Tuesday, March 13, 2018

Undertow

Estou na rua andando com alguém, me parece ser o Centro de São Pedro da Aldeia, no trecho em frente às lojas Americanas, só que de um jeito diferente, mas com as lojas e a parte onde tem um poço antigo. Parece que ora ando com minha mãe, ora com meu pai.

Passamos em frente a um salão e meu pai ironiza. O salão do Pelé e meu pai ri imaginando que o preço ali é muito alto porque é um salão gourmetizado. Tem uma tabela de preços e ao olhar, vejo que são os mesmos preços praticados pela barbearia do seu Ladislau, no Centro de Araruama, sendo que ali também eles não usavam cremes caros, como supus inicialmente.

Entro no salão e ali há muitos homens fazendo diversos cortes. Todos jovens, magros, a maioria morenos e negros e fazendo cortes usando dois pentes ou undercut. Passamos eu e meu pai por várias salad do salão e numa área externa estamos conversando sobre a novela.

Na novela das oito a Débora Evelyn repete mais uma das suas personagens: a mãe rica e esnobe e chata. E dessa vez ela é casada e acha que seu marido a trai. Ela implica com o namoro do filho, pois acha que a namorada do filho pode ser filha de seu marido, mas o que se sabe é que a mãe da menina é prima de segundo grau do marido.

Daí subo em escada caracol de ferro. Estou em uma área externa, parecida com a que se tem do alto do Outeiro da Glória. Consigo ver o bairro por cima. E então estou com A. e batemos na porta da casa de W, que fica ali. A porta já está aberta e entramos.

Supomos que o quarto estava sujo, mas estava tudo limpo e arrumado e somos recebidos com alegria. Em princípio penso que W vai abraça A primeiro, mas ele resolve me abraçar, porque faz mais tempo que ele não me vê. Daí deitamos na cama, mas antes ele relata uma situação que passou com A que pareceu constrangedora e de fundo sexual. Acho que eles se abraçaram se shorts e sem camisa. W parece ter um pouco de receio em contar isso, mas digo que deve ter sido bonito de ver, inclusive pelo espelho no teto que está acima da cama.

Deitamos os três e como a beijar o rosto de W e passar a mão em seu cabelo. Ele ainda está um pouco envergonhado e diz que quer falar sobre algo que sentiu na tal situação constrangedora com A. Ele está extremamente tímido, mas dá a entender que ele quer confessar que se sentiu excitado com aquilo tudo. Então me dou conta de que aquilo é um sonho, que não saberei a resposta exata e daí acordo. E tudo isso se dá ao som da música Undertow.

Wednesday, January 31, 2018

A Casa Velha

Estou em uma casa velha, Sentado na sala, mas consigo ver parte da rua. Passei lá pra falar com Wesley antes de seguir para a escola. Estamos sentados. Penso que ele vai se sentar ao meu lado no sofá, mas ele se senta na poltrona do lado de alguém que não me lembro agora.

Ele quer me mostrar algum clipe de hip hop dos anos 90. Mas não estou interessado, pois prefiro ver a imagem da janela, que é um filme antigo dos Trapalhões. Daí penso que essa diferença de interesses é por conta da diferença de idade que temos.

Em algum momento pareço preocupado com a hora de chegar ao colégio, mas ele me diz que dali tem condução direta para Botafogo, que passa pela Marquês de Abrantes.

Então aparece uma senhora me fazendo uma série de perguntas sobre meus projetos profissionais, minha formação e quando digo ela responde em tom de desprezo. Me sinto acuado, mas lá pelas tantas passo os olhos em torno da velha casa, que suponho ser alugada e digo "sim, minha situação não é das melhores, mas pelo menos tenho a minha casa" e então começo a dar lição de moral nela sobre a história de meus pais. E daí me dou conta de que para fazer as mudanças que quero eu deveria usar a trajetória deles como inspiração.

