, diferente de outras vezes. Foi isso que me fez ter medo de sua reação em outras vezes.
A psicóloga lá da outra porta, que dava para um pequeno quintal me pergunta "você é profissional de saúde?". Digo-lhe que todos nós independentemente da área que trabalhamos, ela clínica, eu social, lidamos com saúde". Ela retruca pelo fato de não trabalharmos em hospital e eu a menosprezo dizendo-lhe que ela não sabe o real significado da profissão.
Ela decide dar-nos uma missão como uma gincana. Há uma instituição de caridade, um orfanato para o qual doaremos uma garrafa de vinho. Márcia me entrega uma garrafa de vinho de boa qualidade em uma embalagem vagabunda de plástico, como aqueles de 5 L.
Desço a rua com o vinho na mãe com outras pessoas (Márcia já está fora) e passamos pela rua principal em Cabo Frio. Sem ter noção de onde iríamos seguimos pela direita. A Maíra, que está com o grupo, aponta o caminho supostamente certo pela esquera. Seguimos, ela um pouco mais a frente.
Há um posto de gasolina para onde ela carrega o vinho e, atrás dele, há uma casa de madeira que julgo ser o orfanato.
O grupo fico mais atrás e vou para perto dela para confirmar a minha suspeita sobre a casa. Descubro que ali é de fato o orfanato, mas ela racha a garrafa de vinho e coloca outra no lugar para chegar no orfanato e dizer a todos que quem providenciou o vinho foi ela.
Nos juntamos ao grupo que está parado em uma esquina. Na parte de trás há um daqueles prédios recuados e com pilotis como os de Curitiba. Eu aproveito e digo a todos o que Maíra fez e desmoralizo-a na frente de todos, xigando-a muito, apontando-lhe o dedo. Digo que não posso chamá-la de piranha, pois as piranhas possuem mais dignidade do que ela.
Desço a rua pela direita onde no fim tem uma praia. Subo a rua e encontro adolescentes namorando encostados nas árvores, sendo que um casal está sob um tronco de uma delas. Digo a este casal que logo vou embora - os adolescentes estão sob minha tutela - e que ele deve passar a informação aos demais.
Saturday, October 16, 2010
Sobre o Moinho, a ponte e a música

Tenho poderes de voar sobre a Ponte Rio Niterói, ainda que sem asas. Ao lado dela só há prédios entre eles o do Moinho Fluminense com letras pintadas em vermelho indicando o seu nome. Tem uma voz que me desafia a voar até lá, bem no alto. Venta bastante por lá e passar por aquelas estruturas, a cadeia de prédios enormes e a ponte, voar entre eles, é um grande desafio.
Na letra "O" do Moinho descubro uma espécie de escotilha em que há pessoas lá dentro observando a paisagem. Algo que parece ora com fundo de livraria, ora um planetário, ora uma construção que vi em um prédio no centro de Chicago em que há uma sala de uma estrutura para manter o equilíbrio de um arranha-céu. Um homem e um menino observam a paisagem, com o mais velho ensinando algo que eu desconheço.
Ao voar desafio a voz, os deuses, ou Deus, sejá lá o que for nesse sentido. Penso: se um avião colidir contra esse prédio, como seria impacto. Em seguida como em um trailer de possibilidades o acidente acontece e estou dentro de um ônibus que passa na ponte. Ali no ônibus penso em outras possibilidades: ou ele acelera, ou ele para ou ainda é capaz de voltar para trás. Os pneus voam pegando fogo como no clipe do Gorillaz. Depois penso em outra possibilidade: um dos pilares da ponte se racha. Isso ocorre de fato e o ônibus volta para trás.
Ainda na ponte, na volta, estou sobre o asfalto e encontro alguns amigos do colégio. Vejo o ônibus 741-D com a parte da frente estilhaçada e com as rodas de trás para cima. Pergunto ao Cleiton ou ao Jefre as horas e um deles me responde que são 18:21. Digo-lhes que tive um livramento, enquanto levanto as mãos para o céu e agradeço a Deus, repetindo sem parar sobre a graça alcançada, já que os olhares de todos no grupo são incrédulos. Cleiton me diz que é terça feira, dia de pegar o ônibus e que era incomum eu estar ali. Digo que é meu dia de estar ali sime aviso a alguém do meu lado que ele poderia estar ali, naquele ônibus, junto comigo.
De repente não estão mais aquelas pessoas comigos, mas alguém parecido com o J que insiste para que cantemos. Começamos a cantar "um homem pra chamar de seu". No começo sai tudo errado e desafinamos ao p-onto de pensar que ele quer cantar solo. No entanto, afino a voz e cantamos juntos. Parece que alguém tem uma câmera digital e quer jogar no youtube o dueto. Acho graça e continuamos a cantar, como na versão da Marina. Rimos muito e quando alguém diz que a filmagem é para valer, ele canta a primeira estrofe e eu a segunda. Lembro que em determinado momento canto "procuro a espada do seu salvador" e de bricadeira aperto-lhe por cima do short, enquanto achamos graça daquilo. No fim das contas ao imaginar que aquela cantoria vai parar na internet percebo que aquilo terá muito sucesso e ao mesmo tempo será muito ridicúlo.
Sunday, July 18, 2010
Caramelo
Estou na fila das Lojas Americanas. Vejo que tenho uma nota de 10 reais depois de ter passado 5 para a Fabi. Compro um pacote com balas de caramelo da Nestlé. Julgo o preço ser caro, acima de dois reais, mas tenho comigo uma nota de 10 que poderá cobrir o preço. Várias caixas, todas mulheres de óculos, rápidas em seu serviço, porém tenho tempo de tirar minha nota quando e minha vez.
Para minha surpresa descubro que tenho uma nota de 5 reais e com ela pago o caramelo, mesmo sem saber o preço. A caixa passa o preço pelo leitor e fica assustada com o preço, mas não me diz o valor. Vale notar que na loja todos os dados antes da minha vez eram digitados e cada tecla digitada fazia um barulho e as compras eram registradas em telas médias para que o supervisor da loja pudesse ver algo caso fosse chamado numa emergência. No entanto, penso que aquilo tira a privacidade das pessoas, pois mesmo sem ver o preço, as outras pessoas na fila sabem item por item o que o cliente está comprando.
Ao pagar a caixa chama as outras mulheres para saber porque o valor do caramelo é mais caro e me pergunta se é daqueles que desmancham facilmente na boca e digo-lhe que não e que o sabor dele é superior. É uma bala de pouca fabricação atual e por isso ela é mais cara. Ela abre o pacote, pega uma bala e distribui outras duas ou três para suas colegas de trabalho, como se fosse perfeitamente natural. Eu fico com raiva e com medo de parecer mal educado.
(obs: nesta mesma noite tive um outro sonho no qual conversava com a Fabi e dizia-lhe da minha necessidade inconsciente de agradar meus pais, mesmo sabendo que não há exigência deles em relação a isso e como transfiro esse comportamento em outras áreas da minha vida e nele meus pais dizem que essa minha necessidade não tem motivo)
Daí eu digo-lhes: vocês vão ressarcir ou diminuir o preço das balas, pelo fato de vocês estarem pegando-as? Elas ficam sem graça e me dão o troco e vejo várias moedas de 1 real e 25 centavos na mesa branca de uma delas, mas que ficava mais atrás.
Ao sair estou na rodoviária e vejo um ônibus todo fumê prestes a sair. Vou correndo para confirmar a parte da frente e vejo que é o Bacaxá. Eu bato na porta fechada para entrar e o motorista me ignora e arranca com o ônibus e eu grudo na porta. Antes de fazer a primeira curva no terminal ele pede que eu saia da porta para abrí-la e eu entrar. Eu faço isso e entro.
Ao mesmo tempo outro eu sai correndo atrás deste mesmo ônibus, ele vinha mais atrás e o perde.
Para minha surpresa descubro que tenho uma nota de 5 reais e com ela pago o caramelo, mesmo sem saber o preço. A caixa passa o preço pelo leitor e fica assustada com o preço, mas não me diz o valor. Vale notar que na loja todos os dados antes da minha vez eram digitados e cada tecla digitada fazia um barulho e as compras eram registradas em telas médias para que o supervisor da loja pudesse ver algo caso fosse chamado numa emergência. No entanto, penso que aquilo tira a privacidade das pessoas, pois mesmo sem ver o preço, as outras pessoas na fila sabem item por item o que o cliente está comprando.
Ao pagar a caixa chama as outras mulheres para saber porque o valor do caramelo é mais caro e me pergunta se é daqueles que desmancham facilmente na boca e digo-lhe que não e que o sabor dele é superior. É uma bala de pouca fabricação atual e por isso ela é mais cara. Ela abre o pacote, pega uma bala e distribui outras duas ou três para suas colegas de trabalho, como se fosse perfeitamente natural. Eu fico com raiva e com medo de parecer mal educado.