Friday, December 22, 2017

Entre prédios e casas

Estou andando pelas ruas da Cinelândia com Ti. Estamos conversando sobre alguém que mora por ali e dizendo que era fácil localizar essa pessoa, pois ali há poucos prédios residenciais. Há um labirinto de ruas e prédios espremidos com curvas em art-déco. Rapidamente vemos a portaria de um prédio onde os apartamentos residenciais ficam acima dos andares comerciais.

Vemos  uma pequena porta de um prédio a ali parece ter uma escotilha. Tem um gato branco ali perto e pego-o no colo. Ele é manso, mas eu não sei a razão de querer levar o Ti para um posto de saúde e ver se tem vacina antirrábica.

Ali parece ser um local onde seria fácil encontrar, pois é um bairro onde há vários postos com esse serviço. Digo que é só perguntar pra qualquer um ali que saberemos onde é. Então, pergunto a alguém que está em uma das portarias de um desses prédios onde tem um posto e ele dá a indicação.

Depois de subir uma rua estou no alto de um morro, que parece ter a visão do Outeiro da Glória, mas ao mesmo tempo estou no mesmo condomínio em que eu moro. Estou com alguém - presumo ser o Ti- e digo que preciso mostrar um pouco das minhas origens. Nisso aparece uma senhora, dona da fazenda, e pergunta o que queremos ver como atração em termos de museu: história, arte naiff, arte tradicional, arte moderna entre outros. Digo-lhe que gosto de todos os temas, mas que um tema histórico seria mais fácil. Daí ela encaminha a gente por uma varanda grande com vista pra Baía de Guanabara. Daí chegamos na frente da casa, que parece uma casa de fazenda.

A velha faz a gente entrar na casa onde há algumas peças de museu, em arte colonial, e uma cama desarrumada, o que me faz presumir ser o quarto dela. Acho estranho ela quer um quarto junto ao museu. Então ela fala o valor da entrada da visita no museu-casa. São 48 reais (24 para casa um) e o Ti paga o valor dos ingressos.

Daí voltamos para o lado de fora e vemos uma paisagem parecendo o Verde Mar de um lado e a Baía de Guanabra do outro. Ela fala que teve problemas com o síndico do condomínio de sua outra fazenda. Pergunto se é ali mesmo e ela diz que é em um estado do Nordeste (acho que é o Rio Grande do Norte) onde ela tem a sua segunda fazenda. Fim do Sonho.

Friday, March 31, 2017

A Viagem

Estou retornando de uma viagem em um carro com outras três pessoas. Conversamos de forma animada. Daí começo a fazer massagem no rapaz que está na frente, no banco do carona. Ele diz que gosta demais daquilo e daí paro um pouco hesitante. Mais um tempo depois e eu volto a fazer. A expressão dele de felicidade é visível e ele desata a falar do quanto gosta daquilo e se eu continuar daquele jeito ele vai ficar ainda mais encantado comigo.

Ele me diz que aquela foi a melhor viagem da vida dele. Porque ele gosta muito do grupo e que ele pode finalmente quebrar tabus em relação a estar junto de outro homem. Daí relembramos, em flash back, do momento em que dividimos a mesma barraca e nos abraçávamos e fazíamos carinho. Eu digo-lhe que não sabia que ele era tão carinhoso. Ele diz que sim, que era (daí faço um carinho no rosto dele) e que gostava muito, mas que por falta de oportunidade, ele não fazia isso e por conta do tabu que envolve dois homens. Eu tenho tesão nele, mas reconheço que tudo que acontece ali não tem necessariamente um caráter sexual, mas de afeto.

O sonho corta e estou em casa e recebo a visita do fiscal da Enel em casa. Ele me diz que vai instalar uma torre no meu terreno. Daí conversamos sobre a curvatura dos cabos de transmissão de energia, ele me explica como é aquilo e de que as bolinhas indicam a direção do caminho da energia. Um homem aparece explicando que os cabos dos postes são os mesmos, tanto para quem está recebendo energia da concessionária, como para aqueles que estão devolvendo o excedente de energia (como as pessoas que possuem energia solar) de volta pra Enel e que na verdade está havendo uma padronização dos cabos justamente pra poder tanto enviar como receber essa energia.

Eu comento com o fiscal que aquele poste que está no terreno é um de transmissão de energia e que em tese deveria ficar do lado de fora, como aqueles que vemos em estrada, já que meu uso é doméstico. Ele me diz que de fato são parecidos, mas que aquela torre é outra. Eu teimo com ele e ele diz "veja como o tamanho é menor". Eu me levanto do chão (estava deitado) e vejo que a torre tem a mesma altura nossa.

Vamos para o lado de fora (a torre instalada no terreno agora parece maior) e continuo sem entender qual a razão dela ali. Eu pergunto-lhe se a torre nova substitui o antigo poste de luz, já que ele eestá velho. Falo com receio do poste, pois acho que ele pode me aplicar uma multa por ter um poste antigo. Mas ele diz que não substitui, que preciso arrumar um novo poste.

Continuo a conversa, ele ri e pergunta se não o reconheço e digo que sim, que reconheço que ele é o ator Zécarlos Machado e que artisticamente ele usa os dois nomes juntos. Digo ainda o nome de uma novela que ele fez, para parecer que conheço a carreira dele, mas não me lembro de outras. Mesmo assim ele gosta e as pessoas que estão em volta também, se juntando meio que para pedir autógrafo.

Ele vai embora e vou para uma venda que há do lado da minha casa. Parece que é a primeira vez que vou ali, pois converso com as pessoas que falam como se não me vissem há muito tempo. Eu fico assustado pois tem muita coisa gostosa como bolo no pote, pães, doces variados e por um preço bom. Converso com uma senhora, que me traz lembranças do meu pai, das coisas que ele dizia quando ia ali e uma outra senhora vem e pergunta por ele e por minha mãe. A primeira sabe que ele morreu, mas a segunda senhora pergunta por ele e digo-lhe que ele fez uma viagem para outro plano. Ele entende o eufemismo que usei para morte. Olha pra mim e diz que eu me pareço muito com ele fisicamente, ainda que eu tenha traços da minha mãe.

Daí estou na sala de casa e meu pai saindo pra conferir as janelas e portas fechadas. Digo a ele que eu e minha mãe já tínhamos feito isso. Ele resmuga qualquer coisa e daí digo a ele: melhor ser claro no que vai fazer, senão você será mal interpretado pela minha mãe. Ele diz que precisava ver um vazamento no cano do lado de fora e então lhe empresto o celular para usar a lanterna dele. E do lado de fora há o cano perto do "relógio" de água e um pequeno vazamento em conta-gotas, que é consertado.

Sunday, March 12, 2017

Rodoviária e dimensões

Estou em uma rodoviária ou um terminal que está bem lotado. Estou esperando um namorado de São Paulo, enquanto sei que o Ti está em casa esperando a gente chegar. Não estou bem lembrado que estou com ele, mas sei que estou fazendo o meu caminho de volta. Daí encontro B. e C e dou um olá falso, temendo até não ter esse olá correspndido. Ambos dão um olá falso, sendo que C faz uma cara de nojo que lhe é habitual.

 De repente eu estava num ap com eles e aí eu intrigado por estar ali. Daí explico a eles que na verdade estamos em uma outra dimensão, num universo paralelo. Explico-lhes que naquela realidade nós habitamos a mesma casa e que tenho dois namorados. Mas em outra eu não moro ali e só tenho um namorado e não tenho mais contato com eles. E que preciso juntar os dois universos paralelos em um só e reestabelecer o equilíbrio.

Vejo que já está quase anoitecendo e digo-lhes que vou deixá-los à vontade no quarto enquanto vou pra sala. Daí ao colocar o colchão na sala pra dormir, vejo vários vizinhos nas janelas acenando pra mim me chamando pra uma festa. Eles são de Minas Gerais.