(obs: nesta mesma noite tive um outro sonho no qual conversava com a Fabi e dizia-lhe da minha necessidade inconsciente de agradar meus pais, mesmo sabendo que não há exigência deles em relação a isso e como transfiro esse comportamento em outras áreas da minha vida e nele meus pais dizem que essa minha necessidade não tem motivo)
Daí eu digo-lhes: vocês vão ressarcir ou diminuir o preço das balas, pelo fato de vocês estarem pegando-as? Elas ficam sem graça e me dão o troco e vejo várias moedas de 1 real e 25 centavos na mesa branca de uma delas, mas que ficava mais atrás.
Ao sair estou na rodoviária e vejo um ônibus todo fumê prestes a sair. Vou correndo para confirmar a parte da frente e vejo que é o Bacaxá. Eu bato na porta fechada para entrar e o motorista me ignora e arranca com o ônibus e eu grudo na porta. Antes de fazer a primeira curva no terminal ele pede que eu saia da porta para abrí-la e eu entrar. Eu faço isso e entro.
Ao mesmo tempo outro eu sai correndo atrás deste mesmo ônibus, ele vinha mais atrás e o perde.
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Thursday, June 03, 2010

Estou passando pelo Largo do Machado à noite. Olho para um grupo com muitos rapazes jovens, fazendo arruaça. Na minha cabeça, uma série de considerações filosóficas, antropológicas sobre a cena, sobre o Brasil quando mais a frente, ali mesmo na praça, tem um carro da PM parado. A molecada começa a zoar.
Um policial solta na minha frente, me barrando. Digo-lhe que não devo nada e que não faço parte do grupo, mas mesmo assim ele quer averiguar. Ele deve ter uns 30 anos, moreno claro, cabelos pretos, estatura mediana. Bonito. Vejo que ele se garante pelo fato de carregar um fuzil na mão e começamos a discutir. Ele reclama pelo fato de não querer mostrar-lhe a identidade, e digo-lhe que foi orientação do meu advogado.
Na discussão falo de que a exigência é algo de um lei autoritária, que não existe mais, desde que a Constituição foi aprovada. Ele toma aquilo como pessoal e eu lhe digo que o que ele faz faz parte do serviço dele e que ele está servindo a um sistema que o obriga a fazer as coisas daquele jeito. Ele continua me pertubando e dali a molecada se revela ser um grupo de traficantes armados e ordeno que eles fuzilem o policial sem piedade. Eles cumprem a minha ordem.
Tuesday, November 17, 2009
A estação

Subo uma escada com Fabi e Lu e vamos parar num guichê da estação de trem. Ali há um vidro enorme, clássico com um buraco no meo e nele há um anúncio de oferta de emprego, algo assim. Depois o anúncio diz outra coisa da qual não me recordo. Fabi e Lu pagam a passagem pelo buraco para a atendente mal humorada. Eu separo os 2 reais da passagem e passo o dinheiro pela parte de cima do vidro só para dificultar a vida daquela atendente. Fabi e Lu perguntam algo sobre o horário do trem e ela avisa que aquele que está na plataforma não é o nosso, que o nosso chegará às 8:20. Eu pergunto a ela sobre o nosso trem e ela me diz que o nosso trem é mais chique, cheio de frufru, típico para homossexuais. Eu a retruco, digo-lhe desaforos e a ameaço de processo e sigo com as meninas para a estação, onde há um trem vermelho com detalhes em romboides amarelos - parecidos com os da MRS Atlântica -com algumas pessoas cantando funk. O trem parte e nesse momento vejo o sol nascer. Há algumas pessoas tirando fotos e digo às meninas que farei o mesmo e que os seguranças estão de olho na gente e que certamente irão implicar conosco. Coloco o tripé e começo a fazer as fotos do sol que nasce em meio a um retãngulo formado entre prédios. A atendente para me repreender chega e mais uma vez brigo com ela apontando que há outras pessoas fazendo o mesmo e que ela está movida por razões pessoais. Discuto e deixo um pote cheio de insetos sobre a sua cabeça em seu guichê de atendimento.
Sunday, November 30, 2008
410
Atravesso a Praia do Flamengo. Enquanto espero o sinal abrir, um uruguaio magro, alto de barba está conversando ao celular e fuma um cigarro de maconha. Ele diz à alguém do outro lado da linha que começou a fumar aos 32 anos. Ele diz isso no momento em que penso que se eu começasse a fazer uso dessas coisas aos 30 anos, seria algo ridículo.
Finalmente atingimos o outro lado da avenida e chegamos ao ponto de ônibus. O uruguaio vai para debaixo de uma árvore e continua fumando. Eu estranho o fato dele fazer isso, mesmo com a cabine da PM ali em frente. No entanto digo comigo mesmo “ele é gringo e a polícia não vai mexer com ele, já se fosse brasileiro...” Acho que comento isso com alguém no ponto.