Um deles é baixinho, motorista de van em Araruama, que aparenta ter quase 50 anos, moreno, barbudo, gordinho parrudo com as calças caindo com metade da bunda aparecendo, Ele aparece na porta e me carrega com ele pra festa. Nisso B demonstra ter desejo de sair pra festa também, mas C o impede e os deixo no apartamento discutindo, enquanto sigo pra festa. O baixinho fica me agarrando e me chama pra tomar cerveja com ele.

Thursday, February 09, 2017

No restaurante



Estou junto com um amigo, mas agora sou incapaz de lembrar quem ele é. Pedimos a nossa comida e recebemos todos os acompanhamentos, menos o prato principal. Ainda assim vou comendo, pacientemente.

Vejo que tem uma família na mesa da frente e um homem no final de seus 40 anos aparentemente. Eles também pedem o prato deles. Segue o sonho.

Eu, preocupado com a demora do prato, que é uma porção de frangos empanados, pergunto ao garçom o que houve. Ele pede mil desculpas, disse que foi uma falha dele na hora de fazer o pedido, mas já estava resolvendo o problema e que logo logo meu prato chegaria. Enquanto isso resolvi mexer no celular.

Levanto os olhos e vejo que o homem da mesa da frente está praticamente acabando com a cerveja que tinha pedido e interpreto isso como um sinal de que ele já estava terminando a refeição. Eu, indignado, pergunto pelo meu prato, uma vez que aquela família tinha chegado depois de mim e foram atendidos, bem como muitos dos clientes do restaurante que já estavam na sobremesa.

Aí o amigo que está comigo aponta pra mim um prato com frangos empanados em cima da mesa. Ele me disse que eu estava distraído com o celular e que me esqueci de comer. Há uma pilha de pratos usados por nós que o garçom recolheu para levar pra cozinha. Então eu pego um prato já usado por mim, coloco catchup nele, pego um pedaço do frango na mão e começo a comer sem me preocupar com a formalidade do restaurante.

Thursday, October 20, 2016

O Caixa



Estou na fila do Caixa Eletrônico. Há dois caixas, um do Banco 24 horas e outro exclusivo do Itaú, mas as senhoras na minha frente querem usar apenas o terminal do 24hs. Penso em usar o do Itaú ao lado, mas o espaço é muito apertado e por isso não posso usá-lo.

Quando as senhoras terminam de usar o caixa, uma moça usando uma muleta vem ao meu lado e cedo a vez para ela. Vejo um sorriso dela.

Então chega a minha vez, mas não há mais um terminal, mas um caixa comum de banco. O atendente pergunta o que eu vou fazer e digo-lhe que é um depósito e entrego o envelope e uma nota de 50 reais além do meu cartão. Ele diz que tem dúvidas se conseguirei fazer o depósito ali, por conta do valor e eu falo para ele que já fiz diversos depósitos com aquela quantia naquela mesma agência e ele não se dá por contente e começa a ironizar, mas percebe que o depósito é possível. Daí ele começa a zoar pelo fato do valor do depósito ser baixo e aí começo a discutir com ele e digo:

- 50 reais é um valor baixo sim, mas aos poucos a gente economiza e vai conseguindo o que quer. Quando foi a última vez que você viajou?

- Não sei, tem muito tempo.

- Então, meu namorado faz sempre isso. E sabe quantas vezes ele viajou para o exterior esse ano? Duas. E você aí me zoando, mas tá nesse caixa o tempo todo, sem poder viajar.

O caixa hesita antes de tentar falar algo e continuo.

- Mas isso de viagem não interessa a você. Abrir a cabeça, conhecer novos mundos, isso não faz parte da cabeça de bancário mesmo.

De repente estou na janela de casa e conversando com minha mãe sobre o acontecido. Daí ela me diz: "reparou que você falou do seu namorado pro cara do caixa e ele deve ter ficado mais sem graça ainda e que pela primeira vez você se referiu ao A. como o seu namorado pra mim?" E daí fico mais tranquilo e percebo a utilidade daquela discussão.