Eu fico de olho no uruguaio e o primeiro ônibus para Lapa passa cheio e ninguém entra. Em seguida passa um microônibus do 410 e uma senhora vai pegá-lo. Fico na esperança de que o uruguaio vai pegá-lo também, mas ele continua no mesmo lugar. Como estou atrasado para o meu encontro com a Fabiana na Lapa, decido pegá-lo.
Entrego o dinheiro ao motorista preocupado com o excesso de moedas que ele terá que me dar, já que a passagem custa R$ 2,10 e entrego para ele 3 reais. Enquanto ele faz o troco e dá partida no ônibus, um rapaz que vem atrás de mim pergunta se aquele ônibus vai até a Tijuca. O motorista responde afirmativamente, ressaltando que aquele ônibus dá mais voltas, pois ele vai pelo Rio Comprido. Penso que o rapaz vai desistir pelo fato de ser aquela uma área perigosa da cidade, mas ele não hesita e diz que vai pegar aquele ônibus mesmo, pois seu objetivo é chegar em casa. Aliás, só peguei o 410 porque para o meu intinerário não fazia diferença entre ele ou o 409 – que não passa pela tal área.
Entro no ônibus e nos últimos bancos na cadeira do meio há um gordinho- não muito- de barba sentado na cadeira do meio e ao lado dele, seja na esquerda ou na direita, só há mulheres. Decido sentar em um banco do lado de um velho para ficar mais perto do barbudo, mesmo sabendo que aquele banco é mais desconfortável para uma pessoa gorda, já que ele tinha aquele braço que reduz o espaço. Sento de lado com a perna projetada para o corredor do ônibus na tentativa de ver o barbudo.
O ônibus se aproxima da Lapa, que está mais limpa e com vários bares com letreiros em néon rosa – à semelhança da Pizzaria Guanabara. No meio, entre as duas pistas, há uma espécie de calçadão onde há várias pessoas passando ou sentada tomando chope. Enquanto isso o velho ao meu lado dá risada e ironiza: “está vendo, hoje não há nenhum vascaíno na rua...sumiram todos”. Em seguida ele aponta para uma garota na rua, menciona algo sobre a beleza carioca e diz que aquela menina deve ser flamenguista porque é no Flamengo que está a verdadeira beleza carioca. Não dou muita confiança ao velho e quando o gordinho se levanta para descer, vou atrás dele e saio do ônibus também.
Chego ao calçadão e tiro o celular do meu bolso para ligar para Fabiana. Fico preocupado pelo fato de ser 8 e meia da noite e ainda ser cedo. Desconfio que ela ainda não saiu do trabalho. Quando ando mais um pouco encontro a Fernanda Montenegro- com cabelo maior, preto e um tanto crespo- sentada em uma das cadeiras do calçadão e digo-lhe “Dona Fernanda, eu já estava a sua procura “ – estranhamente neste momento o encontro deixa de ser com a Fabiana e passa a ser com Fernanda. Cumprimento todos da mesa: o marido dela – estranho, porque eu achava que ele tinha morrido- e duas amigas velhas dela. Dou um beijo no rosto de ima delas enqianto a outra aproxima o rosto de mim na esperança de que ela fosse a primeira a ser beijada. Cumprimento as duas com um beijo apenas e estranho isso, pois no Rio se dão dois beijos e não um só.
Em seguida, Fernanda pergunta se eu já conhecia Sérgio Buarque de Holanda e eu digo-lhe que não, só literariamente, enquanto ela o apresenta para mim em outra mesa. Ele me pergunta se eu já li algo dele e eu respondo que li um livro dele que dona Fernanda tinha me emprestado. Ele me questiona, em tom de professor em dia de prova qual era o título do livro e eu respondo-lhe que era uma compilação crítica de vários músicos brasileiros e ele só presta a atenção no que eu digo.
Sinto o meu corpo indo embora do sonho enquanto ele pergunta sobre a minha formação, porque eu decidi ler o livro dele, quem era a minha professora e respondo de longe sem estar com ele, pois neste momento, acordo.
Finalmente atingimos o outro lado da avenida e chegamos ao ponto de ônibus. O uruguaio vai para debaixo de uma árvore e continua fumando. Eu estranho o fato dele fazer isso, mesmo com a cabine da PM ali em frente. No entanto digo comigo mesmo “ele é gringo e a polícia não vai mexer com ele, já se fosse brasileiro...” Acho que comento isso com alguém no ponto.
Eu fico de olho no uruguaio e o primeiro ônibus para Lapa passa cheio e ninguém entra. Em seguida passa um microônibus do 410 e uma senhora vai pegá-lo. Fico na esperança de que o uruguaio vai pegá-lo também, mas ele continua no mesmo lugar. Como estou atrasado para o meu encontro com a Fabiana na Lapa, decido pegá-lo.
Entrego o dinheiro ao motorista preocupado com o excesso de moedas que ele terá que me dar, já que a passagem custa R$ 2,10 e entrego para ele 3 reais. Enquanto ele faz o troco e dá partida no ônibus, um rapaz que vem atrás de mim pergunta se aquele ônibus vai até a Tijuca. O motorista responde afirmativamente, ressaltando que aquele ônibus dá mais voltas, pois ele vai pelo Rio Comprido. Penso que o rapaz vai desistir pelo fato de ser aquela uma área perigosa da cidade, mas ele não hesita e diz que vai pegar aquele ônibus mesmo, pois seu objetivo é chegar em casa. Aliás, só peguei o 410 porque para o meu intinerário não fazia diferença entre ele ou o 409 – que não passa pela tal área.
Entro no ônibus e nos últimos bancos na cadeira do meio há um gordinho- não muito- de barba sentado na cadeira do meio e ao lado dele, seja na esquerda ou na direita, só há mulheres. Decido sentar em um banco do lado de um velho para ficar mais perto do barbudo, mesmo sabendo que aquele banco é mais desconfortável para uma pessoa gorda, já que ele tinha aquele braço que reduz o espaço. Sento de lado com a perna projetada para o corredor do ônibus na tentativa de ver o barbudo.
O ônibus se aproxima da Lapa, que está mais limpa e com vários bares com letreiros em néon rosa – à semelhança da Pizzaria Guanabara. No meio, entre as duas pistas, há uma espécie de calçadão onde há várias pessoas passando ou sentada tomando chope. Enquanto isso o velho ao meu lado dá risada e ironiza: “está vendo, hoje não há nenhum vascaíno na rua...sumiram todos”. Em seguida ele aponta para uma garota na rua, menciona algo sobre a beleza carioca e diz que aquela menina deve ser flamenguista porque é no Flamengo que está a verdadeira beleza carioca. Não dou muita confiança ao velho e quando o gordinho se levanta para descer, vou atrás dele e saio do ônibus também.
Chego ao calçadão e tiro o celular do meu bolso para ligar para Fabiana. Fico preocupado pelo fato de ser 8 e meia da noite e ainda ser cedo. Desconfio que ela ainda não saiu do trabalho. Quando ando mais um pouco encontro a Fernanda Montenegro- com cabelo maior, preto e um tanto crespo- sentada em uma das cadeiras do calçadão e digo-lhe “Dona Fernanda, eu já estava a sua procura “ – estranhamente neste momento o encontro deixa de ser com a Fabiana e passa a ser com Fernanda. Cumprimento todos da mesa: o marido dela – estranho, porque eu achava que ele tinha morrido- e duas amigas velhas dela. Dou um beijo no rosto de ima delas enqianto a outra aproxima o rosto de mim na esperança de que ela fosse a primeira a ser beijada. Cumprimento as duas com um beijo apenas e estranho isso, pois no Rio se dão dois beijos e não um só.
Em seguida, Fernanda pergunta se eu já conhecia Sérgio Buarque de Holanda e eu digo-lhe que não, só literariamente, enquanto ela o apresenta para mim em outra mesa. Ele me pergunta se eu já li algo dele e eu respondo que li um livro dele que dona Fernanda tinha me emprestado. Ele me questiona, em tom de professor em dia de prova qual era o título do livro e eu respondo-lhe que era uma compilação crítica de vários músicos brasileiros e ele só presta a atenção no que eu digo.
Sinto o meu corpo indo embora do sonho enquanto ele pergunta sobre a minha formação, porque eu decidi ler o livro dele, quem era a minha professora e respondo de longe sem estar com ele, pois neste momento, acordo.
Thursday, September 11, 2008
Na fila do caixa
Na fila do Mc Donald's um cara maltrapilho pede esmola. Parece que quer juntar dinheiro para comprar um lanche. Depois o golpe é descoberto, ao que parece ele é casado com a mulher que está no caixa da lanchonete, um quiosque no Rio Sul, e tudo é um golpe. Ele é preso e aparece na televisão donde o jornalista, ironicamente, diz que seu lanche na cadeia será daquela lanchonete. Comento com minha mãe que este é um roteiro perfeito pra um filme.
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